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	<title>inoculação - SYMBIOMICS</title>
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	<description>Microbes for a sustainable agriculture</description>
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		<title>O sucesso da Fixação Biológica de Nitrogênio (FBN) no Brasil</title>
		<link>https://www.symbiomics.com.br/pt/o-sucesso-da-fixacao-biologica-de-nitrogenio-fbn-no-brasil/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Symbiomics Team]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 09 Sep 2022 19:35:41 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Blog]]></category>
		<category><![CDATA[fixação biológica de nitrogênio]]></category>
		<category><![CDATA[inoculação]]></category>
		<category><![CDATA[soja]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Poucas iniciativas na agricultura tiveram tanto sucesso quanto o desenvolvimento e implementação da Fixação Biológica de Nitrogênio (FBN) nas lavouras [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-weight: 400;">Poucas iniciativas na agricultura tiveram tanto sucesso quanto o desenvolvimento e implementação da </span><b>Fixação Biológica de Nitrogênio (FBN)</b><span style="font-weight: 400;"> nas lavouras brasileiras. Hoje, </span><b>cerca de 80% das plantações de soja </b><span style="font-weight: 400;">no país são tratadas com produtos à base de bactérias do gênero </span><i><span style="font-weight: 400;">Bradyrhizobium</span></i><span style="font-weight: 400;">, de acordo com a Associação Nacional de Produtores e Importadores de Inoculantes (ANPII). O objetivo é </span><b>disponibilizar biologicamente o nitrogênio atmosférico para as plantas</b><span style="font-weight: 400;"> e diminuir – ou eliminar – a necessidade de fertilizantes nitrogenados sintéticos. Mas o que explica o terreno fértil que a FBN encontrou no Brasil?</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Primeiro, trata-se de uma tecnologia com raízes em processos naturais e </span><b>potencializada pela pesquisa científica pioneira do Brasil</b><span style="font-weight: 400;">. As bactérias presentes nos inoculantes para FBN utilizam a enzima nitrogenase para catalisar a conversão do nitrogênio atmosférico (N₂) em amônia (NH₃), disponibilizando o nutriente presente na atmosfera para absorção pelas plantas. Bactérias do gênero </span><i><span style="font-weight: 400;">Bradyrhizobium </span></i><span style="font-weight: 400;">– também conhecidas como rizóbios –</span> <span style="font-weight: 400;">estão naturalmente presentes em leguminosas, criando uma relação simbiótica com essas plantas. As bactérias se alojam em nódulos criados nas raízes das plantas, onde obtêm nutrientes enquanto fornecem o nitrogênio assimilável. Foi através do estudo dessas bactérias e de seu papel na natureza que os inoculantes para FBN foram desenvolvidos e implementados em culturas como a soja.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Parte desse sucesso também é explicado pela busca, nas últimas décadas, por alternativas para redução da necessidade de agroquímicos. No caso da ureia, </span><b>principal fertilizante utilizado globalmente para a disponibilização de nitrogênio</b><span style="font-weight: 400;">, o processo de fabricação depende de combustíveis fósseis – recursos cada vez mais escassos, caros e associados à emissão de gases de efeito estufa (GEEs) e às mudanças climáticas.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Além disso, com a pressão dos mercados internacionais por modos mais sustentáveis de exercer as atividades agrícolas e industriais, o uso de fertilizantes sintéticos têm </span><a href="https://www.cnnbrasil.com.br/business/valor-de-importacoes-de-fertilizantes-registra-alta-de-178-em-2022-aponta-cna/" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">encarecido</span></a><span style="font-weight: 400;"> a produção de alimentos, recaindo sobre o bolso do consumidor final. Outro fator a se considerar é a dependência do Brasil do mercado exterior para importar seus fertilizantes, o que torna o país refém das instabilidades geopolíticas que encarecem o insumo, como no caso da </span><a href="https://cnabrasil.org.br/noticias/guerra-russia-ucrania-o-panorama-do-abastecimento-de-fertilizantes" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">Guerra da Ucrânia no início de 2022</span></a><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Solon Cordeiro de Araujo, consultor da ANPII e um dos maiores especialistas em FBN do Brasil, também vê no crescente processo de adoção dos inoculantes nas últimas décadas uma mudança de lógica na agricultura. “Durante uma certa época, pensava-se que o solo era apenas um repositório para segurar a planta, o alimento então poderia ser todo disponibilizado via adubo. Isso falhou totalmente”. Solon destaca como a </span><b>degradação contínua do solo pelo uso intensivo de produtos químicos motivou diferentes setores a enxergarem-no como um organismo vivo</b><span style="font-weight: 400;">, impulsionando o sucesso de iniciativas como a da Fixação Biológica de Nitrogênio na soja.</span></p>
<blockquote><p><span style="font-weight: 400;">“O Brasil é um dos países mais abertos à inovação na agricultura. Assim como a indústria, a agricultura brasileira também é um setor dinâmico e bem receptivo a novas tecnologias que aumentem a produtividade e a sustentabilidade das atividades agrícolas”, comenta Araujo.</span></p></blockquote>
<p>&nbsp;</p>
<h1><span style="font-weight: 400;">O impulso da Fixação Biológica de Nitrogênio nos anos 1970</span></h1>
<p><span style="font-weight: 400;">O desenvolvimento, disseminação e sucesso da FBN na cultura da soja no Brasil é fruto de uma </span><b>movimentação conjunta de instituições de pesquisa, órgãos do Estado e empresas produtoras de insumos agrícolas</b><span style="font-weight: 400;">. Enquanto em meados dos anos 1970 diversos países investiram na produção e desenvolvimento de fertilizantes nitrogenados para uso agrícola, o Brasil optou por seguir outro caminho e explorar o </span><a href="https://www.symbiomics.com.br/pt/produtos-biologicos-podem-ajudar-o-pais-a-diminuir-a-dependencia-de-fertilizantes-quimicos/" target="_blank" rel="noopener"><b>potencial dos microrganismos</b></a><span style="font-weight: 400;"> para este mesmo fim.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Um grande expoente dessa história foi a pesquisadora </span><a href="https://www.embrapa.br/johanna-dobereiner/quem-foi" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">Johanna Döbereiner</span></a><span style="font-weight: 400;"> (1924–2000). Atuante na Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), a agrônoma naturalizada brasileira investigou, ainda na década de 1950, bactérias do gênero </span><i><span style="font-weight: 400;">Bradyrhizobium</span></i><span style="font-weight: 400;">. Suas pesquisas influenciaram, a partir da década seguinte, o programa brasileiro de melhoramento da soja, o que contribuiu para a diminuição do uso de fertilizantes nitrogenados nas lavouras da cultura.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Seu trabalho também alavancou o conhecimento da ciência sobre os mecanismos microbiológicos envolvidos na nutrição vegetal, o que possibilitou o surgimento dos primeiros bioinsumos e inoculantes para a agricultura. Hoje, tais tecnologias são sinônimo de produtividade e sustentabilidade.</span></p>
<h2><span style="font-weight: 400;">Expansão da soja</span></h2>
<p><span style="font-weight: 400;">Não é possível falar sobre o desenvolvimento da FBN no Brasil sem mencionar a expansão da soja também na década de 1970. Até 1975, as lavouras de soja brasileiras se restringiam  ao Rio Grande do Sul, onde as características climáticas e do solo são muito similares às de outras regiões produtoras à época, em especial nos Estados Unidos. As décadas de 1960 e 1970 foram marcadas pelo aumento da demanda por soja no mercado mundial com fins de produção de ração para a pecuária, o que então valorizou o preço do grão no mercado global e alçou a soja à cultura de interesse para o Brasil.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Foi então que o Estado brasileiro, assim como os produtores rurais, passaram a enxergar a soja como um grão estratégico para o país, investindo em pesquisa e desenvolvimento de tecnologias que possibilitaram sua “</span><a href="https://www.embrapa.br/soja/cultivos/soja1/historia" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">tropicalização</span></a><span style="font-weight: 400;">” e expansão para outras regiões do país, em especial a partir de 1975. Graças à ciência brasileira – notadamente na figura da Embrapa – novos cultivares adaptados a regiões tropicais foram desenvolvidos e </span><a href="http://www.aprosoja.com.br/soja-e-milho/a-historia-da-soja" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">o grão prosperou</span></a><span style="font-weight: 400;"> também nas regiões Centro-Oeste, Norte e Nordeste. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Muito bem adaptada à sojicultura, </span><b>a Fixação Biológica de Nitrogênio foi uma frente de biotecnologia agrícola que acompanhou e impulsionou a expansão da soja</b><span style="font-weight: 400;"> em direção ao Norte do país, possibilitando a redução de gastos com fertilizantes e aumentando a produtividade da cultura. A década de 1970, então, ficou marcada por uma confluência de fatores e esforços que culminaram na importância atual da soja para a agricultura brasileira.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<h1><span style="font-weight: 400;">Benefícios econômicos e ambientais </span></h1>
<p><span style="font-weight: 400;">O sucesso da Fixação Biológica de Nitrogênio nas plantações brasileiras de soja foi um dos elementos que contribuiu para que o país se tornasse </span><b>o maior produtor mundial do grão</b><span style="font-weight: 400;">. Um </span><a href="https://www.embrapa.br/soja/cultivos/soja1/dados-economicos" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">levantamento</span></a><span style="font-weight: 400;"> da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) de 2021 apontou que os cerca de 40 milhões de hectares plantados produziram  140 milhões de toneladas de soja. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A </span><a href="https://www.conab.gov.br/ultimas-noticias/4731-safra-2022-23-producao-de-graos-pode-chegar-a-308-milhoes-de-toneladas-impulsionada-pela-boa-rentabilidade-de-milho-soja-e-algodao" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">Conab projeta</span></a><span style="font-weight: 400;"> que a produção pode chegar a 150 milhões de toneladas na safra 2022/2023, o que significaria um cenário recorde para a produção. Em segundo lugar entre os maiores produtores de soja vem os Estados Unidos, que na safra 2020/2021 cultivaram 33 milhões de hectares e produziram 112 milhões de toneladas na safra 2020/2021, de acordo com o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA, na sigla em inglês). O Brasil também se tornou, em 2020, </span><a href="https://summitagro.estadao.com.br/comercio-exterior/quais-sao-os-principais-produtores-de-graos-do-mundo/#:~:text=O%20Pa%C3%ADs%20%C3%A9%20o%20maior,de%20toneladas%2C%20superando%20os%20EUA." target="_blank" rel="noopener"><b>o maior exportador mundial de soja</b></a><span style="font-weight: 400;">. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Além de contribuir com a consolidação da liderança brasileira na produção e comercialização da soja, a Fixação Biológica de Nitrogênio trouxe grandes economias ao produtor rural. Tecnologia barata e acessível, a FBN contribuiu para aumentar a competitividade da soja brasileira frente ao mercado interno e também global. Para se ter uma ideia, por conta da FBN, </span><a href="https://doi.org/10.3389/fmicb.2022.834622" target="_blank" rel="noopener"><b>o Brasil economiza surpreendentes US$ 10,2 bilhões em fertilizantes nitrogenados por ano</b></a><span style="font-weight: 400;">. Isso se deve principalmente aos custos mais baixos que o uso da FBN oferece ao produtor, se comparados aos de fertilizantes. Enquanto fertilizantes nitrogenados podem chegar a valores próximos de R$ 1.000,00 por hectare, </span><a href="https://agencia.fapesp.br/uso-de-biofertilizantes-na-soja-brasileira-e-destaque-em-publicacao-cientifica/39156/" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">o inoculante para FBN custa menos de R$ 50,00</span></a><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Isso sem mencionar as vantagens para o meio ambiente. Estima-se que cada quilograma de fertilizante nitrogenado sintético produzido seja responsável pela emissão de 10 kg de CO₂ equivalente (CO₂eq). Em função do emprego da FBN em cerca de 80% da área cultivada de soja no país, o </span><b>Brasil deixa de emitir, anualmente, 430 milhões de toneladas de CO₂ para a atmosfera</b><span style="font-weight: 400;">. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Se os cerca de 40 milhões de hectares de soja brasileira não dispusessem da Fixação Biológica de Nitrogênio para fornecer o nutriente à planta, o país teria que importar muito mais fertilizantes químicos, aumentando os custos da produção e a emissão de gases de efeito estufa. Considerando a <a href="https://www.symbiomics.com.br/pt/mercado-de-carbono-brasil-da-primeiros-passos/" target="_blank" rel="noopener">preocupação mundial</a> com o avanço das mudanças climáticas, os inoculantes para FBN são uma tecnologia que </span><b>contribui consideravelmente para o aumento da sustentabilidade agrícola</b><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
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<h1><span style="font-weight: 400;">Principais referências</span></h1>
<p>Olmo, R.; Wetzels, S.; Armanhi, J.S.L.; Arruda, P.; Berg, G.; Cernava, T.; Cotter, P. D.; Araujo, S.C.; de Souza, R. S. C.; Ferrocino, I.; Frisvad, J. C.; Georgalaki, M.; Hansen, H. H.; Kazou, M.; Kiran, G. S.; Kostic, T.; Krauss-Etschmann, S.; Kriaa, A.; Lange, L.; Maguin, E.; Mitter, B.; Nielsen, M. O.; Olivares, M.; Quijada, N. M.; Romaní-Pérez, M.; Sanz, Y.; Schloter, M.; Schmitt-Kopplin, P.; Seaton, S. C.; Selvin, J.; Sessitsch, A.; Wang, M.; Zwirzitz, B.; Selberherr, E.; and Wagner, M. <span style="font-weight: 400;">(2022). Microbiome research as an effective driver of success stories in agrifood systems – A selection of case studies. </span><i><span style="font-weight: 400;">Front. Microbiol.</span></i> <a href="https://doi.org/10.3389/fmicb.2022.834622"><span style="font-weight: 400;">https://doi.org/10.3389/fmicb.2022.834622</span></a></p><p>The post <a href="https://www.symbiomics.com.br/pt/o-sucesso-da-fixacao-biologica-de-nitrogenio-fbn-no-brasil/">O sucesso da Fixação Biológica de Nitrogênio (FBN) no Brasil</a> first appeared on <a href="https://www.symbiomics.com.br">SYMBIOMICS</a>.</p>]]></content:encoded>
					
		
		
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