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	<title>NPK - SYMBIOMICS</title>
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	<description>Microbes for a sustainable agriculture</description>
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		<title>Biológicos podem ajudar a diminuir a dependência de fertilizantes químicos?</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Symbiomics Team]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 21 Mar 2022 15:03:20 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Blog]]></category>
		<category><![CDATA[biológicos]]></category>
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		<category><![CDATA[mudanças climáticas]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O conflito entre Rússia e Ucrânia trouxe à tona uma antiga discussão no meio agrícola brasileiro: como diminuir a dependência [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-weight: 400;">O conflito entre Rússia e Ucrânia trouxe à tona uma antiga discussão no meio agrícola brasileiro: como diminuir a dependência do setor da importação de fertilizantes? </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A guerra entre os países evidenciou ainda mais o problema, já que o Brasil depende do mercado exterior para</span><b> importar cerca de 85% do insumo</b><span style="font-weight: 400;">, <a href="http://anda.org.br/pesquisa_setorial/">de acordo com a Anda</a> (Associação Nacional para Difusão de Adubos), e as importações foram dificultadas pelo conflito na região – que é a principal produtora dos fertilizantes NPK (nitrogênio, fósforo e potássio) comprados pelo Brasil. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Devido ao problema, o Governo Federal acelerou o lançamento do </span><a href="https://www.gov.br/agricultura/pt-br/assuntos/noticias/governo-federal-lanca-plano-nacional-de-fertilizantes-para-reduzir-importacao-dos-insumos#:~:text=O%20Plano%20Nacional%20de%20Fertilizantes%20(PNF)%20%C3%A9%20uma%20refer%C3%AAncia%20para,%3A%20ind%C3%BAstria%20tradicional%2C%20produtores%20rurais%2C"><span style="font-weight: 400;">Plano Nacional de Fertilizantes (PNF)</span></a><span style="font-weight: 400;">, que reúne medidas para melhorar a disponibilidade do insumo no país e desenvolver novas tecnologias em fertilizantes até 2050.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A crise já vem gerando um efeito cascata na economia e contribuindo para provocar a alta de combustíveis e alimentos – problema que deve persistir mesmo após o fim do conflito. As jazidas de potássio ativas exploradas para produção de fertilizantes estão se esgotando ao redor do planeta, encarecendo o insumo, e </span><b>cresce a necessidade de se explorar fontes alternativas de fertilização do solo</b><span style="font-weight: 400;">. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O desenvolvimento de produtos biológicos baseados em microrganismos que atuem na disponibilização desses nutrientes é apontado por especialistas como um caminho promissor para diminuir seu uso no futuro e tornar a agricultura mais sustentável.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Essas tecnologias são desenvolvidas com o objetivo de conferir alguma vantagem produtiva a determinados cultivares. </span><b>Elas se diferenciam dos chamados agroquímicos</b><span style="font-weight: 400;"> pois se baseiam em microrganismos e nas funções que agregam junto a plantas, no caso de bioestimulantes e biofertilizantes, ou para controle de pragas, no caso dos defensivos biológicos.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<h2><b>Soluções baseadas em microrganismos</b></h2>
<p><span style="font-weight: 400;">Já existem no mercado brasileiro </span><b>produtos biológicos com microrganismos que atuam na disponibilização de minerais</b><span style="font-weight: 400;">. Os produtos não substituem os fertilizantes químicos, mas aumentam sua eficácia, possibilitando um manejo mais econômico do insumo. O problema é que ainda há poucas soluções baseadas em microrganismos utilizadas no Brasil e no mundo.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">De acordo com Solismar Venzke Filho, consultor com experiência em uso de biológicos, uma solução interessante que tem crescido no Brasil é o </span><b>uso de pó de rocha ou remineralizadores associado a microrganismos</b><span style="font-weight: 400;">. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">“São as chamadas rochas silicatadas. Elas têm um teor mais baixo de nutrientes do que os sais que vêm nos fertilizantes e sua solubilidade é menor também. Mas se juntarmos os </span><b>microrganismos</b><span style="font-weight: 400;">,</span><b> uma fonte orgânica de carbono </b><span style="font-weight: 400;">e o</span><b> pó de rocha</b><span style="font-weight: 400;">, ocorre uma solubilização desses nutrientes”, explica Venzke Filho.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Apesar desse método liberar menor quantidade de nutrientes em um primeiro momento, tem potencial para uma disponibilização contínua de minerais, contribuindo para a fertilização do solo a longo prazo. Além disso, trata-se de um método </span><b>mais barato</b><span style="font-weight: 400;"> e </span><b>sustentável</b><span style="font-weight: 400;">, já que os remineralizadores são subprodutos dos processos de mineração que seriam descartados. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">De acordo com Venzke Filho, entretanto, alguns fatores ainda representam empecilhos para maior disseminação desse tipo de produto associado a biológicos disponíveis hoje, como o</span><span style="font-weight: 400;"> </span><b>manejo específico</b><span style="font-weight: 400;"> e </span><b>falta de conhecimento técnico</b><span style="font-weight: 400;"> para aplicação e acompanhamento. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">E ainda há muito espaço para inovar nas tecnologias baseadas em microbioma. Ferramentas como a </span><b>edição genômica</b><span style="font-weight: 400;"> e </span><b><i>machine learning</i></b><span style="font-weight: 400;"> estão permitindo a prospecção e reprogramação de microrganismos encontrados na natureza para que sejam mais eficientes na disponibilização de minerais para as plantas. No futuro, esses produtos baseados em microbioma terão grande potencial para </span><b>diminuir a dependência agrícola de fertilizantes</b><span style="font-weight: 400;">, aumentando a eficiência da fertilização ou contribuindo para o melhor aproveitamento dos que já existem no solo.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Apesar do potencial, para <a href="https://www.symbiomics.com.br/pt/solon-cordeiro-de-araujo-e-o-novo-membro-do-conselho-consultivo-da-symbiomics/">Solon Cordeiro de Araujo</a>, microbiologista com mais de 50 anos de experiência na área de inoculação para fixação biológica de nitrogênio (FBN), </span><b>é improvável que os biológicos cheguem a substituir os fertilizantes químicos</b><span style="font-weight: 400;">. “Eu não vejo isso como uma possibilidade. É uma luta mais ou menos constante. Se nós conseguirmos desenvolver tecnologias que reduzam de 50% a 70% o uso de produtos químicos, já seria um ganho fantástico para sociedade como um todo, principalmente em termos de sustentabilidade na agricultura”, explica. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Segundo ele, os produtos contendo microrganismos devem se inserir na lavoura como um complemento que permite maior eficácia dos insumos e melhor aproveitamento de nutrientes já existentes no solo, diminuindo a dependência dos fertilizantes químicos. </span></p>
<p style="font-size: 16px; font-weight: 400;"><img fetchpriority="high" decoding="async" class="aligncenter wp-image-10024 size-large" src="https://www.symbiomics.com.br/wp-content/uploads/2022/03/Design-sem-nome-1024x576.png" alt="microrganismos" width="1024" height="576" srcset="https://www.symbiomics.com.br/wp-content/uploads/2022/03/Design-sem-nome-1024x576.png 1024w, https://www.symbiomics.com.br/wp-content/uploads/2022/03/Design-sem-nome-300x169.png 300w, https://www.symbiomics.com.br/wp-content/uploads/2022/03/Design-sem-nome-768x432.png 768w, https://www.symbiomics.com.br/wp-content/uploads/2022/03/Design-sem-nome-1536x864.png 1536w, https://www.symbiomics.com.br/wp-content/uploads/2022/03/Design-sem-nome.png 1920w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></p>
<p>&nbsp;</p>
<h2><b>Um mercado em expansão</b></h2>
<p><span style="font-weight: 400;">Hoje, os produtos biológicos mais disseminados na agricultura brasileira são aqueles que contêm bactérias fixadoras de nitrogênio e auxiliam culturas como a soja na absorção mais efetiva desse nutriente do solo. Na safra de 2019/2020, </span><b>79% da soja plantada no país</b><span style="font-weight: 400;"> recebeu inoculação com </span><i><span style="font-weight: 400;">Bradyrhizobium</span></i><span style="font-weight: 400;">, uma das bactérias utilizadas para fixação de nitrogênio, de acordo com a ANPII (Associação Nacional de Produtores e Importadores de Inoculantes).</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O uso desse tipo de inoculante, por aumentar a produtividade da cultura, é uma opção para auxiliar agricultores a reduzir o uso de fertilizantes nitrogenados químicos, que se acumulam no solo e na água e prejudicam o meio ambiente. Além disso, devido ao seu </span><b>baixo impacto ambiental</b><span style="font-weight: 400;"> e</span><b> na saúde humana</b><span style="font-weight: 400;">, muitos desses produtos são enquadrados em especificações de referência (ERs) de órgãos reguladores para produção de orgânicos e podem ser utilizados para produção desses alimentos. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Nos últimos anos, o mercado de biológicos tem passado por um intenso crescimento, na esteira do interesse de agricultores e consumidores por soluções inovadoras no campo com baixo impacto ambiental. O mercado mundial de controle biológico foi avaliado em </span><b>US$ 2,8 bilhões em 2020</b><span style="font-weight: 400;">, com projeções para ultrapassar </span><b>US$ 11 bilhões em 2025</b><span style="font-weight: 400;">. Somente no Brasil, uma estimativa da consultoria Blink apresentada pela CropLife Brasil em 2021 é que esse mercado dobre de tamanho até 2030, atingindo </span><b>R$ 3,69 bilhões</b><span style="font-weight: 400;">. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;"><a href="http://croplifebrasil.org/publicacoes/produtos-biologicos-registrados/">Esse crescimento</a>, impulsionado pelas demandas por soluções agrícolas sustentáveis, também vem sendo acompanhado pelo grande aumento de aprovações no âmbito regulatório. </span><b>Até 2021, 503 dos chamados produtos biológicos de baixo impacto haviam sido aprovados</b><span style="font-weight: 400;"> para uso em lavouras brasileiras pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA). Mais da metade dos registros (284) são dos últimos 4 anos, </span><a href="https://www.gov.br/agricultura/pt-br/assuntos/noticias/novos-produtos-de-baixo-impacto-para-o-controle-de-pragas-tem-registro-publicado"><b>com 92 deles apenas em 2021</b></a><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><b>Quase todos esses produtos são para controle biológico de pragas</b><span style="font-weight: 400;">, incluindo bioinseticidas, bionematicidas, biofungicidas e bioacaricidas. Há escassez, entretanto, de produtos de base microbiológica que ofereçam outras possibilidades e soluções inovadoras. Especialmente considerando os novos desafios que o setor agrícola vem enfrentando, em meio à </span><b>crise de abastecimento de fertilizantes</b><span style="font-weight: 400;"> e </span><b>mudanças climáticas</b><span style="font-weight: 400;">. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">“Durante um certo período se pensava que o solo seria apenas um repositório para fixar a planta e que os nutrientes seriam concedidos através de adubação e fertilização. </span><b>Isso falhou totalmente</b><span style="font-weight: 400;">. O solo começou a se degradar, junto com a produtividade. Hoje já se sabe que além do conhecimento físico e químico sobre a lavoura, também é preciso entender sua microbiologia”, explica Araujo. “Todos os fenômenos que ocorrem na planta estão, de alguma forma, </span><b>intrinsecamente ligados aos microrganismos</b><span style="font-weight: 400;">”, finaliza.</span></p>
<p><img decoding="async" class="aligncenter wp-image-10034 size-large" src="https://www.symbiomics.com.br/wp-content/uploads/2022/03/Grafico-registro-biologicos-4-1024x1024.png" alt="produtos biológicos registrados brasil" width="1024" height="1024" srcset="https://www.symbiomics.com.br/wp-content/uploads/2022/03/Grafico-registro-biologicos-4-1024x1024.png 1024w, https://www.symbiomics.com.br/wp-content/uploads/2022/03/Grafico-registro-biologicos-4-300x300.png 300w, https://www.symbiomics.com.br/wp-content/uploads/2022/03/Grafico-registro-biologicos-4-150x150.png 150w, https://www.symbiomics.com.br/wp-content/uploads/2022/03/Grafico-registro-biologicos-4-768x768.png 768w, https://www.symbiomics.com.br/wp-content/uploads/2022/03/Grafico-registro-biologicos-4-320x320.png 320w, https://www.symbiomics.com.br/wp-content/uploads/2022/03/Grafico-registro-biologicos-4.png 1080w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></p><p>The post <a href="https://www.symbiomics.com.br/pt/produtos-biologicos-podem-ajudar-o-pais-a-diminuir-a-dependencia-de-fertilizantes-quimicos/">Biológicos podem ajudar a diminuir a dependência de fertilizantes químicos?</a> first appeared on <a href="https://www.symbiomics.com.br">SYMBIOMICS</a>.</p>]]></content:encoded>
					
		
		
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