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	<title>sequestro de carbono - SYMBIOMICS</title>
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	<description>Microbes for a sustainable agriculture</description>
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	<title>sequestro de carbono - SYMBIOMICS</title>
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		<title>Mercado de carbono: Brasil dá primeiros passos</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Symbiomics Team]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 21 Jun 2022 19:07:53 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Blog]]></category>
		<category><![CDATA[mercado de carbono]]></category>
		<category><![CDATA[sequestro de carbono]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O Governo Federal publicou na noite do dia 19 de maio em uma edição especial do Diário Oficial da União, [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-weight: 400;">O Governo Federal publicou </span><a href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/geral/noticia/2022-05/decreto-regulamenta-mercado-de-carbono" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">na noite do dia 19 de maio</span></a><span style="font-weight: 400;"> em uma edição especial do Diário Oficial da União, o </span><a href="https://www.in.gov.br/en/web/dou/-/decreto-n-11.075-de-19-de-maio-de-2022-401425370" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">decreto 11.075</span></a><span style="font-weight: 400;"> que regulamenta o </span><b>mercado de créditos no carbono</b><span style="font-weight: 400;"> no Brasil. Mas o que isso quer dizer?</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A medida foi publicada após anúncio do ministro do Meio Ambiente, Joaquim Leite, no </span><a href="https://umsoplaneta.globo.com/clima/noticia/2022/05/16/congresso-vai-reunir-liderancas-para-discutir-mercado-de-creditos-de-carbono-no-brasil.ghtml" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">Congresso Mercado Mundial de Carbono</span></a><span style="font-weight: 400;">, realizado no Rio de Janeiro entre os dias 18 e 20 de maio. O decreto atende à legislação que instituiu, em 2009, a </span><b>Política Nacional sobre Mudança do Clima</b><span style="font-weight: 400;">, que atribui ao poder executivo a responsabilidade de formular normas e processos para consolidação de uma economia de baixo carbono.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">De acordo com o Governo, o objetivo do decreto é </span><a href="https://g1.globo.com/politica/noticia/2022/05/19/governo-edita-decreto-que-regulamenta-mercado-de-creditos-de-carbono-no-brasil.ghtml" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">possibilitar a exportação de créditos</span></a><span style="font-weight: 400;"> para empresas e países que precisam cumprir metas de neutralidade de emissão de carbono. E estabelece as bases do que pode ser, no futuro, um mercado de créditos de carbono consolidado no Brasil. Para isso, a medida cria o </span><b>Sistema Nacional de Redução de Gases de Efeito Estufa (Sinare)</b><span style="font-weight: 400;">, que deve centralizar os processos de comercialização e transferência de créditos de carbono.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Na prática, o decreto brasileiro é um avanço no sentido de </span><b>estabelecer a fundação de um mercado carbono e políticas setoriais de redução de emissão de gases de efeito de estufa (GEE)</b><span style="font-weight: 400;">, mas ainda deixa muitas lacunas e atribui responsabilidades e definições a órgãos como os Ministérios da Economia e Meio Ambiente.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O texto </span><a href="https://valor.globo.com/brasil/noticia/2020/10/02/resolucao-sobre-credito-de-carbono-divide-especialistas.ghtml" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">dividiu especialistas</span></a><span style="font-weight: 400;">, que apontam ser </span><b>insuficiente</b><span style="font-weight: 400;"> para criar um mercado nos níveis do que já existe no âmbito internacional. Outros dizem que, apesar das lacunas, trata-se de um avanço, considerando que o país </span><b>aguarda há anos por uma discussão madura</b><span style="font-weight: 400;"> sobre regulação e comercialização de créditos de carbono e a pauta das </span><b>mudanças climáticas</b><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Ao que tudo aponta, a consolidação desse mercado no Brasil ainda tem um longo caminho pela frente. “Como fazer um projeto de crédito de carbono com uma linha de base setorial, tal como prevê o decreto? Esse é um desafio técnico que trará uma discussão longa e com muito desgaste político”, afirmou Ronaldo Seroa da Motta, professor da UERJ, </span><a href="https://valor.globo.com/publicacoes/suplementos/noticia/2022/05/30/decreto-que-regula-creditos-de-carbono-divide-opinioes.ghtml" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">em entrevista ao jornal Valor Econômico</span></a><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Outro fato que aponta para uma </span><b>possível complexidade da discussão</b><span style="font-weight: 400;"> no futuro é o avanço na Câmara dos Deputados do </span><a href="https://www.camara.leg.br/propostas-legislativas/2237082" target="_blank" rel="noopener"><b>projeto de lei 290/2020</b></a><span style="font-weight: 400;">, que também institui normas para o mercado brasileiro de comercialização de créditos. No início deste ano o projeto iniciou a </span><a href="https://www.camara.leg.br/noticias/848104-projeto-que-regulamenta-mercado-de-carbono-esta-pronto-para-ser-votado-no-plenario/" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">tramitação em regime de urgência</span></a><span style="font-weight: 400;"> para votação na Câmara. Se aprovado, o decreto do Governo Federal deverá </span><b>sofrer adaptações</b><span style="font-weight: 400;"> para conciliar ambos os textos. </span></p>
<h1><span style="font-weight: 400;">Até onde vai o decreto</span></h1>
<p><span style="font-weight: 400;">O texto publicado no Diário Oficial da União inaugura e define na legislação brasileira conceitos como </span><b>crédito de carbono</b><span style="font-weight: 400;">, </span><b>crédito de metano</b><span style="font-weight: 400;"> e </span><b>crédito certificado de redução de emissões</b><span style="font-weight: 400;"> – este último se referindo aos créditos registrados e oficializados no Sinare.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">De acordo com o texto, essas políticas e regulamentações são elegíveis e devem ser aplicadas a </span><b>setores específicos</b><span style="font-weight: 400;">, no âmbito dos </span><b>Planos Setoriais de Mitigação das Mudanças Climáticas</b><span style="font-weight: 400;">. Cada um dos setores definidos em lei devem ter uma meta específica para redução de gases de efeito estufa, a serem definidas futuramente em conjunto com representantes e um Comitê Interministerial sobre Mudanças Climáticas – composto principalmente pelos Ministérios da Economia e Meio Ambiente. Os setores definidos são:</span></p>
<ul>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Geração e distribuição de energia elétrica;</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Transporte público urbano e sistemas modais de transporte interestadual de cargas e passageiros;</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Indústria de transformação;</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Indústria de bens de consumo duráveis;</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Indústrias de químicas fina e de base;</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Indústria de papel e celulose;</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Mineração;</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Indústria de construção civil;</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Serviços de saúde;</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Agropecuária.</span></li>
</ul>
<p><span style="font-weight: 400;">Apesar de definir </span><b>conceitos</b><span style="font-weight: 400;">, </span><b>sistemas</b><span style="font-weight: 400;"> e alguns </span><b>processos</b><span style="font-weight: 400;">, o texto não esclarece </span><b>como tais metas serão monitoradas</b><span style="font-weight: 400;">, como isso se traduzirá no </span><b>âmbito das empresas</b><span style="font-weight: 400;"> ou quais serão as </span><b>medidas em caso de não cumprimento</b><span style="font-weight: 400;">. Mesmo assim, trata-se de um passo no sentido de amadurecer a legislação brasileira sobre redução de emissões de gases de efeito estufa e de estabelecer ferramentas para o cumprimento de metas, como é o caso mercado de créditos de carbono.</span></p>
<h1><span style="font-weight: 400;">Mercado de carbono regulado e voluntário</span></h1>
<p><span style="font-weight: 400;">Ao redor do mundo, existem duas formas de mercados de carbono: os </span><b>regulados</b><span style="font-weight: 400;"> e os </span><b>voluntários</b><span style="font-weight: 400;">. No caso dos regulados, a precificação do carbono ocorre pela taxação, pelo governo, por tonelada de carbono emitida pelas empresas ou então através dos sistemas de comércio de emissões, chamados </span><a href="https://www.capitalreset.com/o-que-voce-precisa-saber-para-comecar-a-entender-o-mercado-de-carbono/" target="_blank" rel="noopener"><i><span style="font-weight: 400;">cap and trade</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, em que metas são estabelecidas para setores e empresas. Quando superam o limite de emissão de carbono, essas instituições podem comprar créditos de outras que tenham emitido menos do que o limite definido. </span><b>O decreto governamental aponta para o segundo modelo</b><span style="font-weight: 400;">. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Já no caso do mercado voluntário, as empresas e países </span><b>definem suas próprias metas</b><span style="font-weight: 400;"> e para cumpri-las podem adquirir créditos, atestando, assim, aos clientes e à sociedade civil seu compromisso com a </span><b>redução da emissão de GEEs</b><span style="font-weight: 400;">. Em ambos os casos – regulado e voluntário –, os créditos </span><b>devem ser certificados</b><span style="font-weight: 400;"> por sistemas governamentais ou agências independentes para atestar que representam, de fato, redução nas emissões de carbono.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em 2021, as</span><b> iniciativas reguladas de precificação do carbono</b><span style="font-weight: 400;"> movimentaram cerca de </span><b>US$ 84 bilhões</b><span style="font-weight: 400;">, um crescimento de 60% em relação ao ano anterior, de acordo com </span><a href="https://openknowledge.worldbank.org/handle/10986/37455"><span style="font-weight: 400;">dados do Banco Mundial</span></a><span style="font-weight: 400;">. O mercado já cobre cerca de </span><b>23% de todas as emissões de gases de efeito estufa</b><span style="font-weight: 400;"> no planeta. E esses números vêm crescendo ano a ano. No caso do mercado voluntário, </span><a href="https://www.mckinsey.com/business-functions/sustainability/our-insights/a-blueprint-for-scaling-voluntary-carbon-markets-to-meet-the-climate-challenge"><span style="font-weight: 400;">estimativas apontam</span></a><span style="font-weight: 400;"> que este pode chegar a movimentar </span><b>US$ 50 bilhões em 2030</b><span style="font-weight: 400;">. </span></p>
<h2>Mercado global</h2>
<p><span style="font-weight: 400;">Outro importante aspecto para contextualizar as movimentações brasileiras pelos créditos nacionais foi o estabelecimento de um</span><b> mercado global de carbono</b><span style="font-weight: 400;"> durante a 26ª Conferência das das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (COP26), ocorrida na Escócia em 2021. A reunião definiu que pelo mercado global será possível que </span><b>países negociem créditos entre si</b><span style="font-weight: 400;">, a fim de atingir metas nacionais estabelecidas.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A </span><a href="https://exame.com/negocios/mercado-de-carbono-criado-cop26-tem-documento-final/" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">decisão oficializa</span></a><span style="font-weight: 400;"> cláusulas do Acordo de Paris estabelecido em 2016, também no âmbito da ONU, com o objetivo de reduzir as emissões de gases de efeito estufa e limitar o aumento médio da temperatura global a 2°C. O mercado global de carbono é mais um mecanismo para atingir esse objetivo.</span></p>
<h1><span style="font-weight: 400;">Tecnologias para sequestro de carbono</span></h1>
<p><span style="font-weight: 400;">As mudanças climáticas antropogênicas são causadas pelo acelerado desenvolvimento da civilização humana, ainda que a natureza sempre tenha tido seus próprios mecanismos para manter o equilíbrio dos diferentes ecossistemas. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Florestamento e reflorestamento, uso de bioenergia, transição energética para fontes mais limpas – como eólica e solar –, adoção de agrofloresta, entre outras, são práticas alternativas, apontadas como “simples” e “naturais”, para reduzir as emissões de carbono na atmosfera. As </span><b>florestas</b><span style="font-weight: 400;"> e </span><b>oceanos</b><span style="font-weight: 400;"> são grandes maquinários capazes de sequestrar toneladas de carbono e apenas o ato de preservá-los já representa uma remoção considerável de CO₂ da atmosfera.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Para além das movimentações geopolíticas para frear a crise climática, diversos setores tomaram a responsabilidade para si no sentido de desenvolver mecanismos e processos que reduzam as emissões de GEEs e promovam a </span><a href="https://www.symbiomics.com.br/pt/produtos-biologicos-podem-ajudar-o-pais-a-diminuir-a-dependencia-de-fertilizantes-quimicos/" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">sustentabilidade nas atividades produtivas</span></a><span style="font-weight: 400;">. É o caso das tecnologias para sequestro de carbono, ou seja, que agem para </span><b>remover o carbono presente na atmosfera</b><span style="font-weight: 400;">, seja diretamente do ar ou do </span><a href="https://epocanegocios.globo.com/Um-So-Planeta/noticia/2021/05/o-homem-que-empresas-procuram-quando-querem-capturar-carbono.html" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">ponto de emissão</span></a><span style="font-weight: 400;">. Muitas das tecnologias hoje desenvolvidas nesse sentido são conhecidas por </span><b>soluções baseadas na natureza </b><span style="font-weight: 400;">(ou </span><i><span style="font-weight: 400;">nature-based solutions</span></i><span style="font-weight: 400;">, em inglês).</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Mas será possível que no futuro tenhamos tecnologias que </span><b>sequestram o carbono diretamente do ar</b><span style="font-weight: 400;">? Empresas e instituições de pesquisa estão se inspirando nos processos e estratégias que ocorrem na natureza para desenvolver tecnologias que contribuam para </span><b>sequestro de GEEs</b><span style="font-weight: 400;">,</span><b> assim como fazem as florestas e oceanos</b><span style="font-weight: 400;">. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Apesar de </span><a href="https://mittechreview.com.br/onu-deposita-esperancas-em-tecnologias-de-remocao-de-carbono-que-quase-nao-existem/" target="_blank" rel="noopener"><b>ainda raras e de se encontrarem em desenvolvimento</b></a><span style="font-weight: 400;">, essas tecnologias têm grande potencial para contribuir com a tarefa árdua de diminuir as emissões de carbono no futuro – e até mesmo torná-las negativas em determinados contextos.</span></p><p>The post <a href="https://www.symbiomics.com.br/pt/mercado-de-carbono-brasil-da-primeiros-passos/">Mercado de carbono: Brasil dá primeiros passos</a> first appeared on <a href="https://www.symbiomics.com.br">SYMBIOMICS</a>.</p>]]></content:encoded>
					
		
		
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