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	<title>genômica - SYMBIOMICS</title>
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	<description>Microbes for a sustainable agriculture</description>
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	<title>genômica - SYMBIOMICS</title>
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		<title>O que são as Ciências Ômicas?</title>
		<link>https://www.symbiomics.com.br/pt/o-que-sao-as-ciencias-omicas/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Symbiomics Team]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 01 Jun 2022 19:20:05 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Blog]]></category>
		<category><![CDATA[bioinformática]]></category>
		<category><![CDATA[DNA]]></category>
		<category><![CDATA[genômica]]></category>
		<category><![CDATA[microbiologia]]></category>
		<category><![CDATA[ômicas]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Nos últimos anos, as chamadas Ciências Ômicas (áreas de estudo cujos nomes terminam com “-ômica”, ou “-omics”, do inglês) se [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-weight: 400;">Nos últimos anos, as chamadas <strong>Ciências Ômicas</strong> (áreas de estudo cujos nomes terminam com “-ômica”, ou “-</span><i><span style="font-weight: 400;">omics</span></i><span style="font-weight: 400;">”, do inglês) se tornaram proeminentes dentro da Biologia como uma nova fase dos estudos sobre a genética dos seres vivos. Atualmente esses campos de conhecimento <strong>estão se expandindo de forma acelerada</strong> e novas vertentes surgem a todo momento. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">As ômicas – entre elas a genômica, a transcriptômica, a metagenômica, a proteômica e a metabolômica – surgiram com a integração de grandes volumes de dados aos estudos das ciências biológicas sobre o DNA. Nesse sentido, </span><a href="https://www.symbiomics.com.br/pt/como-a-ciencia-de-dados-esta-transformando-a-microbiologia/" target="_blank" rel="noopener"><b>bioinformática</b></a><span style="font-weight: 400;"> e </span><a href="https://www.symbiomics.com.br/pt/como-a-ciencia-de-dados-esta-transformando-a-microbiologia/" target="_blank" rel="noopener"><b>biologia computacional</b></a><span style="font-weight: 400;"> estão intimamente relacionadas às Ciências Ômicas.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Nos estudos sobre os microrganismos, </span><a href="https://www.symbiomics.com.br/pt/afinal-o-que-e-o-microbioma/" target="_blank" rel="noopener"><b>microbiomas</b></a><span style="font-weight: 400;"> e suas relações com hospedeiros e ambientes, as Ciências Ômicas são imprescindíveis. Para entender as funções de comunidades complexas de microrganismos junto a plantas – e, consequentemente, o papel funcional de seus genes –, a análise de grandes volumes de dados genômicos é essencial. Só assim é possível desenvolver <strong>produtos biológicos</strong> efetivos, seguros, escalonáveis e que tenham efeitos positivos em sua aplicação, inclusive na agricultura.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Conheça a seguir um pouco mais sobre algumas das Ciências Ômicas.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<h2><b>Genômica</b></h2>
<p><span style="font-weight: 400;">Compreendem os estudos de toda informação hereditária de um organismo, codificada em seu DNA e transcrita em seu RNA, incluindo sequência de nucleotídeos, mapeamento de genes e funções. Trata-se de campos que se expandiram muito nas últimas décadas, impulsionados pelas </span><b>novas tecnologias de sequenciamento genético </b><span style="font-weight: 400;">e de</span><b> análise de dados</b><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A genômica foi a primeira que surgiu entre as Ciências Ômicas, concebida pelo avanço das tecnologias de sequenciamento a partir da década de 1970. Outro marco importante para a genômica foi a criação de </span><a href="https://profissaobiotec.com.br/historia-do-sequenciamento-de-dna-ao-infinito-e-alem/" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">máquinas para sequenciamento automático de DNA</span></a><span style="font-weight: 400;">, o que acelerou muito o processo de mapeamento do genoma. Tais avanços também impulsionaram o Projeto Genoma Humano, uma iniciativa internacional surgida em 1990 e finalizada em 2003 – com as últimas conclusões publicadas ainda recentemente, </span><a href="https://www.science.org/doi/10.1126/science.abj6987" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">em março de 2022, na revista Science</span></a><span style="font-weight: 400;"> –, dando início a diversas outras iniciativas de sequenciamento de DNA. É o caso do Projeto Microbioma Humano, que se propôs a sequenciar e mapear todos os microrganismos que habitam os diferentes órgãos e tecidos humanos. </span><a href="https://veja.abril.com.br/ciencia/cientistas-completam-mapeamento-do-microbioma-humano/" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">O projeto foi finalizado em 2016</span></a><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<h3><b>Edição genômica</b></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Não apenas o conhecimento sobre os genomas se expandiu, mas também a </span><b>capacidade de manipulação do código genético</b><span style="font-weight: 400;">. A edição genômica através de CRISPR (do inglês </span><i><span style="font-weight: 400;">clustered regularly interspaced short palindromic repeats</span></i><span style="font-weight: 400;">) já permite, entre outras aplicações, o desenvolvimento de plantas que apresentam maior produtividade ou tolerância a estresses ambientais. E o Brasil é pioneiro nesse sentido: em 2021, cientistas da Embrapa anunciaram o desenvolvimento da </span><a href="https://www.embrapa.br/busca-de-noticias/-/noticia/66969890/ciencia-brasileira-desenvolve-primeira-cana-editada-nao-transgenica-do-mundo" target="_blank" rel="noopener"><b>primeira cana-de-açúcar editada do mundo</b></a><span style="font-weight: 400;">, com maior concentração de sacarose nos tecidos vegetais, facilitando a produção de etanol e outros produtos, sem DNA exógeno à planta.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A técnica de edição genômica foi reconhecida como uma das grandes descobertas científicas do século, inaugurando uma nova fase da engenharia genética. O desenvolvimento da edição genômica por CRISPR rendeu às pesquisadoras Emmanuelle Charpentier e Jennifer Doudna o </span><a href="https://g1.globo.com/ciencia-e-saude/noticia/2020/10/07/nobel-de-quimica-2020-vai-para-emmanuelle-charpentier-e-jennifer-a-doudna.ghtml" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">Prêmio Nobel de Química de 2020</span></a><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<figure style="width: 876px" class="wp-caption alignnone"><img fetchpriority="high" decoding="async" src="https://www.cnnbrasil.com.br/wp-content/uploads/sites/12/2021/12/211214_CanasFlexCrispr_Flex-1.jpg?w=876&amp;h=484&amp;crop=1" alt="canas editadas pela emprapa" width="876" height="484" /><figcaption class="wp-caption-text">Campo de fenotipagem de canas-de-açúcar editadas por pesquisadores da Embrapa Agroenergia. As variedades são denominadas Cana Flex I e Cana Flex II. (Foto: Hugo Molinari/Embrapa)</figcaption></figure>
<h2></h2>
<p>&nbsp;</p>
<h2><b>Transcriptômica</b></h2>
<p><span style="font-weight: 400;">A </span><b>transcriptômica</b><span style="font-weight: 400;"> se dedica ao estudo da transcrição do código genético. O RNA nada mais é do que a </span><b>versão transcrita do DNA</b><span style="font-weight: 400;"> e age como </span><b>molde para síntese das proteínas</b><span style="font-weight: 400;"> que compõem os diferentes órgãos, tecidos e moléculas de um organismo. Por isso, muitas das pesquisas que envolvem transcriptômica são voltadas para o entendimento de como variações em sequências de DNA impactam a expressão gênica. Ou seja, uma vez que a informação presente no código genético é traduzida por fim em proteínas, </span><b>como a transcrição de DNA em RNA influencia o funcionamento de um organismo</b><span style="font-weight: 400;">. Os estudos em transcriptômica podem envolver as diversas classes de RNA, como é o caso dos RNAs mensageiros (mRNAs) e microRNAs (miRNAs).</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<h2><b>Metagenômica e metatranscriptômica</b></h2>
<p><span style="font-weight: 400;">Metagenômica e metatranscriptômica são, respectivamente, as análises do código genético (DNA) e de sua transcrição (RNA) a partir de amostras ambientais, contemplando todos os organismos ali localizados. Muito utilizada no estudo dos microbiomas, a metagenômica consiste em decifrar a “sopa” genética formada por diferentes organismos habitantes de um mesmo ecossistema e por seus genes. Essa abordagem provê valiosos conhecimentos sobre semelhanças e diferenças genéticas entre os microrganismos, bem como sobre suas funções junto a outros seres vivos.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Antigamente, o estudo dos microrganismos era essencialmente restrito a culturas axênicas (ou seja, puras), obtidas a partir de metodologias para isolamento microbiano em meios de cultivo. Mas não foi até a década de 1990 que o </span><b>sequenciamento total de amostras ambientais</b><span style="font-weight: 400;"> se tornou uma possibilidade. A </span><b>metagenômica</b><span style="font-weight: 400;"> surgiu como uma importante ferramenta para entender e caracterizar a presença e diversidade de comunidades microbianas em ambientes ou hospedeiros. Conhecida também como genômica ambiental, a metagenômica é muito utilizada para investigar o microbioma humano, entendendo suas características, relações com doenças e também como ferramenta para a </span><a href="https://www.ipea.gov.br/cts/pt/central-de-conteudo/artigos/artigos/95-medicina-de-precisao-o-que-e-e-que-beneficios-traz" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">medicina de precisão</span></a><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<h2><b>Proteômica e metaproteômica</b></h2>
<p><span style="font-weight: 400;">Indo um passo além, a proteômica é um termo guarda-chuva para o estudo – identificação e caracterização – das proteínas presentes em um organismos, ou no caso da </span><a href="https://journals.asm.org/doi/10.1128/mSystems.00115-19#:~:text=Metaproteomics%20is%20the%20large%2Dscale,microorganisms%20on%20the%20molecular%20level."><span style="font-weight: 400;">metaproteômica</span></a><span style="font-weight: 400;">, comunidades de microrganismos. Com a metaproteômica de solos, por exemplo, é possível identificar proteínas acumuladas por organismos, permitindo a caracterização das funções bioquímicas presentes em um ambiente.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A </span><b>metaproteômica</b><span style="font-weight: 400;"> viabiliza a investigação das comunidades microbianas no que se refere aos produtos gênicos, contribuindo particularmente para o entendimento sobre o </span><b>conjunto de proteínas produzidas por um organismo</b><span style="font-weight: 400;">. Esse tipo de abordagem também já permite análises aprofundadas dos microbiomas, possibilitando a investigação das interações entre diferentes microrganismos e </span><b>caracterização de sua </b><a href="https://link.springer.com/article/10.1007/s10096-016-2816-4" target="_blank" rel="noopener"><b>fisiologia</b></a><span style="font-weight: 400;"> e metabolismo – este último, alvo de estudo da metabolômica.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<h2><b>Metabolômica</b></h2>
<p><span style="font-weight: 400;">A metabolômica é a abordagem utilizada para identificar o resultado de vias e processos metabólicos, associando atividades de pequenas moléculas que atuam no interior das células, tecidos e órgãos – os metabólitos – à resposta a alterações em sistemas biológicos. Essa análise pode ser realizada em organismos complexos, como seres humanos, ou em comunidades de microrganismos.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A </span><b>metabolômica aplicada aos microrganismos</b><span style="font-weight: 400;"> é uma área recente, mas que tem potencial para diversas aplicações, considerando o papel dos microbiomas na modulação do metabolismo de outros organismos, como as plantas. Trata-se de um campo que vem se estabelecendo nos últimos anos e está na ponta final das análises de subprodutos pesquisados pelas “ômicas” – seguindo o fluxo de informações do código genético, compreendido por DNA, RNA, proteínas e metabólitos. As </span><b>análises metabolômicas</b><span style="font-weight: 400;"> são frequentemente combinadas com outras Ciências Ômicas, como a transcriptômica, para geração de dados mais robustos.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<h2><b>Multiômicas</b></h2>
<p><span style="font-weight: 400;">A junção de duas ou mais dessas áreas é denominada de </span><a href="https://www.frontiersin.org/articles/10.3389/fgene.2020.610798/full"><b>multiômica</b></a><span style="font-weight: 400;">, considerando a importância da </span><b>multidisciplinaridade entre os campos de conhecimento</b><span style="font-weight: 400;"> e o </span><b>grande volume de dados</b><span style="font-weight: 400;"> necessário para </span><i><span style="font-weight: 400;">insights</span></i><span style="font-weight: 400;"> sobre o funcionamento de sistemas biológicos a partir de seu código genético, composição bioquímica e estímulos ambientais.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">As multiômicas têm sido apontadas como parte do caminho para o futuro da biotecnologia, seja em aplicações para a saúde humana, agricultura ou até mesmo para o meio ambiente. A combinação dessas áreas é o que há de mais avançado dentro da Biologia e possibilita uma visão ampla e mais precisa dos processos biológicos, suas causas e resultados. Essas análises andam de mãos dadas com campos como a </span><b>ciência de dados</b><span style="font-weight: 400;"> e a </span><b>bioinformática</b><span style="font-weight: 400;">, devido aos grandes volumes de dados gerados a partir das “ômicas”.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Apesar do constante desenvolvimento necessário em todas essas vertentes de pesquisa, já é possível vislumbrar </span><b>grandes aplicações biotecnológicas</b><span style="font-weight: 400;"> a partir das Ciências Ômicas. No caso da agricultura, o desenvolvimento de </span><a href="https://www.symbiomics.com.br/pt/produtos-biologicos-podem-ajudar-o-pais-a-diminuir-a-dependencia-de-fertilizantes-quimicos/" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">produtos biológicos de nova geração</span></a><span style="font-weight: 400;"> e outras tecnologias baseadas em microbioma é altamente dependente do conhecimento gerado a partir das análises “ômicas”.</span></p>
<h2></h2>
<p>&nbsp;</p>
<h1><b>Principais referências</b></h1>
<p><span style="font-weight: 400;">Krassowski, M.; Das, V.; Sahu, S. K.; Misra, B. B. State of the field in multi-omics research: From computational needs to data mining and sharing. <em>Front Genet.</em> (2020). <a href="https://doi.org/10.3389/fgene.2020.610798" target="_blank" rel="noopener">https://doi.org/10.3389/fgene.2020.610798</a></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Kleiner, M. Metaproteomics: Much more than measuring gene expression in microbial communities. <em>MSystems</em> (2019). <a href="https://doi.org/10.1128/msystems.00115-19" target="_blank" rel="noopener">https://doi.org/10.1128/msystems.00115-19</a></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Rochfort, S. Metabolomics reviewed: A new “omics” platform technology for systems biology and implications for natural products research.<em> J. Nat. Prod.</em> (2005). <a href="https://doi.org/10.1021/np050255w" target="_blank" rel="noopener">https://doi.org/10.1021/np050255w</a></span></p><p>The post <a href="https://www.symbiomics.com.br/pt/o-que-sao-as-ciencias-omicas/">O que são as Ciências Ômicas?</a> first appeared on <a href="https://www.symbiomics.com.br">SYMBIOMICS</a>.</p>]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Afinal, o que é o microbioma?</title>
		<link>https://www.symbiomics.com.br/pt/afinal-o-que-e-o-microbioma/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Symbiomics Team]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 08 Apr 2022 20:58:31 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Blog]]></category>
		<category><![CDATA[agricultura sustentável]]></category>
		<category><![CDATA[genômica]]></category>
		<category><![CDATA[microbioma]]></category>
		<category><![CDATA[mudanças climáticas]]></category>
		<category><![CDATA[sustentabilidade]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O microbioma é o conjunto de microrganismos, como bactérias, fungos, vírus, protozoários, entre outros, e as atividades que desempenham em [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-weight: 400;"><strong>O microbioma é o conjunto de microrganismos</strong>, como bactérias, fungos, vírus, protozoários, entre outros, e as atividades que desempenham em um ecossistema ou organismo.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">As plantas, por exemplo, são colonizadas por milhares desses seres invisíveis a olho nu, que participam de diversas funções importantes para sobrevivência vegetal, como:</span></p>
<ul>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Fornecimento de nutrientes, como nitrogênio, fósforo e potássio (NPK);</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Auxílio na obtenção de água;</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Aumento de tolerância a estresses ambientais como seca, calor, excesso de água, entre outros;</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Defesa contra pragas e doenças.</span></li>
</ul>
<p><span style="font-weight: 400;">Hoje, tecnologias baseadas em atividades microbianas como essas já existem no mercado de insumos agrícolas como </span><b>produtos biológicos</b><span style="font-weight: 400;">, coquetéis de microrganismos capazes de conferir alguma vantagem ao desenvolvimento vegetal. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Entre eles, estão os </span><b>defensivos biológicos</b><span style="font-weight: 400;">, capazes de proteger a planta de pragas, e os </span><b>bioestimulantes</b><span style="font-weight: 400;"> ou </span><b>biofertilizantes</b><span style="font-weight: 400;">, que cumprem o papel de melhorar a produtividade vegetal, </span><a href="https://www.symbiomics.com.br/pt/produtos-biologicos-podem-ajudar-o-pais-a-diminuir-a-dependencia-de-fertilizantes-quimicos/" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">ajudar na absorção de nutrientes pelas plantas ou na biodisponibilização de minerais presentes no solo</span></a><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<h2><b>Microbioma X Microbiota</b></h2>
<p><span style="font-weight: 400;">O conceito de microbioma vem sendo consolidado apenas recentemente. Até então, o termo “</span><b>microbiota</b><span style="font-weight: 400;">” era o mais comum, e utilizado para descrever determinadas comunidades microbianas presentes em um ambiente ou hospedeiro (como a microbiota intestinal em seres humanos, por exemplo). Hoje, pesquisadores defendem o uso do termo “</span><b>microbioma</b><span style="font-weight: 400;">” como parte deste vocabulário descritivo para refletir de forma mais acurada os recentes avanços científicos na área englobando, nesta definição, </span><b>características</b><span style="font-weight: 400;">, </span><b>funções</b><span style="font-weight: 400;"> e </span><b>genomas</b><span style="font-weight: 400;"> dos microrganismos.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Nesse sentido, o microbioma inclui não apenas a totalidade de microrganismos presentes em um ambiente ou hospedeiro, mas também seu “teatro de atividade”, que nada mais é que todo repertório de funções e de moléculas produzidas pelos microrganismos, como metabólitos e ácidos nucleicos. Já a microbiota compreende apenas os microrganismos que fazem parte do microbioma.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Quando falamos em microbioma humano, hoje sabemos que todo o corpo é colonizado por microrganismos que formam uma importante linha de defesa contra patógenos e garantem o bom funcionamento do organismo. Recentemente, diversas pesquisas têm descoberto que a disbiose (ou desequilíbrio) da </span><b>microbiota humana intestinal</b><span style="font-weight: 400;">, por exemplo, está relacionada uma maior suscetibilidade de doenças, como:</span></p>
<ul>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Doenças cardiovasculares;</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><a href="https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/31391921/" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">Diabetes tipo 2</span></a><span style="font-weight: 400;">;</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Síndromes metabólicas;</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><a href="https://doi.org/10.1016/S1474-4422(19)30356-4" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">Alzheimer</span></a><span style="font-weight: 400;">;</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Parkinson;</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Esclerose múltipla;</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Doenças autoimunes.</span></li>
</ul>
<p><span style="font-weight: 400;">Esses exemplos demonstram que a ciência compreende, cada vez mais, que os microrganismos que habitam nosso corpo estão associados a uma infinidade de funções e são importantes promotores da </span><b>homeostase</b><span style="font-weight: 400;">. Isso é verdadeiro também para as plantas, conhecimento que está gerando uma onda de inovação biotecnológica principalmente na agricultura, como veremos a seguir.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<h2><b>Microbioma na agricultura: terreno fértil para inovação frente às mudanças climáticas</b></h2>
<p><span style="font-weight: 400;">A agricultura lida hoje com um conjunto de desafios que ameaçam sua produtividade, como </span><a href="https://g1.globo.com/meio-ambiente/noticia/2022/02/28/novo-relatorio-do-ipcc.ghtml" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">as mudanças climáticas e a maior recorrência de eventos extremos</span></a><span style="font-weight: 400;">, como chuva e calor. No Brasil, fenômenos como secas mais intensas, alterações no regime de chuvas e aumento das temperaturas </span><a href="https://summitagro.estadao.com.br/sustentabilidade/mudancas-climaticas-centro-oeste-ja-perdeu-28-das-areas-agricolas/#:~:text=A%20partir%20de%202012%2C%20os,chegar%20a%2074%25%20em%202060." target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">já assolam as lavouras</span></a><span style="font-weight: 400;"> e são atribuídos pela ciência à crise climática. </span><b>Este é um problema real e que demanda adaptação global</b><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Além disso, a derrubada de florestas e o uso extensivo da terra e fertilizantes são os principais fatores que contribuem para </span><a href="https://www.udop.com.br/noticia/2021/10/28/brasil-e-4-no-mundo-em-ranking-de-emissao-de-gases-poluentes-desde-1850.html" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">a emissão de gases de efeito estufa no Brasil</span></a><span style="font-weight: 400;">. Assim, há muito a ser transformado na maneira como encaramos e conduzimos a agricultura, tanto em uma perspectiva de mitigação dos efeitos causados pelas mudanças no clima, como de adaptação das lavouras aos mesmos.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A inovação biotecnológica é um dos caminhos mais promissores para tornar a agricultura mais sustentável e também ajudar a adaptação das lavouras aos estresses ambientais que acarretam perda de produtividade vegetal. E é aí que chegamos às tecnologias baseadas em microbioma.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Os produtos biológicos contendo microrganismos não são novos. No Brasil, os inoculantes contendo bactérias do gênero</span><i><span style="font-weight: 400;"> Bradyrhizobium</span></i><span style="font-weight: 400;">, que contribuem com a fixação biológica de nitrogênio (FBN) em leguminosas como a soja, são produtos altamente disseminados desde a década de 1970. Para se ter uma ideia, na safra de 2019/2020, 79% da área de soja plantada nacionalmente foi tratada (inoculada)  com produtos à base de </span><i><span style="font-weight: 400;">Bradyrhizobium</span></i><span style="font-weight: 400;">, de acordo com dados da Associação Nacional de Produtores e Importadores de Inoculantes (ANPII).</span></p>
<figure id="attachment_10087" aria-describedby="caption-attachment-10087" style="width: 1024px" class="wp-caption aligncenter"><img decoding="async" class="wp-image-10087 size-large" src="https://www.symbiomics.com.br/wp-content/uploads/2022/04/O-que-e-o-microbioma-1-1024x576.png" alt="" width="1024" height="576" srcset="https://www.symbiomics.com.br/wp-content/uploads/2022/04/O-que-e-o-microbioma-1-1024x576.png 1024w, https://www.symbiomics.com.br/wp-content/uploads/2022/04/O-que-e-o-microbioma-1-300x169.png 300w, https://www.symbiomics.com.br/wp-content/uploads/2022/04/O-que-e-o-microbioma-1-768x432.png 768w, https://www.symbiomics.com.br/wp-content/uploads/2022/04/O-que-e-o-microbioma-1-1536x864.png 1536w, https://www.symbiomics.com.br/wp-content/uploads/2022/04/O-que-e-o-microbioma-1.png 1920w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /><figcaption id="caption-attachment-10087" class="wp-caption-text">Os inoculantes para fixação biológica de nitrogênio (FBN) são amplamente utilizados na agricultura brasileira, em especial na cultura da soja, com uma taxa de adoção de quase 80%.</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">O que tem mudado na última década é o entendimento da ciência sobre o microbioma e o surgimento de novas e mais eficientes ferramentas para investigá-lo. A </span><a href="https://www.symbiomics.com.br/pt/o-que-sao-as-ciencias-omicas/" target="_blank" rel="noopener"><b>genômica</b><span style="font-weight: 400;">,</span><b> metagenômica </b></a><span style="font-weight: 400;">(análise do conjunto de genomas de uma comunidade microbiana) e a </span><b>ciência de dados</b><span style="font-weight: 400;"> (</span><i><span style="font-weight: 400;">data science</span></i><span style="font-weight: 400;">) possibilitam hoje uma compreensão mais aprofundada do funcionamento holístico dos microrganismos colonizadores de um hospedeiro, como é o caso das plantas. Essa interação resulta em uma grande diversidade de resultados positivos: da indução de tolerância à seca, passando pelo aumento de biomassa e mitigação dos eventos de inundações.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">E isso tudo acontece à nossa volta, até mesmo nos </span><b>ambientes mais inóspitos</b><span style="font-weight: 400;">. Graças à seleção natural e à coevolução dos microrganismos junto aos seres mais complexos, o microbioma é parte essencial da sobrevivência de espécies de plantas nativas em ambientes estressantes, por exemplo.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Uma </span><a href="https://doi.org/10.1073/pnas.2101177118" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">pesquisa</span></a><span style="font-weight: 400;"> conduzida ao longo de 10 anos no deserto do Atacama, no Chile – notório pela seca e intensa escassez de nutrientes no solo – mapeou o genoma de diversas bactérias que colonizam as espécies vegetais endêmicas. O estudo revelou que as bactérias encontradas estão associadas a diversas características necessárias à sobrevivência das plantas em condições estressantes, como </span><b>tolerância à seca</b><span style="font-weight: 400;">, </span><b>fixação de nitrogênio</b><span style="font-weight: 400;"> e </span><b>estímulo da produção de hormônios vegetais</b><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Diversas instituições de pesquisa e empresas – </span><a href="https://www.symbiomics.com.br/pt/tecnologia/" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">como é o caso da Symbiomics</span></a><span style="font-weight: 400;"> – investigam as </span><b>relações planta–microbioma que ocorrem na natureza</b><span style="font-weight: 400;"> para desenvolver uma nova geração de produtos biológicos que conferem vantagens às culturas agrícolas. Essas tecnologias têm grande potencial não apenas para garantir a produtividade agrícola frente os estresses causados pelas mudanças climáticas, mas também para contribuir com soluções inovadoras – como a aplicação de microrganismos robustos e eficientes no </span><b>sequestro de carbono</b><span style="font-weight: 400;"> presente na atmosfera.</span></p>
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<h1><span style="font-weight: 400;">Principais referências</span></h1>
<p><span style="font-weight: 400;">Berg, G.; Rybakova, D.; Fischer, D. Microbiome definition re-visited: old concepts and new challenges. <em>Microbiome</em> (2020). <a href="https://doi.org/10.1186/s40168-020-00875-0" target="_blank" rel="noopener">https://doi.org/10.1186/s40168-020-00875-0</a></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Eshel, G.; Araus, V.; Undurraga, S.; Soto, D. C.; Moraga, C.; Montecinos, A.; <em>et al</em>. . Plant ecological genomics at the limits of life in the Atacama Desert. <em>Proc. Natl. Acad. Sci. U. S. A.</em> (2021). </span><a href="https://doi.org/10.1073/pnas.2101177118" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">https://doi.org/10.1073/pnas.2101177118</span></a></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Cryan, J. F.; O&#8217;Riordan K. J.; Sandhu, K.; Peterson, V.; Dinan, T. G. The gut microbiome in neurological disorders. </span><span style="font-weight: 400;"><em>The Lancet Neurology</em> (2019). </span><a href="https://doi.org/10.1016/S1474-4422(19)30356-4"><span style="font-weight: 400;">https://doi.org/10.1016/S1474-4422(19)30356-4</span></a></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Armanhi, J. S. L.;  Souza, R. S. C.; Biazotti B. B.;  Yassitepe, J. </span>E. C. T.; Arruda, P. Modulating drought stress response of maize by a synthetic bacterial community. <em>Frontiers in Microbiology</em>. (2021)  <a href="https://doi.org/10.3389/fmicb.2021.747541" target="_blank" rel="noopener">https://doi.org/10.3389/fmicb.2021.747541</a></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Muscogiuri, G.; Cantone, E.; Cassarano, S. Gut microbiota: a new path to treat obesity. <em>Int J Obes Supp</em> (2019). <a href="https://doi.org/10.1038/s41367-019-0011-7" target="_blank" rel="noopener">https://doi.org/10.1038/s41367-019-0011-7</a></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Zheng, D.; Liwinski, T.; Elinav, E. Interaction between microbiota and immunity in health and disease. <em>Cell Res.</em> (2020). </span><a href="https://doi.org/10.1038/s41422-020-0332-7" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">https://doi.org/10.1038/s41422-020-0332-7</span></a></p><p>The post <a href="https://www.symbiomics.com.br/pt/afinal-o-que-e-o-microbioma/">Afinal, o que é o microbioma?</a> first appeared on <a href="https://www.symbiomics.com.br">SYMBIOMICS</a>.</p>]]></content:encoded>
					
		
		
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