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	<title>ômicas - SYMBIOMICS</title>
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	<description>Microbes for a sustainable agriculture</description>
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		<title>O que são as Ciências Ômicas?</title>
		<link>https://www.symbiomics.com.br/pt/o-que-sao-as-ciencias-omicas/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Symbiomics Team]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 01 Jun 2022 19:20:05 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Blog]]></category>
		<category><![CDATA[bioinformática]]></category>
		<category><![CDATA[DNA]]></category>
		<category><![CDATA[genômica]]></category>
		<category><![CDATA[microbiologia]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Nos últimos anos, as chamadas Ciências Ômicas (áreas de estudo cujos nomes terminam com “-ômica”, ou “-omics”, do inglês) se [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-weight: 400;">Nos últimos anos, as chamadas <strong>Ciências Ômicas</strong> (áreas de estudo cujos nomes terminam com “-ômica”, ou “-</span><i><span style="font-weight: 400;">omics</span></i><span style="font-weight: 400;">”, do inglês) se tornaram proeminentes dentro da Biologia como uma nova fase dos estudos sobre a genética dos seres vivos. Atualmente esses campos de conhecimento <strong>estão se expandindo de forma acelerada</strong> e novas vertentes surgem a todo momento. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">As ômicas – entre elas a genômica, a transcriptômica, a metagenômica, a proteômica e a metabolômica – surgiram com a integração de grandes volumes de dados aos estudos das ciências biológicas sobre o DNA. Nesse sentido, </span><a href="https://www.symbiomics.com.br/pt/como-a-ciencia-de-dados-esta-transformando-a-microbiologia/" target="_blank" rel="noopener"><b>bioinformática</b></a><span style="font-weight: 400;"> e </span><a href="https://www.symbiomics.com.br/pt/como-a-ciencia-de-dados-esta-transformando-a-microbiologia/" target="_blank" rel="noopener"><b>biologia computacional</b></a><span style="font-weight: 400;"> estão intimamente relacionadas às Ciências Ômicas.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Nos estudos sobre os microrganismos, </span><a href="https://www.symbiomics.com.br/pt/afinal-o-que-e-o-microbioma/" target="_blank" rel="noopener"><b>microbiomas</b></a><span style="font-weight: 400;"> e suas relações com hospedeiros e ambientes, as Ciências Ômicas são imprescindíveis. Para entender as funções de comunidades complexas de microrganismos junto a plantas – e, consequentemente, o papel funcional de seus genes –, a análise de grandes volumes de dados genômicos é essencial. Só assim é possível desenvolver <strong>produtos biológicos</strong> efetivos, seguros, escalonáveis e que tenham efeitos positivos em sua aplicação, inclusive na agricultura.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Conheça a seguir um pouco mais sobre algumas das Ciências Ômicas.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<h2><b>Genômica</b></h2>
<p><span style="font-weight: 400;">Compreendem os estudos de toda informação hereditária de um organismo, codificada em seu DNA e transcrita em seu RNA, incluindo sequência de nucleotídeos, mapeamento de genes e funções. Trata-se de campos que se expandiram muito nas últimas décadas, impulsionados pelas </span><b>novas tecnologias de sequenciamento genético </b><span style="font-weight: 400;">e de</span><b> análise de dados</b><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A genômica foi a primeira que surgiu entre as Ciências Ômicas, concebida pelo avanço das tecnologias de sequenciamento a partir da década de 1970. Outro marco importante para a genômica foi a criação de </span><a href="https://profissaobiotec.com.br/historia-do-sequenciamento-de-dna-ao-infinito-e-alem/" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">máquinas para sequenciamento automático de DNA</span></a><span style="font-weight: 400;">, o que acelerou muito o processo de mapeamento do genoma. Tais avanços também impulsionaram o Projeto Genoma Humano, uma iniciativa internacional surgida em 1990 e finalizada em 2003 – com as últimas conclusões publicadas ainda recentemente, </span><a href="https://www.science.org/doi/10.1126/science.abj6987" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">em março de 2022, na revista Science</span></a><span style="font-weight: 400;"> –, dando início a diversas outras iniciativas de sequenciamento de DNA. É o caso do Projeto Microbioma Humano, que se propôs a sequenciar e mapear todos os microrganismos que habitam os diferentes órgãos e tecidos humanos. </span><a href="https://veja.abril.com.br/ciencia/cientistas-completam-mapeamento-do-microbioma-humano/" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">O projeto foi finalizado em 2016</span></a><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<h3><b>Edição genômica</b></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Não apenas o conhecimento sobre os genomas se expandiu, mas também a </span><b>capacidade de manipulação do código genético</b><span style="font-weight: 400;">. A edição genômica através de CRISPR (do inglês </span><i><span style="font-weight: 400;">clustered regularly interspaced short palindromic repeats</span></i><span style="font-weight: 400;">) já permite, entre outras aplicações, o desenvolvimento de plantas que apresentam maior produtividade ou tolerância a estresses ambientais. E o Brasil é pioneiro nesse sentido: em 2021, cientistas da Embrapa anunciaram o desenvolvimento da </span><a href="https://www.embrapa.br/busca-de-noticias/-/noticia/66969890/ciencia-brasileira-desenvolve-primeira-cana-editada-nao-transgenica-do-mundo" target="_blank" rel="noopener"><b>primeira cana-de-açúcar editada do mundo</b></a><span style="font-weight: 400;">, com maior concentração de sacarose nos tecidos vegetais, facilitando a produção de etanol e outros produtos, sem DNA exógeno à planta.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A técnica de edição genômica foi reconhecida como uma das grandes descobertas científicas do século, inaugurando uma nova fase da engenharia genética. O desenvolvimento da edição genômica por CRISPR rendeu às pesquisadoras Emmanuelle Charpentier e Jennifer Doudna o </span><a href="https://g1.globo.com/ciencia-e-saude/noticia/2020/10/07/nobel-de-quimica-2020-vai-para-emmanuelle-charpentier-e-jennifer-a-doudna.ghtml" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">Prêmio Nobel de Química de 2020</span></a><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<figure style="width: 876px" class="wp-caption alignnone"><img fetchpriority="high" decoding="async" src="https://www.cnnbrasil.com.br/wp-content/uploads/sites/12/2021/12/211214_CanasFlexCrispr_Flex-1.jpg?w=876&amp;h=484&amp;crop=1" alt="canas editadas pela emprapa" width="876" height="484" /><figcaption class="wp-caption-text">Campo de fenotipagem de canas-de-açúcar editadas por pesquisadores da Embrapa Agroenergia. As variedades são denominadas Cana Flex I e Cana Flex II. (Foto: Hugo Molinari/Embrapa)</figcaption></figure>
<h2></h2>
<p>&nbsp;</p>
<h2><b>Transcriptômica</b></h2>
<p><span style="font-weight: 400;">A </span><b>transcriptômica</b><span style="font-weight: 400;"> se dedica ao estudo da transcrição do código genético. O RNA nada mais é do que a </span><b>versão transcrita do DNA</b><span style="font-weight: 400;"> e age como </span><b>molde para síntese das proteínas</b><span style="font-weight: 400;"> que compõem os diferentes órgãos, tecidos e moléculas de um organismo. Por isso, muitas das pesquisas que envolvem transcriptômica são voltadas para o entendimento de como variações em sequências de DNA impactam a expressão gênica. Ou seja, uma vez que a informação presente no código genético é traduzida por fim em proteínas, </span><b>como a transcrição de DNA em RNA influencia o funcionamento de um organismo</b><span style="font-weight: 400;">. Os estudos em transcriptômica podem envolver as diversas classes de RNA, como é o caso dos RNAs mensageiros (mRNAs) e microRNAs (miRNAs).</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<h2><b>Metagenômica e metatranscriptômica</b></h2>
<p><span style="font-weight: 400;">Metagenômica e metatranscriptômica são, respectivamente, as análises do código genético (DNA) e de sua transcrição (RNA) a partir de amostras ambientais, contemplando todos os organismos ali localizados. Muito utilizada no estudo dos microbiomas, a metagenômica consiste em decifrar a “sopa” genética formada por diferentes organismos habitantes de um mesmo ecossistema e por seus genes. Essa abordagem provê valiosos conhecimentos sobre semelhanças e diferenças genéticas entre os microrganismos, bem como sobre suas funções junto a outros seres vivos.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Antigamente, o estudo dos microrganismos era essencialmente restrito a culturas axênicas (ou seja, puras), obtidas a partir de metodologias para isolamento microbiano em meios de cultivo. Mas não foi até a década de 1990 que o </span><b>sequenciamento total de amostras ambientais</b><span style="font-weight: 400;"> se tornou uma possibilidade. A </span><b>metagenômica</b><span style="font-weight: 400;"> surgiu como uma importante ferramenta para entender e caracterizar a presença e diversidade de comunidades microbianas em ambientes ou hospedeiros. Conhecida também como genômica ambiental, a metagenômica é muito utilizada para investigar o microbioma humano, entendendo suas características, relações com doenças e também como ferramenta para a </span><a href="https://www.ipea.gov.br/cts/pt/central-de-conteudo/artigos/artigos/95-medicina-de-precisao-o-que-e-e-que-beneficios-traz" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">medicina de precisão</span></a><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<h2><b>Proteômica e metaproteômica</b></h2>
<p><span style="font-weight: 400;">Indo um passo além, a proteômica é um termo guarda-chuva para o estudo – identificação e caracterização – das proteínas presentes em um organismos, ou no caso da </span><a href="https://journals.asm.org/doi/10.1128/mSystems.00115-19#:~:text=Metaproteomics%20is%20the%20large%2Dscale,microorganisms%20on%20the%20molecular%20level."><span style="font-weight: 400;">metaproteômica</span></a><span style="font-weight: 400;">, comunidades de microrganismos. Com a metaproteômica de solos, por exemplo, é possível identificar proteínas acumuladas por organismos, permitindo a caracterização das funções bioquímicas presentes em um ambiente.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A </span><b>metaproteômica</b><span style="font-weight: 400;"> viabiliza a investigação das comunidades microbianas no que se refere aos produtos gênicos, contribuindo particularmente para o entendimento sobre o </span><b>conjunto de proteínas produzidas por um organismo</b><span style="font-weight: 400;">. Esse tipo de abordagem também já permite análises aprofundadas dos microbiomas, possibilitando a investigação das interações entre diferentes microrganismos e </span><b>caracterização de sua </b><a href="https://link.springer.com/article/10.1007/s10096-016-2816-4" target="_blank" rel="noopener"><b>fisiologia</b></a><span style="font-weight: 400;"> e metabolismo – este último, alvo de estudo da metabolômica.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<h2><b>Metabolômica</b></h2>
<p><span style="font-weight: 400;">A metabolômica é a abordagem utilizada para identificar o resultado de vias e processos metabólicos, associando atividades de pequenas moléculas que atuam no interior das células, tecidos e órgãos – os metabólitos – à resposta a alterações em sistemas biológicos. Essa análise pode ser realizada em organismos complexos, como seres humanos, ou em comunidades de microrganismos.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A </span><b>metabolômica aplicada aos microrganismos</b><span style="font-weight: 400;"> é uma área recente, mas que tem potencial para diversas aplicações, considerando o papel dos microbiomas na modulação do metabolismo de outros organismos, como as plantas. Trata-se de um campo que vem se estabelecendo nos últimos anos e está na ponta final das análises de subprodutos pesquisados pelas “ômicas” – seguindo o fluxo de informações do código genético, compreendido por DNA, RNA, proteínas e metabólitos. As </span><b>análises metabolômicas</b><span style="font-weight: 400;"> são frequentemente combinadas com outras Ciências Ômicas, como a transcriptômica, para geração de dados mais robustos.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<h2><b>Multiômicas</b></h2>
<p><span style="font-weight: 400;">A junção de duas ou mais dessas áreas é denominada de </span><a href="https://www.frontiersin.org/articles/10.3389/fgene.2020.610798/full"><b>multiômica</b></a><span style="font-weight: 400;">, considerando a importância da </span><b>multidisciplinaridade entre os campos de conhecimento</b><span style="font-weight: 400;"> e o </span><b>grande volume de dados</b><span style="font-weight: 400;"> necessário para </span><i><span style="font-weight: 400;">insights</span></i><span style="font-weight: 400;"> sobre o funcionamento de sistemas biológicos a partir de seu código genético, composição bioquímica e estímulos ambientais.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">As multiômicas têm sido apontadas como parte do caminho para o futuro da biotecnologia, seja em aplicações para a saúde humana, agricultura ou até mesmo para o meio ambiente. A combinação dessas áreas é o que há de mais avançado dentro da Biologia e possibilita uma visão ampla e mais precisa dos processos biológicos, suas causas e resultados. Essas análises andam de mãos dadas com campos como a </span><b>ciência de dados</b><span style="font-weight: 400;"> e a </span><b>bioinformática</b><span style="font-weight: 400;">, devido aos grandes volumes de dados gerados a partir das “ômicas”.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Apesar do constante desenvolvimento necessário em todas essas vertentes de pesquisa, já é possível vislumbrar </span><b>grandes aplicações biotecnológicas</b><span style="font-weight: 400;"> a partir das Ciências Ômicas. No caso da agricultura, o desenvolvimento de </span><a href="https://www.symbiomics.com.br/pt/produtos-biologicos-podem-ajudar-o-pais-a-diminuir-a-dependencia-de-fertilizantes-quimicos/" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">produtos biológicos de nova geração</span></a><span style="font-weight: 400;"> e outras tecnologias baseadas em microbioma é altamente dependente do conhecimento gerado a partir das análises “ômicas”.</span></p>
<h2></h2>
<p>&nbsp;</p>
<h1><b>Principais referências</b></h1>
<p><span style="font-weight: 400;">Krassowski, M.; Das, V.; Sahu, S. K.; Misra, B. B. State of the field in multi-omics research: From computational needs to data mining and sharing. <em>Front Genet.</em> (2020). <a href="https://doi.org/10.3389/fgene.2020.610798" target="_blank" rel="noopener">https://doi.org/10.3389/fgene.2020.610798</a></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Kleiner, M. Metaproteomics: Much more than measuring gene expression in microbial communities. <em>MSystems</em> (2019). <a href="https://doi.org/10.1128/msystems.00115-19" target="_blank" rel="noopener">https://doi.org/10.1128/msystems.00115-19</a></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Rochfort, S. Metabolomics reviewed: A new “omics” platform technology for systems biology and implications for natural products research.<em> J. Nat. Prod.</em> (2005). <a href="https://doi.org/10.1021/np050255w" target="_blank" rel="noopener">https://doi.org/10.1021/np050255w</a></span></p><p>The post <a href="https://www.symbiomics.com.br/pt/o-que-sao-as-ciencias-omicas/">O que são as Ciências Ômicas?</a> first appeared on <a href="https://www.symbiomics.com.br">SYMBIOMICS</a>.</p>]]></content:encoded>
					
		
		
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