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	<title>bioinformática - SYMBIOMICS</title>
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	<description>Microbes for a sustainable agriculture</description>
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	<title>bioinformática - SYMBIOMICS</title>
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		<title>O que são as Ciências Ômicas?</title>
		<link>https://www.symbiomics.com.br/pt/o-que-sao-as-ciencias-omicas/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Symbiomics Team]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 01 Jun 2022 19:20:05 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Blog]]></category>
		<category><![CDATA[bioinformática]]></category>
		<category><![CDATA[DNA]]></category>
		<category><![CDATA[genômica]]></category>
		<category><![CDATA[microbiologia]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Nos últimos anos, as chamadas Ciências Ômicas (áreas de estudo cujos nomes terminam com “-ômica”, ou “-omics”, do inglês) se [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-weight: 400;">Nos últimos anos, as chamadas <strong>Ciências Ômicas</strong> (áreas de estudo cujos nomes terminam com “-ômica”, ou “-</span><i><span style="font-weight: 400;">omics</span></i><span style="font-weight: 400;">”, do inglês) se tornaram proeminentes dentro da Biologia como uma nova fase dos estudos sobre a genética dos seres vivos. Atualmente esses campos de conhecimento <strong>estão se expandindo de forma acelerada</strong> e novas vertentes surgem a todo momento. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">As ômicas – entre elas a genômica, a transcriptômica, a metagenômica, a proteômica e a metabolômica – surgiram com a integração de grandes volumes de dados aos estudos das ciências biológicas sobre o DNA. Nesse sentido, </span><a href="https://www.symbiomics.com.br/pt/como-a-ciencia-de-dados-esta-transformando-a-microbiologia/" target="_blank" rel="noopener"><b>bioinformática</b></a><span style="font-weight: 400;"> e </span><a href="https://www.symbiomics.com.br/pt/como-a-ciencia-de-dados-esta-transformando-a-microbiologia/" target="_blank" rel="noopener"><b>biologia computacional</b></a><span style="font-weight: 400;"> estão intimamente relacionadas às Ciências Ômicas.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Nos estudos sobre os microrganismos, </span><a href="https://www.symbiomics.com.br/pt/afinal-o-que-e-o-microbioma/" target="_blank" rel="noopener"><b>microbiomas</b></a><span style="font-weight: 400;"> e suas relações com hospedeiros e ambientes, as Ciências Ômicas são imprescindíveis. Para entender as funções de comunidades complexas de microrganismos junto a plantas – e, consequentemente, o papel funcional de seus genes –, a análise de grandes volumes de dados genômicos é essencial. Só assim é possível desenvolver <strong>produtos biológicos</strong> efetivos, seguros, escalonáveis e que tenham efeitos positivos em sua aplicação, inclusive na agricultura.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Conheça a seguir um pouco mais sobre algumas das Ciências Ômicas.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<h2><b>Genômica</b></h2>
<p><span style="font-weight: 400;">Compreendem os estudos de toda informação hereditária de um organismo, codificada em seu DNA e transcrita em seu RNA, incluindo sequência de nucleotídeos, mapeamento de genes e funções. Trata-se de campos que se expandiram muito nas últimas décadas, impulsionados pelas </span><b>novas tecnologias de sequenciamento genético </b><span style="font-weight: 400;">e de</span><b> análise de dados</b><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A genômica foi a primeira que surgiu entre as Ciências Ômicas, concebida pelo avanço das tecnologias de sequenciamento a partir da década de 1970. Outro marco importante para a genômica foi a criação de </span><a href="https://profissaobiotec.com.br/historia-do-sequenciamento-de-dna-ao-infinito-e-alem/" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">máquinas para sequenciamento automático de DNA</span></a><span style="font-weight: 400;">, o que acelerou muito o processo de mapeamento do genoma. Tais avanços também impulsionaram o Projeto Genoma Humano, uma iniciativa internacional surgida em 1990 e finalizada em 2003 – com as últimas conclusões publicadas ainda recentemente, </span><a href="https://www.science.org/doi/10.1126/science.abj6987" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">em março de 2022, na revista Science</span></a><span style="font-weight: 400;"> –, dando início a diversas outras iniciativas de sequenciamento de DNA. É o caso do Projeto Microbioma Humano, que se propôs a sequenciar e mapear todos os microrganismos que habitam os diferentes órgãos e tecidos humanos. </span><a href="https://veja.abril.com.br/ciencia/cientistas-completam-mapeamento-do-microbioma-humano/" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">O projeto foi finalizado em 2016</span></a><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<h3><b>Edição genômica</b></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Não apenas o conhecimento sobre os genomas se expandiu, mas também a </span><b>capacidade de manipulação do código genético</b><span style="font-weight: 400;">. A edição genômica através de CRISPR (do inglês </span><i><span style="font-weight: 400;">clustered regularly interspaced short palindromic repeats</span></i><span style="font-weight: 400;">) já permite, entre outras aplicações, o desenvolvimento de plantas que apresentam maior produtividade ou tolerância a estresses ambientais. E o Brasil é pioneiro nesse sentido: em 2021, cientistas da Embrapa anunciaram o desenvolvimento da </span><a href="https://www.embrapa.br/busca-de-noticias/-/noticia/66969890/ciencia-brasileira-desenvolve-primeira-cana-editada-nao-transgenica-do-mundo" target="_blank" rel="noopener"><b>primeira cana-de-açúcar editada do mundo</b></a><span style="font-weight: 400;">, com maior concentração de sacarose nos tecidos vegetais, facilitando a produção de etanol e outros produtos, sem DNA exógeno à planta.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A técnica de edição genômica foi reconhecida como uma das grandes descobertas científicas do século, inaugurando uma nova fase da engenharia genética. O desenvolvimento da edição genômica por CRISPR rendeu às pesquisadoras Emmanuelle Charpentier e Jennifer Doudna o </span><a href="https://g1.globo.com/ciencia-e-saude/noticia/2020/10/07/nobel-de-quimica-2020-vai-para-emmanuelle-charpentier-e-jennifer-a-doudna.ghtml" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">Prêmio Nobel de Química de 2020</span></a><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<figure style="width: 876px" class="wp-caption alignnone"><img fetchpriority="high" decoding="async" src="https://www.cnnbrasil.com.br/wp-content/uploads/sites/12/2021/12/211214_CanasFlexCrispr_Flex-1.jpg?w=876&amp;h=484&amp;crop=1" alt="canas editadas pela emprapa" width="876" height="484" /><figcaption class="wp-caption-text">Campo de fenotipagem de canas-de-açúcar editadas por pesquisadores da Embrapa Agroenergia. As variedades são denominadas Cana Flex I e Cana Flex II. (Foto: Hugo Molinari/Embrapa)</figcaption></figure>
<h2></h2>
<p>&nbsp;</p>
<h2><b>Transcriptômica</b></h2>
<p><span style="font-weight: 400;">A </span><b>transcriptômica</b><span style="font-weight: 400;"> se dedica ao estudo da transcrição do código genético. O RNA nada mais é do que a </span><b>versão transcrita do DNA</b><span style="font-weight: 400;"> e age como </span><b>molde para síntese das proteínas</b><span style="font-weight: 400;"> que compõem os diferentes órgãos, tecidos e moléculas de um organismo. Por isso, muitas das pesquisas que envolvem transcriptômica são voltadas para o entendimento de como variações em sequências de DNA impactam a expressão gênica. Ou seja, uma vez que a informação presente no código genético é traduzida por fim em proteínas, </span><b>como a transcrição de DNA em RNA influencia o funcionamento de um organismo</b><span style="font-weight: 400;">. Os estudos em transcriptômica podem envolver as diversas classes de RNA, como é o caso dos RNAs mensageiros (mRNAs) e microRNAs (miRNAs).</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<h2><b>Metagenômica e metatranscriptômica</b></h2>
<p><span style="font-weight: 400;">Metagenômica e metatranscriptômica são, respectivamente, as análises do código genético (DNA) e de sua transcrição (RNA) a partir de amostras ambientais, contemplando todos os organismos ali localizados. Muito utilizada no estudo dos microbiomas, a metagenômica consiste em decifrar a “sopa” genética formada por diferentes organismos habitantes de um mesmo ecossistema e por seus genes. Essa abordagem provê valiosos conhecimentos sobre semelhanças e diferenças genéticas entre os microrganismos, bem como sobre suas funções junto a outros seres vivos.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Antigamente, o estudo dos microrganismos era essencialmente restrito a culturas axênicas (ou seja, puras), obtidas a partir de metodologias para isolamento microbiano em meios de cultivo. Mas não foi até a década de 1990 que o </span><b>sequenciamento total de amostras ambientais</b><span style="font-weight: 400;"> se tornou uma possibilidade. A </span><b>metagenômica</b><span style="font-weight: 400;"> surgiu como uma importante ferramenta para entender e caracterizar a presença e diversidade de comunidades microbianas em ambientes ou hospedeiros. Conhecida também como genômica ambiental, a metagenômica é muito utilizada para investigar o microbioma humano, entendendo suas características, relações com doenças e também como ferramenta para a </span><a href="https://www.ipea.gov.br/cts/pt/central-de-conteudo/artigos/artigos/95-medicina-de-precisao-o-que-e-e-que-beneficios-traz" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">medicina de precisão</span></a><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<h2><b>Proteômica e metaproteômica</b></h2>
<p><span style="font-weight: 400;">Indo um passo além, a proteômica é um termo guarda-chuva para o estudo – identificação e caracterização – das proteínas presentes em um organismos, ou no caso da </span><a href="https://journals.asm.org/doi/10.1128/mSystems.00115-19#:~:text=Metaproteomics%20is%20the%20large%2Dscale,microorganisms%20on%20the%20molecular%20level."><span style="font-weight: 400;">metaproteômica</span></a><span style="font-weight: 400;">, comunidades de microrganismos. Com a metaproteômica de solos, por exemplo, é possível identificar proteínas acumuladas por organismos, permitindo a caracterização das funções bioquímicas presentes em um ambiente.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A </span><b>metaproteômica</b><span style="font-weight: 400;"> viabiliza a investigação das comunidades microbianas no que se refere aos produtos gênicos, contribuindo particularmente para o entendimento sobre o </span><b>conjunto de proteínas produzidas por um organismo</b><span style="font-weight: 400;">. Esse tipo de abordagem também já permite análises aprofundadas dos microbiomas, possibilitando a investigação das interações entre diferentes microrganismos e </span><b>caracterização de sua </b><a href="https://link.springer.com/article/10.1007/s10096-016-2816-4" target="_blank" rel="noopener"><b>fisiologia</b></a><span style="font-weight: 400;"> e metabolismo – este último, alvo de estudo da metabolômica.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<h2><b>Metabolômica</b></h2>
<p><span style="font-weight: 400;">A metabolômica é a abordagem utilizada para identificar o resultado de vias e processos metabólicos, associando atividades de pequenas moléculas que atuam no interior das células, tecidos e órgãos – os metabólitos – à resposta a alterações em sistemas biológicos. Essa análise pode ser realizada em organismos complexos, como seres humanos, ou em comunidades de microrganismos.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A </span><b>metabolômica aplicada aos microrganismos</b><span style="font-weight: 400;"> é uma área recente, mas que tem potencial para diversas aplicações, considerando o papel dos microbiomas na modulação do metabolismo de outros organismos, como as plantas. Trata-se de um campo que vem se estabelecendo nos últimos anos e está na ponta final das análises de subprodutos pesquisados pelas “ômicas” – seguindo o fluxo de informações do código genético, compreendido por DNA, RNA, proteínas e metabólitos. As </span><b>análises metabolômicas</b><span style="font-weight: 400;"> são frequentemente combinadas com outras Ciências Ômicas, como a transcriptômica, para geração de dados mais robustos.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<h2><b>Multiômicas</b></h2>
<p><span style="font-weight: 400;">A junção de duas ou mais dessas áreas é denominada de </span><a href="https://www.frontiersin.org/articles/10.3389/fgene.2020.610798/full"><b>multiômica</b></a><span style="font-weight: 400;">, considerando a importância da </span><b>multidisciplinaridade entre os campos de conhecimento</b><span style="font-weight: 400;"> e o </span><b>grande volume de dados</b><span style="font-weight: 400;"> necessário para </span><i><span style="font-weight: 400;">insights</span></i><span style="font-weight: 400;"> sobre o funcionamento de sistemas biológicos a partir de seu código genético, composição bioquímica e estímulos ambientais.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">As multiômicas têm sido apontadas como parte do caminho para o futuro da biotecnologia, seja em aplicações para a saúde humana, agricultura ou até mesmo para o meio ambiente. A combinação dessas áreas é o que há de mais avançado dentro da Biologia e possibilita uma visão ampla e mais precisa dos processos biológicos, suas causas e resultados. Essas análises andam de mãos dadas com campos como a </span><b>ciência de dados</b><span style="font-weight: 400;"> e a </span><b>bioinformática</b><span style="font-weight: 400;">, devido aos grandes volumes de dados gerados a partir das “ômicas”.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Apesar do constante desenvolvimento necessário em todas essas vertentes de pesquisa, já é possível vislumbrar </span><b>grandes aplicações biotecnológicas</b><span style="font-weight: 400;"> a partir das Ciências Ômicas. No caso da agricultura, o desenvolvimento de </span><a href="https://www.symbiomics.com.br/pt/produtos-biologicos-podem-ajudar-o-pais-a-diminuir-a-dependencia-de-fertilizantes-quimicos/" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">produtos biológicos de nova geração</span></a><span style="font-weight: 400;"> e outras tecnologias baseadas em microbioma é altamente dependente do conhecimento gerado a partir das análises “ômicas”.</span></p>
<h2></h2>
<p>&nbsp;</p>
<h1><b>Principais referências</b></h1>
<p><span style="font-weight: 400;">Krassowski, M.; Das, V.; Sahu, S. K.; Misra, B. B. State of the field in multi-omics research: From computational needs to data mining and sharing. <em>Front Genet.</em> (2020). <a href="https://doi.org/10.3389/fgene.2020.610798" target="_blank" rel="noopener">https://doi.org/10.3389/fgene.2020.610798</a></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Kleiner, M. Metaproteomics: Much more than measuring gene expression in microbial communities. <em>MSystems</em> (2019). <a href="https://doi.org/10.1128/msystems.00115-19" target="_blank" rel="noopener">https://doi.org/10.1128/msystems.00115-19</a></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Rochfort, S. Metabolomics reviewed: A new “omics” platform technology for systems biology and implications for natural products research.<em> J. Nat. Prod.</em> (2005). <a href="https://doi.org/10.1021/np050255w" target="_blank" rel="noopener">https://doi.org/10.1021/np050255w</a></span></p><p>The post <a href="https://www.symbiomics.com.br/pt/o-que-sao-as-ciencias-omicas/">O que são as Ciências Ômicas?</a> first appeared on <a href="https://www.symbiomics.com.br">SYMBIOMICS</a>.</p>]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Como a ciência de dados está transformando a microbiologia</title>
		<link>https://www.symbiomics.com.br/pt/como-a-ciencia-de-dados-esta-transformando-a-microbiologia/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Symbiomics Team]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 12 May 2022 18:38:49 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Blog]]></category>
		<category><![CDATA[bioinformática]]></category>
		<category><![CDATA[ciência de dados]]></category>
		<category><![CDATA[microbiologia]]></category>
		<category><![CDATA[microbioma]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Ciência de dados, biologia computacional, bioinformática: já faz alguns anos que a Biologia anda de mãos dadas com a geração [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><b>Ciência de dados, biologia computacional, bioinformática</b><span style="font-weight: 400;">: já faz alguns anos que a Biologia anda de mãos dadas com a geração e análise de grandes volumes de dados. Cada vez mais a ciência entende o código genético como algo a ser digitalmente processado e esse avanço tem gerado novos caminhos e entendimentos sobre o impacto do DNA nas características e papéis dos seres vivos frente aos ecossistemas.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">No caso do <a href="https://www.symbiomics.com.br/pt/afinal-o-que-e-o-microbioma/" target="_blank" rel="noopener">microbioma</a>, vem crescendo a visão sobre seu </span><a href="https://www.sciencedirect.com/science/article/pii/S095816692100149X?via%3Dihub" target="_blank" rel="noopener"><b>caráter sistêmico</b></a><span style="font-weight: 400;">, em que microrganismos estão integrados entre si e a hospedeiros e ambientes, em um emaranhado genético resultante da coevolução e dependência para sobrevivência. Essa perspectiva também tem impulsionado o desenvolvimento de produtos biológicos que consideram a complexidade dos </span><b>microbiomas</b><span style="font-weight: 400;"> e seu potencial para originar novas e inovadoras tecnologias para a </span><b>agricultura</b><span style="font-weight: 400;"> e </span><b>medicina</b><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Para entender melhor sobre as transformações pelas quais a Microbiologia tem passado nos últimos anos, <strong>Crhisllane Vasconcelos</strong>, </span><a href="https://www.symbiomics.com.br/pt/equipe/" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">Lead Data Scientist da Symbiomics</span></a><span style="font-weight: 400;">, respondeu a algumas perguntas sobre como a genômica, a bioinformática e a análise de dados estão transformando o que entendemos sobre os microrganismos e suas aplicações biotecnológicas.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<h2></h2>
<h5><b>A visão sobre a microbiologia mudou muito nos últimos anos. O que a genômica tem a ver com isso?</b></h5>
<p><span style="font-weight: 400;">Os pioneiros da microbiologia utilizavam fontes de nutrientes sólidas para isolar e identificar os microrganismos. Essa é uma frase bonita para dizer que </span><a href="https://www.melbecmicrobiology.co.uk/2018/09/26/304/" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">tudo começou</span></a><span style="font-weight: 400;"> com cultivo de bactérias em fatias de batatas ou gelatinas, o que permite visualizar e contar colônias desses organismos. Essas técnicas de isolamento foram aprimoradas e são utilizadas até hoje na microbiologia. Por quase 300 anos, o estudo dos microrganismos foi realizado através de características morfológicas e da seleção de alguns perfis bioquímicos, algo que só mudou com o surgimento dos <a href="https://www.symbiomics.com.br/pt/o-que-sao-as-ciencias-omicas/">estudos genômicos</a>. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Nos últimos 20 anos, a utilização de técnicas genômicas levou à identificação de uma diversidade microbiana até então desconhecida, e os avanços dessas técnicas têm permitido, ainda, mapear variações metabólicas entre cepas bacterianas. Isso é, hoje temos não só o genoma completo de uma ampla diversidade de microrganismos, como também podemos <strong>correlacionar mudanças na expressão dos genes a ambientes diferentes</strong>.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<h2></h2>
<h5><b>Quais novas aplicações biotecnológicas já existem a partir dessas mudanças?</b></h5>
<p><span style="font-weight: 400;">As aplicações são múltiplas e em diversas áreas. A utilização das tecnologias genômicas nos laboratórios de microbiologia médica, por exemplo, permite a detecção de microrganismos não cultiváveis, o rastreamento de mutações em genomas de microorganismos resistentes a antibióticos, além do rápido </span><a href="https://www.cnnbrasil.com.br/saude/estudo-aponta-probabilidade-de-surgimento-de-variantes-mais-nocivas-do-coronavirus/" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">monitoramento de linhagens virais</span></a><span style="font-weight: 400;"> e suas mutações durante períodos de pandemia, algo que temos vivenciado nos últimos anos.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Indo além dos laboratórios médicos, o impacto da genômica na microbiologia é tão amplo que permite desde a identificação de genes presentes em comunidades microbianas associadas a plantas – para a busca de microrganismos que </span><a href="https://www.symbiomics.com.br/pt/produtos-biologicos-podem-ajudar-o-pais-a-diminuir-a-dependencia-de-fertilizantes-quimicos/" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">auxiliam as plantas na tolerância ao estresse hídrico</span></a><span style="font-weight: 400;">, por exemplo – até a avaliação do impacto de fatores espaciais – como gravidade, radiação, perturbação circadiana e pressão atmosférica – em plantas e microrganismos submetidos a voos espaciais.  </span></p>
<p>&nbsp;</p>
<h2></h2>
<h5><b>Dizem que o avanço da ciência da computação é exponencial. Agora que biologia e ciência de dados estão se desenvolvendo juntas, dá para prever o que vem por aí?</b></h5>
<p><span style="font-weight: 400;">Em 2000 foi publicado um </span><a href="https://www.science.org/content/article/future-bioinformatics" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">artigo na revista Science</span></a><span style="font-weight: 400;"> sobre o </span><b>futuro da bioinformática</b><span style="font-weight: 400;">, e nele é possível ler a seguinte frase: “Qualquer um que faça qualquer biologia molecular certamente precisará fazer bioinformática”. E é basicamente isso que vivemos hoje, 22 anos depois. Atualmente, para se trabalhar com biologia molecular, é necessário um mínimo de conhecimento em bioinformática e ciência de dados.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Para o futuro vejo algo análogo a isso, integrando as ferramentas de aprendizagem de máquina, algo que no artigo de 2000 não era nem pensado. Qualquer um que venha a trabalhar com biologia molecular deverá ter um mínimo de conhecimento sobre inteligência artificial. Isso porque provavelmente teremos abordagens similares ao </span><a href="https://revistagalileu.globo.com/Tecnologia/noticia/2020/11/inteligencia-artificial-do-google-resolve-um-dos-maiores-desafios-da-ciencia.html" target="_blank" rel="noopener"><b>AlphaFold</b></a><span style="font-weight: 400;">, por exemplo, o programa de inteligência artificial desenvolvido pela Google, para previsões da estrutura de proteínas, direcionadas para diversas áreas, incluindo as áreas clínicas. Ou seja, daqui em diante, serão cada vez mais comuns </span><b>ferramentas que se utilizam da inteligência artificial</b><span style="font-weight: 400;">, sendo capazes de mudar e impactar determinados setores, como o AlphaFold impactou a predição de estrutura de proteínas.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<h2></h2>
<h5><b>As universidades e instituições de pesquisa brasileiras estão acompanhando essas mudanças?</b></h5>
<p><span style="font-weight: 400;">Para se ter uma ideia, </span><a href="https://academic.oup.com/bioinformatics/article/36/9/2963/5780280" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">o Brasil ficou entre os 30 países</span></a><span style="font-weight: 400;"> de maior impacto e qualidade nas publicações de bioinformática, ocupando a 26ª posição, em um levantamento realizado em 2020. Esse estudo considerou a relevância de trabalhos científicos na área com base no número de publicações e também de suas citações. Não é uma boa colocação, mas não é das piores. </span></p>
<p>&nbsp;</p>
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<h5><b>Metagenômica e transcriptômica são o que há de mais avançado em ciência envolvendo estudos em microbioma? Quais novas ferramentas e conhecimentos estão emergindo e o que possibilitam?</b></h5>
<p><span style="font-weight: 400;">O termo </span><b>metagenoma</b><span style="font-weight: 400;"> foi utilizado pela primeira vez em 1998 referindo-se ao conjunto de genomas de bactérias e fungos em amostras ambientais. O estudo dos metagenomas permite descrever apenas a presença de microorganismos e de seus genes, faltando o acesso a uma informação crucial, sobre a expressão de seus genes. Assim, para extrair </span><i><span style="font-weight: 400;">insights</span></i><span style="font-weight: 400;"> mais profundos sobre o comportamento de uma determinada comunidade microbiana – frente a variações ambientais, por exemplo – é necessário utilizar a </span><b>metatranscriptômica</b><span style="font-weight: 400;">, que se refere ao estudo do conjunto dos transcritos expressos por essa comunidade.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">No entanto, o que temos de ainda mais avançado hoje é a </span><a href="https://www.frontiersin.org/articles/10.3389/fgene.2020.610798/full" target="_blank" rel="noopener"><b>união das áreas “ômicas”</b></a><span style="font-weight: 400;">. Isso envolve, por exemplo: a integração da metagenômica com dados genéticos dos microrganismos em um determinado ambiente, da metatranscriptômica com dados de expressão de transcritos em uma comunidade microbiana a nível de RNA, a metaproteômica caracterizando essa expressão gênica a nível de proteína, e a metabolômica identificando o resultado dos processos metabólicos. A ligação de todas essas áreas permitirá uma compreensão maior acerca do</span><b> real comportamento de uma comunidade microbiana em um ambiente</b><span style="font-weight: 400;">.</span></p><p>The post <a href="https://www.symbiomics.com.br/pt/como-a-ciencia-de-dados-esta-transformando-a-microbiologia/">Como a ciência de dados está transformando a microbiologia</a> first appeared on <a href="https://www.symbiomics.com.br">SYMBIOMICS</a>.</p>]]></content:encoded>
					
		
		
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