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	<title>microbioma - SYMBIOMICS</title>
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	<description>Microbes for a sustainable agriculture</description>
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	<title>microbioma - SYMBIOMICS</title>
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		<title>Bioprospecção microbiana: o que é e qual sua importância?</title>
		<link>https://www.symbiomics.com.br/pt/bioprospeccao-microbiana-o-que-e-e-qual-sua-importancia/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Symbiomics Team]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 01 Aug 2022 11:33:14 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Blog]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Quando se fala em biodiversidade, o que vem primeiro à mente são florestas verdes e densas, com vegetação e animais [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-weight: 400;">Quando se fala em biodiversidade, o que vem primeiro à mente são florestas verdes e densas, com vegetação e animais diversos. Mas, na verdade, os seres mais abundantes do planeta são os microrganismos. Estima-se que haja </span><a href="https://www.pnas.org/doi/10.1073/pnas.1521291113" target="_blank" rel="noopener"><b>mais de um trilhão</b></a><span style="font-weight: 400;"> de microrganismos diferentes nos mais diversos ecossistemas no planeta Terra. E cerca de </span><b>99% deles ainda permanecem inexplorados</b><span style="font-weight: 400;"> pelos seres humanos.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A </span><b>bioprospecção microbiana</b><span style="font-weight: 400;"> tem sido colocada em prática para aumentar o conhecimento da ciência sobre a </span><a href="https://www.symbiomics.com.br/pt/afinal-o-que-e-o-microbioma/" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">biodiversidade de microrganismos na natureza</span></a><span style="font-weight: 400;"> e também como insumo para desenvolvimento de novas biotecnologias. Em resumo, a bioprospecção microbiana consiste em buscar, cultivar, armazenar e conhecer mais a fundo os microrganismos presentes nos diferentes biomas com o objetivo de descobrir seu papel e potencial biotecnológico.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Quem explica esse processo é Mariana Ramos Leandro, Lead Research Scientist da Symbiomics e bióloga molecular com experiência em isolamento de microrganismos promotores de crescimento e de tolerância a estresses ambientais em plantas.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">“Hoje sabemos que a biodiversidade microbiana é riquíssima, principalmente nos biomas brasileiros. Vamos até esses diferentes ambientes e coletamos os microrganismos associados, por exemplo, aos solos”, ela explica. A depender dos </span><b>objetivos da bioprospecção</b><span style="font-weight: 400;">, os pesquisadores podem olhar para solos, animais ou, no caso do desenvolvimento de biotecnologia agrícola, para o microbioma das plantas. As amostras são coletadas e levadas ao laboratório para que os microrganismos sejam cultivados, isolados, identificados e então armazenados em </span><b>coleções microbiológicas</b><span style="font-weight: 400;"> ou </span><b>biobancos</b><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A bioprospecção também pode ser realizada </span><b><i>in silico</i></b><span style="font-weight: 400;">, ou seja, pela </span><b>análise computacional de sequências genômicas</b><span style="font-weight: 400;">. Através dessas análises, pesquisadores buscam associar trechos do DNA microbiano a funções específicas, com o objetivo de fomentar o desenvolvimento de ferramentas e produtos biotecnológicos. “Isso só é possível devido à grande quantidade de dados que tem sido gerada a partir do sequenciamento de metagenomas e genomas completos de microrganismos e sua análise a partir da </span><a href="https://www.symbiomics.com.br/pt/como-a-ciencia-de-dados-esta-transformando-a-microbiologia/" target="_blank" rel="noopener"><b>bioinformática</b></a><span style="font-weight: 400;">”, completa Mariana</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A prospecção </span><i><span style="font-weight: 400;">in silico</span></i><span style="font-weight: 400;"> se mostra como uma estratégia complementar para investigação desses microrganismos devido aos desafios associados ao cultivo de microrganismos selvagens em laboratórios. A maioria demanda ajustes específicos em parâmetros físico-químicos e nutricionais para crescimento, o que demonstra a complexidade envolvida em estudos microbianos dependentes de cultivo.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<h1><span style="font-weight: 400;">Bioprospecção e isolamento de microrganismos cultiváveis e não cultiváveis</span></h1>
<p><span style="font-weight: 400;">Como resultado do processo evolutivo,  os microrganismos apresentam </span><b>interdependências muito específicas</b><span style="font-weight: 400;"> entre as condições de sobrevivência junto a plantas e animais. Condições essas que são desafiadoras e difíceis de serem emuladas em ambientes controlados de laboratório, como uma placa de cultivo.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O cultivo de microrganismos é importante pois permite estudos mais aprofundados em laboratório. Além disso, o sucesso na etapa de cultivo também indica que tais microrganismos podem prosperar em </span><b>condições controladas</b><span style="font-weight: 400;">, demonstrando a </span><b>possibilidade de composição de produtos biotecnológicos</b><span style="font-weight: 400;"> e de seu escalonamento para este fim.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">“Os diferentes meios de cultivo, de certa forma, buscam </span><b>mimetizar o ambiente</b><span style="font-weight: 400;"> em que os microrganismos vivem. Assim, conseguimos acessar a maior diversidade microbiana possível. É importante ressaltar, entretanto, que a maior parte dos microrganismos que se encontram em associação com as plantas, por exemplo, são dificilmente cultiváveis. É muito desafiador mimetizar exatamente o que acontece na natureza”, ressalta Mariana.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O processo de bioprospecção depende também de </span><a href="https://www.symbiomics.com.br/pt/o-que-sao-as-ciencias-omicas/" target="_blank" rel="noopener"><b>informações genéticas</b></a><span style="font-weight: 400;"> fornecidas pelo metagenoma. Quando o DNA de toda a comunidade microbiana é analisado, é possível observar uma disparidade significativa entre os microrganismos identificados através do metagenoma e aqueles que se desenvolvem em placas de cultivo no laboratório. A bioinformática permeia todo esse processo, e no caso dos microrganismos não cultiváveis, é ainda mais essencial </span><b>preencher a lacuna deixada pela impossibilidade do cultivo em laboratório</b><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O desafio enfrentado hoje está em cultivar uma diversidade cada vez maior de microrganismos. “Esse processo de definir as formulações dos meios de cultivo é extremamente importante e é o que determina a dimensão da diversidade e da riqueza de microrganismos que conseguimos acessar”, explica Mariana.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<h1><span style="font-weight: 400;">O potencial biotecnológico da biodiversidade</span></h1>
<p><b>Sobreviver na natureza é estressante</b><span style="font-weight: 400;">. Os desafios variam conforme as condições e biomas e podem incluir seca, calor, escassez de nutrientes, alagamentos, alta salinidade, entre outros fatores. Mas as plantas que compõem a biodiversidade encontraram, ao longo de sua evolução, maneiras de </span><b>tolerar esses estresses</b><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">“Como os estudos vêm demonstrando, essas plantas nunca estão sozinhas. Existe um alto potencial do microbioma no auxílio à sobrevivência vegetal nesses ambientes”, coloca Mariana. Comunidades microbianas associadas às espécies vegetais cumprem </span><b>papéis fundamentais em sua sobrevivência</b><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">“De maneira geral, os solos brasileiros sofrem com intemperismo, possuem pH baixo e tendência à precipitação de minerais. Olhar para os ecossistemas brasileiros como janelas de oportunidades é o caminho para desenvolvermos tecnologias que auxiliem a agricultura a enfrentar seus desafios”, explica Mariana.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Biomas como a </span><a href="https://www.gov.br/icmbio/pt-br/assuntos/centros-de-pesquisa/biodiversidade-amazonica" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">Amazônia</span></a><span style="font-weight: 400;"> – floresta tropical altamente densa e desenvolvida –, por exemplo, escondem em sua biodiversidade uma infinidade de </span><b>genes</b><span style="font-weight: 400;">, </span><b>moléculas</b><span style="font-weight: 400;">, </span><b>mecanismos</b><span style="font-weight: 400;"> e </span><b>processos bioquímicos</b><span style="font-weight: 400;"> de grande importância para o desenvolvimento vegetal. Características essas que inspiram o desenvolvimento de tecnologias capazes de transferir tais vantagens para plantas agricultáveis.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<h1><span style="font-weight: 400;">Aplicações na agricultura</span></h1>
<p><span style="font-weight: 400;">Mas que tipo de tecnologia a bioprospecção microbiana pode gerar na prática? No caso da agricultura, produtos biológicos que auxiliem a </span><b>disponibilização de nutrientes</b><span style="font-weight: 400;"> – os biofertilizantes – são apontados como uma promissora</span> <a href="https://www.symbiomics.com.br/pt/produtos-biologicos-podem-ajudar-o-pais-a-diminuir-a-dependencia-de-fertilizantes-quimicos/" target="_blank" rel="noopener"><b>alternativa ao uso de fertilizantes químicos</b></a><span style="font-weight: 400;">, insumo altamente difundido na agricultura mas cada vez </span><a href="https://www.cnnbrasil.com.br/business/valor-de-importacoes-de-fertilizantes-registra-alta-de-178-em-2022-aponta-cna/" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">mais custosos</span></a><span style="font-weight: 400;"> e de uso </span><a href="https://www.embrapa.br/busca-de-publicacoes/-/publicacao/875492/impactos-ambientais-causados-pelo-uso-de-fertilizantes-agricolas" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">prejudicial ao meio ambiente</span></a><span style="font-weight: 400;">, quando em excesso.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Alguns produtos baseados em microrganismos já são bastante difundidos na agricultura brasileira. Um dos maiores </span><a href="https://agencia.fapesp.br/uso-de-biofertilizantes-na-soja-brasileira-e-destaque-em-publicacao-cientifica/39156/"><span style="font-weight: 400;">casos de sucesso</span></a><span style="font-weight: 400;"> são os inoculantes à base de </span><i><span style="font-weight: 400;">Bradyrhizobium</span></i><span style="font-weight: 400;"> sp. para fixação biológica de nitrogênio (FBN), utilizados em mais de 80% da área plantada de soja no país. No entanto, apesar da alta taxa de adoção para esse tipo de biofertilizante no Brasil, a diversidade dos microbiomas e de suas funções junto a plantas ainda permanece </span><b>pouco explorada no aspecto biotecnológico</b><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Os solos agricultáveis brasileiros têm alta </span><a href="https://blogs.canalrural.com.br/embrapasoja/2021/01/26/fosforo-o-nutriente-que-nao-se-mexe/#:~:text=Os%20solos%20brasileiros%20s%C3%A3o%20carentes,dispon%C3%ADvel%20para%20absor%C3%A7%C3%A3o%20pelas%20plantas." target="_blank" rel="noopener"><b>deficiência de fósforo</b></a><span style="font-weight: 400;">, nutriente essencial para geração de ATP, principal fonte de energia da planta e necessária aos mais diversos aspectos do crescimento vegetal. “O fertilizante fosfatado é muito utilizado na agricultura. Mas quando esse mineral entra em contato com a maioria dos solos brasileiros, grande parte é rapidamente precipitado devido a aspectos físico-químicos particulares, como o pH ácido. Isso causa a indisponibilidade do fósforo para a planta e seu acúmulo no solo e na água”, explica Mariana.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Assim, é preciso que os agricultores apliquem </span><a href="https://agencia.fapesp.br/manejo-e-novos-insumos-ajudam-a-reduzir-o-uso-de-fertilizantes-minerais-na-agricultura-brasileira/38185/" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">grande quantidade de fertilizantes fosfatados</span></a><span style="font-weight: 400;">, da qual apenas uma pequena parcela é de fato utilizada pelas plantas. Essas práticas causam o acúmulo de nutrientes na natureza, o que vem se tornando um relevante problema.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">“Ainda hoje é muito restrita a utilização de microrganismos. São poucas as espécies microbianas utilizadas na agricultura. Nisso há um grande potencial, que é o descobrimento de novos microrganismos que ainda não são utilizados para fins como disponibilização de nutrientes, mitigação de estresses ambientais e até mesmo como biodefensivos”, finaliza.</span></p>
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			</item>
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		<title>Inovação em microbioma: 3 oportunidades para o futuro</title>
		<link>https://www.symbiomics.com.br/pt/inovacao-em-microbioma-3-oportunidades-para-o-futuro/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Symbiomics Team]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 06 Jul 2022 13:29:27 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Estima-se que as tecnologias baseadas em microbioma vão movimentar um mercado de mais de US$ 15 bilhões até 2030. Esse [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-weight: 400;">Estima-se que as tecnologias baseadas em microbioma vão movimentar um mercado de mais de </span><b>US$ 15 bilhões até 2030</b><span style="font-weight: 400;">. Esse mercado foi de quase US$ 5 milhões em 2020. Trata-se de uma valorização de 150% no valor de mercado do setor em 10 anos. Os dados são da consultoria </span><a href="https://www.prnewswire.com/news-releases/global-microbiome-markets-report-2021-market-is-expected-to-reach-15-55-billion-in-2030--at-a-cagr-of-11-4-301326835.html" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">Research and Markets</span></a><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Essa expectativa vem na esteira de </span><b>soluções ambientais, para a saúde humana e agricultura</b><span style="font-weight: 400;"> que estão em aplicação ou sendo desenvolvidas. As inovações em microbioma vêm se tornando uma grande aposta da ciência e da indústria para o futuro, na busca por tecnologias que sejam mais sustentáveis, no caso da agricultura e meio ambiente, e precisas, no caso da medicina. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Os </span><a href="https://www.symbiomics.com.br/pt/afinal-o-que-e-o-microbioma/"><b>microbiomas</b></a><span style="font-weight: 400;"> são essenciais para a saúde global, do ambiente e humana. Mas essa importância só vem sendo melhor compreendida pela ciência através de novas ferramentas e conhecimentos, como a </span><a href="https://www.symbiomics.com.br/pt/o-que-sao-as-ciencias-omicas/" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">genômica</span></a><span style="font-weight: 400;">, a </span><a href="https://www.symbiomics.com.br/pt/como-a-ciencia-de-dados-esta-transformando-a-microbiologia/" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">ciência de dados</span></a><span style="font-weight: 400;"> e o entendimento sobre </span><b>o papel das comunidades microbianas junto aos macrorganismos</b><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">E é a partir desse conhecimento que novas tecnologias estão sendo desenvolvidas. Reunimos três potenciais inovações envolvendo tecnologias baseadas em microbioma que estão sendo desenvolvidas atualmente. Confira:</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<h1><span style="font-weight: 400;">1. Monitoramento e sanitização contra patógenos</span></h1>
<p><span style="font-weight: 400;">A </span><b>pandemia de COVID-19</b><span style="font-weight: 400;">, causada pelo vírus SARS-CoV-2, evidenciou a necessidade de tecnologias que possibilitem o </span><b>monitoramento dos microrganismos</b><span style="font-weight: 400;"> presentes na natureza que tenham potencial para se tornarem </span><b>patogênicos</b><span style="font-weight: 400;"> contra seres humanos, processo conhecido como </span><a href="https://www.comciencia.br/destruicao-de-biomas-contribui-para-surgimento-de-novas-epidemias/" target="_blank" rel="noopener"><i><span style="font-weight: 400;">spillover</span></i></a><i><span style="font-weight: 400;">. </span></i><span style="font-weight: 400;">É provável que o coronavírus que causou a pandemia da COVID-19 tenha </span><a href="https://jornal.usp.br/ciencias/covid-19-como-o-virus-saltou-de-morcegos-para-humanos/" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">“pulado” de morcegos para seres humanos</span></a><span style="font-weight: 400;">. Esse processo também já resultou em outras doenças infecciosas, como é o caso da raiva e diversos tipos de gripe (influenza).</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Pensando nisso, pesquisadores estão cada vez mais focados em melhorar o monitoramento do microbioma de animais, buscando mapear e acompanhar vírus e outros microrganismos patogênicos com algum potencial de infectar humanos. Um exemplo foi ilustrado por </span><a href="https://jornal.unesp.br/2022/06/23/pesquisadores-mapeiam-areas-com-potencial-para-futuros-surtos-de-doencas-semelhantes-a-covid-19/" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">uma pesquisa</span></a><span style="font-weight: 400;">, publicada em abril de 2022, que buscou identificar quais serão as áreas de concentração de 35 espécies de morcegos hospedeiros de vírus semelhantes ao SARS-CoV-2. Com o estudo foi possível projetar que, no futuro, será importante monitorar países como China, Laos, Vietnã e Tailândia, considerando a concentração de espécies de morcegos hospedeiras de </span><b>coronavírus semelhantes ao SARS-CoV-2</b><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Esse tipo de iniciativa deve se tornar uma importante ferramenta epidemiológica para monitorar microrganismos com potencial de </span><i><span style="font-weight: 400;">spillover</span></i><span style="font-weight: 400;">. Com o avanço de campos como a </span><span style="font-weight: 400;">metagenômica</span><span style="font-weight: 400;">, será possível identificar patógenos de forma cada vez mais eficiente, associando a </span><b>informação genética</b><span style="font-weight: 400;"> contida no microbioma de animais com sua </span><b>capacidade de causar doenças</b><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<h2>Ambientes hospitalares</h2>
<p><span style="font-weight: 400;">Ao mesmo tempo, outras iniciativas focam na avaliação do microbioma de ambientes mais específicos, como os </span><b>ambientes</b> <b>hospitalares.</b><span style="font-weight: 400;"> O </span><b>aumento da resistência de bactérias a antibióticos</b><span style="font-weight: 400;"> é um grande problema para o setor da saúde. Essa resistência é causada principalmente pelo </span><b>uso indiscriminado dos antibióticos</b><span style="font-weight: 400;">, o que acaba selecionando cepas mais resistentes de bactérias causadoras de doenças. </span><a href="https://www.cnnbrasil.com.br/saude/infeccoes-por-superbacterias-levaram-a-morte-de-12-milhao-de-pessoas-em-2019/#:~:text=A%20publica%C3%A7%C3%A3o%20apontou%20um%20cen%C3%A1rio,infec%C3%A7%C3%B5es%20causadas%20por%20bact%C3%A9rias%20resistentes." target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">Mais de 1 milhão de pessoas morrem</span></a><span style="font-weight: 400;"> por ano devido à resistência bacteriana a antibióticos.</span><span style="font-weight: 400;"><br />
</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Para contribuir com alternativas para esse problema, </span><b>sistemas baseados em microbiomas para monitoramento e sanitização de ambientes hospitalares</b> <a href="https://www.mdpi.com/1422-0067/20/7/1535" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">vêm sendo testados</span></a><span style="font-weight: 400;">. O princípio é o seguinte: um microbioma desequilibrado, em que a presença dos diferentes microrganismos está desregulada, é propício para o surgimento de microrganismos resistentes que causem infecções. Quando se conhece esse desequilíbrio </span><b>a nível mais específico</b><span style="font-weight: 400;">, é possível saber em quais locais há maiores chances de proliferação desses patógenos. Além disso, </span><a href="https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/30001345/" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">produtos de sanitização contendo probióticos</span></a><span style="font-weight: 400;"> já estão sendo desenvolvidos para modular tais microbiomas, dificultando o surgimento de patógenos nesses </span><b>ambientes</b><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<h1><span style="font-weight: 400;">2. Alternativas para lidar com o lixo</span></h1>
<p><span style="font-weight: 400;">A vida moderna e o desenvolvimento da civilização humana trouxeram consigo um grande problema enfrentado hoje: o acúmulo de lixo e resíduos sólidos. Alguns desses resíduos, como é o caso do </span><b>plástico</b><span style="font-weight: 400;">, podem demorar mais de </span><b>400 anos</b><span style="font-weight: 400;"> para se decompor. Outros materiais, como o alumínio, podem demorar até </span><b>500 anos</b><span style="font-weight: 400;">. Soma-se a essa dificuldade o fato de a humanidade produzir, em média, </span><a href="https://brasil.un.org/pt-br/81186-humanidade-produz-mais-de-2-bilhoes-de-toneladas-de-lixo-por-ano-diz-onu-em-dia-mundial" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">2 bilhões de toneladas de lixo por ano</span></a><span style="font-weight: 400;">. Só no Brasil, são </span><a href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/radioagencia-nacional/meio-ambiente/audio/2021-08/80-milhoes-de-toneladas-de-residuos-sao-produzidos-no-pais-cada-ano#:~:text=Publicado%20em%2013%2F08%2F2021,res%C3%ADduos%20produzidos%20a%20cada%20ano." target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">80 milhões de toneladas de resíduos descartados anualmente</span></a><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">No caso dos eletrônicos, o descarte vem crescendo nas últimas décadas, tendo atingido globalmente mais de </span><a href="https://www.tonerbuzz.com/blog/e-waste-facts-statistics/"><span style="font-weight: 400;">53 milhões de toneladas</span></a><span style="font-weight: 400;"> em 2019. Há diversos metais e </span><b>elementos de difícil decomposição nesse tipo de resíduo</b><span style="font-weight: 400;">. A reciclagem de eletrônicos costuma ser feita através de métodos que permitam a extração de metais para composição de outros produtos. Para isso, o lixo eletrônico é aquecido a mais de 1.000ºC ou ácidos são utilizados para sua degradação. Em ambos os casos, há a geração de </span><b>subprodutos prejudiciais ao meio ambiente</b><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">E é por isso que cientistas estão interessados em bactérias que têm a capacidade de produzir </span><a href="https://www.pnas.org/doi/10.1073/pnas.1820329116#sec-1" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">químicos eficientes para quebra de metais como cobre e ouro</span></a><span style="font-weight: 400;">. Esse tipo de processo é denominado “</span><a href="https://www.cietec.org.br/riquezas-a-serem-catalisadas/" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">biolixiviação</span></a><span style="font-weight: 400;">” e já está presente nas atividades de mineração, em que microrganismos são utilizados para </span><b>extrair metais de minérios brutos</b><span style="font-weight: 400;">. Essas tecnologias </span><a href="https://tecnologiammm.com.br/doi/10.4322/2176-1523.1205" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">vêm sendo desenvolvidas nos últimos anos</span></a><span style="font-weight: 400;"> e no futuro podem se traduzir em novas opções para reciclagem do lixo eletrônico de forma mais sustentável, já que não geram subprodutos como os métodos tradicionais de extração.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Com relação aos plásticos, pesquisadores também buscam alternativas a partir de </span><a href="https://www.labiotech.eu/in-depth/bioplastics-2019-feature/" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">enzimas presentes em microrganismos</span></a><span style="font-weight: 400;"> que </span><b>degradam os polímeros</b><span style="font-weight: 400;"> que compõem o material, facilitando sua reciclagem e aumentando a sustentabilidade do processo. O problema, entretanto, é que existem diferentes tipos de plásticos e, para isso, são necessárias </span><a href="https://www.sciencedirect.com/science/article/pii/S2666790821000434#:~:text=Cutinase%2C%20Lipase%20and%20PETase%20(an,et%20al.%2C%201977)." target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">diferentes enzimas com a capacidade de quebrar as cadeias de polímeros</span></a><span style="font-weight: 400;">. Caso essas inovações se concretizem, também será possível </span><a href="https://www.technologyreview.com/2021/10/06/1036571/carbios-enzymes-recycle-plastics-pet/#:~:text=Carbios%20has%20been%20developing%20enzymatic,together%20to%20make%20new%20plastics." target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">reciclar materiais que não podem ser reciclados pelos processos mecânicos</span></a><span style="font-weight: 400;">, como é o caso das roupas de material sintético.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<h1><span style="font-weight: 400;">3. Nova geração de produtos biológicos para a agricultura</span></h1>
<p><span style="font-weight: 400;">Os produtos biológicos – ou bioinsumos – contendo microrganismos não são uma invenção nova. O Brasil, por exemplo, já utiliza bactérias do gênero </span><i><span style="font-weight: 400;">Bradyrhizobium</span></i><span style="font-weight: 400;"> na cultura da soja desde a década de 1970, com o objetivo de favorecer a </span><a href="https://www.embrapa.br/tema-fixacao-biologica-de-nitrogenio" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">fixação biológica de nitrogênio (FBN)</span></a><span style="font-weight: 400;">. Hoje, 79% das plantações brasileiras de soja são tratadas com tais bactérias noduladoras, de acordo com a Associação Nacional dos Produtores e Importadores de Inoculantes (ANPII). Mas o avanço do conhecimento científico sobre os microbiomas, sua diversidade e funções junto às plantas demonstra que ainda existe potencial para </span><b>uma nova geração de produtos biológicos</b><span style="font-weight: 400;">, mais eficiente e que confira vantagens mais complexas a cultivares.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Estudos recentes utilizando técnicas avançadas de </span><a href="https://www.symbiomics.com.br/pt/como-a-ciencia-de-dados-esta-transformando-a-microbiologia/" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">sequenciamento genético e computação</span></a><span style="font-weight: 400;"> têm demonstrado que o microbioma tem </span><b>impacto direto na produtividade vegetal</b><span style="font-weight: 400;">. Bactérias e fungos, por exemplo, são responsáveis por fornecer nutrientes para as plantas (como nitrogênio, fósforo e metais) e auxiliar na obtenção de água. Alguns microrganismos são capazes de produzir substâncias que </span><b>aumentam a tolerância das plantas</b><span style="font-weight: 400;"> frente a condições estressantes como seca, garantindo a manutenção da produtividade mesmo em condições desfavoráveis. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Quando consideramos questões como as </span><b>mudanças climáticas</b><span style="font-weight: 400;">, os microbiomas escondem um enorme potencial ao oferecer soluções que já existem na natureza para tornar as culturas mais tolerantes a estresses ambientais como seca, calor, entre outros. Para desvendar esse </span><b>tesouro genético</b><span style="font-weight: 400;">, </span><a href="https://www.embrapa.br/busca-de-noticias/-/noticia/54173860/novos-microrganismos-de-interesse-economico-sao-encontrados-em-rios-amazonicos" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">a ciência está buscando nos biomas naturais</span></a><span style="font-weight: 400;"> microrganismos desconhecidos, seus genes e moléculas que possam ser a base de </span><b>novos produtos biológicos</b><span style="font-weight: 400;"> no futuro.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Há ainda os microrganismos que produzem moléculas que auxiliam na </span><b>defesa contra patógenos e pragas</b><span style="font-weight: 400;">, podendo ser utilizados em substituição aos químicos comumente aplicados na lavoura. Nesse sentido, tecnologias baseadas em microbioma podem ser usadas para </span><a href="https://www.symbiomics.com.br/pt/produtos-biologicos-podem-ajudar-o-pais-a-diminuir-a-dependencia-de-fertilizantes-quimicos/" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">diminuir o uso de fertilizantes e defensivos</span></a><span style="font-weight: 400;">. Considerando a toxicidade no excesso de uso de agroquímicos para a </span><a href="https://summitagro.estadao.com.br/saude-no-campo/agrotoxicos-da-agricultura-moderna-e-seus-impactos-no-meio-ambiente/" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">saúde ambiental</span></a><span style="font-weight: 400;"> e humana, esse talvez seja um dos grandes potenciais de produtos biológicos para promover a sustentabilidade na agricultura.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<h1><span style="font-weight: 400;">Principais referências</span></h1>
<p><span style="font-weight: 400;">Caselli, E.; Brusaferro, S.; Coccagna, M.; Arnoldo, L.; Berloco, F.; Antonioli, P.; Tarricone, R.; Pelissero, G.; Nola, S.; La Fauci, V.; Conte, A.; Tognon, L.; Villone, G.; Trua, N.; Mazzacane, S. Reducing healthcare-associated infections incidence by a probiotic-based sanitation system: A multicentre, prospective, intervention study. <em>PLoS One</em>. (2018). <a href="https://doi.org/10.1371/journal.pone.0199616" target="_blank" rel="noopener">https://doi.org/10.1371/journal.pone.0199616</a></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">D’Accolti, M.; Soffritti, I.; Mazzacane, S.; Caselli, E. Fighting AMR in the healthcare environment: Microbiome-based sanitation approaches and monitoring tools. </span><i><span style="font-weight: 400;">Int. J. Mol. Sci.</span></i><span style="font-weight: 400;"> (2019). <a href="https://doi.org/10.3390/ijms20071535" target="_blank" rel="noopener">https://doi.org/10.3390/ijms20071535</a></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Muylaert, R. L.; Kingston T.; Luo, J.; Vancine, M. H.; Galli, N.; Carlson, C. J., John, S.; Rulli, M. C.; Hayman D. T. S. Present and future distribution of bat hosts of sarbecoviruses: Implications for conservation and public health. </span><i><span style="font-weight: 400;">Proc. R. Soc. B.</span></i><span style="font-weight: 400;"> (2022). <a href="http://doi.org/10.1098/rspb.2022.0397" target="_blank" rel="noopener">http://doi.org/10.1098/rspb.2022.0397</a></span></p><p>The post <a href="https://www.symbiomics.com.br/pt/inovacao-em-microbioma-3-oportunidades-para-o-futuro/">Inovação em microbioma: 3 oportunidades para o futuro</a> first appeared on <a href="https://www.symbiomics.com.br">SYMBIOMICS</a>.</p>]]></content:encoded>
					
		
		
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		<title>Como a ciência de dados está transformando a microbiologia</title>
		<link>https://www.symbiomics.com.br/pt/como-a-ciencia-de-dados-esta-transformando-a-microbiologia/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Symbiomics Team]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 12 May 2022 18:38:49 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Blog]]></category>
		<category><![CDATA[bioinformática]]></category>
		<category><![CDATA[ciência de dados]]></category>
		<category><![CDATA[microbiologia]]></category>
		<category><![CDATA[microbioma]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Ciência de dados, biologia computacional, bioinformática: já faz alguns anos que a Biologia anda de mãos dadas com a geração [&#8230;]</p>
<p>The post <a href="https://www.symbiomics.com.br/pt/como-a-ciencia-de-dados-esta-transformando-a-microbiologia/">Como a ciência de dados está transformando a microbiologia</a> first appeared on <a href="https://www.symbiomics.com.br">SYMBIOMICS</a>.</p>]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><b>Ciência de dados, biologia computacional, bioinformática</b><span style="font-weight: 400;">: já faz alguns anos que a Biologia anda de mãos dadas com a geração e análise de grandes volumes de dados. Cada vez mais a ciência entende o código genético como algo a ser digitalmente processado e esse avanço tem gerado novos caminhos e entendimentos sobre o impacto do DNA nas características e papéis dos seres vivos frente aos ecossistemas.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">No caso do <a href="https://www.symbiomics.com.br/pt/afinal-o-que-e-o-microbioma/" target="_blank" rel="noopener">microbioma</a>, vem crescendo a visão sobre seu </span><a href="https://www.sciencedirect.com/science/article/pii/S095816692100149X?via%3Dihub" target="_blank" rel="noopener"><b>caráter sistêmico</b></a><span style="font-weight: 400;">, em que microrganismos estão integrados entre si e a hospedeiros e ambientes, em um emaranhado genético resultante da coevolução e dependência para sobrevivência. Essa perspectiva também tem impulsionado o desenvolvimento de produtos biológicos que consideram a complexidade dos </span><b>microbiomas</b><span style="font-weight: 400;"> e seu potencial para originar novas e inovadoras tecnologias para a </span><b>agricultura</b><span style="font-weight: 400;"> e </span><b>medicina</b><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Para entender melhor sobre as transformações pelas quais a Microbiologia tem passado nos últimos anos, <strong>Crhisllane Vasconcelos</strong>, </span><a href="https://www.symbiomics.com.br/pt/equipe/" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">Lead Data Scientist da Symbiomics</span></a><span style="font-weight: 400;">, respondeu a algumas perguntas sobre como a genômica, a bioinformática e a análise de dados estão transformando o que entendemos sobre os microrganismos e suas aplicações biotecnológicas.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<h2></h2>
<h5><b>A visão sobre a microbiologia mudou muito nos últimos anos. O que a genômica tem a ver com isso?</b></h5>
<p><span style="font-weight: 400;">Os pioneiros da microbiologia utilizavam fontes de nutrientes sólidas para isolar e identificar os microrganismos. Essa é uma frase bonita para dizer que </span><a href="https://www.melbecmicrobiology.co.uk/2018/09/26/304/" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">tudo começou</span></a><span style="font-weight: 400;"> com cultivo de bactérias em fatias de batatas ou gelatinas, o que permite visualizar e contar colônias desses organismos. Essas técnicas de isolamento foram aprimoradas e são utilizadas até hoje na microbiologia. Por quase 300 anos, o estudo dos microrganismos foi realizado através de características morfológicas e da seleção de alguns perfis bioquímicos, algo que só mudou com o surgimento dos <a href="https://www.symbiomics.com.br/pt/o-que-sao-as-ciencias-omicas/">estudos genômicos</a>. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Nos últimos 20 anos, a utilização de técnicas genômicas levou à identificação de uma diversidade microbiana até então desconhecida, e os avanços dessas técnicas têm permitido, ainda, mapear variações metabólicas entre cepas bacterianas. Isso é, hoje temos não só o genoma completo de uma ampla diversidade de microrganismos, como também podemos <strong>correlacionar mudanças na expressão dos genes a ambientes diferentes</strong>.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<h2></h2>
<h5><b>Quais novas aplicações biotecnológicas já existem a partir dessas mudanças?</b></h5>
<p><span style="font-weight: 400;">As aplicações são múltiplas e em diversas áreas. A utilização das tecnologias genômicas nos laboratórios de microbiologia médica, por exemplo, permite a detecção de microrganismos não cultiváveis, o rastreamento de mutações em genomas de microorganismos resistentes a antibióticos, além do rápido </span><a href="https://www.cnnbrasil.com.br/saude/estudo-aponta-probabilidade-de-surgimento-de-variantes-mais-nocivas-do-coronavirus/" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">monitoramento de linhagens virais</span></a><span style="font-weight: 400;"> e suas mutações durante períodos de pandemia, algo que temos vivenciado nos últimos anos.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Indo além dos laboratórios médicos, o impacto da genômica na microbiologia é tão amplo que permite desde a identificação de genes presentes em comunidades microbianas associadas a plantas – para a busca de microrganismos que </span><a href="https://www.symbiomics.com.br/pt/produtos-biologicos-podem-ajudar-o-pais-a-diminuir-a-dependencia-de-fertilizantes-quimicos/" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">auxiliam as plantas na tolerância ao estresse hídrico</span></a><span style="font-weight: 400;">, por exemplo – até a avaliação do impacto de fatores espaciais – como gravidade, radiação, perturbação circadiana e pressão atmosférica – em plantas e microrganismos submetidos a voos espaciais.  </span></p>
<p>&nbsp;</p>
<h2></h2>
<h5><b>Dizem que o avanço da ciência da computação é exponencial. Agora que biologia e ciência de dados estão se desenvolvendo juntas, dá para prever o que vem por aí?</b></h5>
<p><span style="font-weight: 400;">Em 2000 foi publicado um </span><a href="https://www.science.org/content/article/future-bioinformatics" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">artigo na revista Science</span></a><span style="font-weight: 400;"> sobre o </span><b>futuro da bioinformática</b><span style="font-weight: 400;">, e nele é possível ler a seguinte frase: “Qualquer um que faça qualquer biologia molecular certamente precisará fazer bioinformática”. E é basicamente isso que vivemos hoje, 22 anos depois. Atualmente, para se trabalhar com biologia molecular, é necessário um mínimo de conhecimento em bioinformática e ciência de dados.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Para o futuro vejo algo análogo a isso, integrando as ferramentas de aprendizagem de máquina, algo que no artigo de 2000 não era nem pensado. Qualquer um que venha a trabalhar com biologia molecular deverá ter um mínimo de conhecimento sobre inteligência artificial. Isso porque provavelmente teremos abordagens similares ao </span><a href="https://revistagalileu.globo.com/Tecnologia/noticia/2020/11/inteligencia-artificial-do-google-resolve-um-dos-maiores-desafios-da-ciencia.html" target="_blank" rel="noopener"><b>AlphaFold</b></a><span style="font-weight: 400;">, por exemplo, o programa de inteligência artificial desenvolvido pela Google, para previsões da estrutura de proteínas, direcionadas para diversas áreas, incluindo as áreas clínicas. Ou seja, daqui em diante, serão cada vez mais comuns </span><b>ferramentas que se utilizam da inteligência artificial</b><span style="font-weight: 400;">, sendo capazes de mudar e impactar determinados setores, como o AlphaFold impactou a predição de estrutura de proteínas.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<h2></h2>
<h5><b>As universidades e instituições de pesquisa brasileiras estão acompanhando essas mudanças?</b></h5>
<p><span style="font-weight: 400;">Para se ter uma ideia, </span><a href="https://academic.oup.com/bioinformatics/article/36/9/2963/5780280" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">o Brasil ficou entre os 30 países</span></a><span style="font-weight: 400;"> de maior impacto e qualidade nas publicações de bioinformática, ocupando a 26ª posição, em um levantamento realizado em 2020. Esse estudo considerou a relevância de trabalhos científicos na área com base no número de publicações e também de suas citações. Não é uma boa colocação, mas não é das piores. </span></p>
<p>&nbsp;</p>
<h2></h2>
<h5><b>Metagenômica e transcriptômica são o que há de mais avançado em ciência envolvendo estudos em microbioma? Quais novas ferramentas e conhecimentos estão emergindo e o que possibilitam?</b></h5>
<p><span style="font-weight: 400;">O termo </span><b>metagenoma</b><span style="font-weight: 400;"> foi utilizado pela primeira vez em 1998 referindo-se ao conjunto de genomas de bactérias e fungos em amostras ambientais. O estudo dos metagenomas permite descrever apenas a presença de microorganismos e de seus genes, faltando o acesso a uma informação crucial, sobre a expressão de seus genes. Assim, para extrair </span><i><span style="font-weight: 400;">insights</span></i><span style="font-weight: 400;"> mais profundos sobre o comportamento de uma determinada comunidade microbiana – frente a variações ambientais, por exemplo – é necessário utilizar a </span><b>metatranscriptômica</b><span style="font-weight: 400;">, que se refere ao estudo do conjunto dos transcritos expressos por essa comunidade.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">No entanto, o que temos de ainda mais avançado hoje é a </span><a href="https://www.frontiersin.org/articles/10.3389/fgene.2020.610798/full" target="_blank" rel="noopener"><b>união das áreas “ômicas”</b></a><span style="font-weight: 400;">. Isso envolve, por exemplo: a integração da metagenômica com dados genéticos dos microrganismos em um determinado ambiente, da metatranscriptômica com dados de expressão de transcritos em uma comunidade microbiana a nível de RNA, a metaproteômica caracterizando essa expressão gênica a nível de proteína, e a metabolômica identificando o resultado dos processos metabólicos. A ligação de todas essas áreas permitirá uma compreensão maior acerca do</span><b> real comportamento de uma comunidade microbiana em um ambiente</b><span style="font-weight: 400;">.</span></p><p>The post <a href="https://www.symbiomics.com.br/pt/como-a-ciencia-de-dados-esta-transformando-a-microbiologia/">Como a ciência de dados está transformando a microbiologia</a> first appeared on <a href="https://www.symbiomics.com.br">SYMBIOMICS</a>.</p>]]></content:encoded>
					
		
		
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		<title>Afinal, o que é o microbioma?</title>
		<link>https://www.symbiomics.com.br/pt/afinal-o-que-e-o-microbioma/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Symbiomics Team]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 08 Apr 2022 20:58:31 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Blog]]></category>
		<category><![CDATA[agricultura sustentável]]></category>
		<category><![CDATA[genômica]]></category>
		<category><![CDATA[microbioma]]></category>
		<category><![CDATA[mudanças climáticas]]></category>
		<category><![CDATA[sustentabilidade]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O microbioma é o conjunto de microrganismos, como bactérias, fungos, vírus, protozoários, entre outros, e as atividades que desempenham em [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-weight: 400;"><strong>O microbioma é o conjunto de microrganismos</strong>, como bactérias, fungos, vírus, protozoários, entre outros, e as atividades que desempenham em um ecossistema ou organismo.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">As plantas, por exemplo, são colonizadas por milhares desses seres invisíveis a olho nu, que participam de diversas funções importantes para sobrevivência vegetal, como:</span></p>
<ul>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Fornecimento de nutrientes, como nitrogênio, fósforo e potássio (NPK);</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Auxílio na obtenção de água;</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Aumento de tolerância a estresses ambientais como seca, calor, excesso de água, entre outros;</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Defesa contra pragas e doenças.</span></li>
</ul>
<p><span style="font-weight: 400;">Hoje, tecnologias baseadas em atividades microbianas como essas já existem no mercado de insumos agrícolas como </span><b>produtos biológicos</b><span style="font-weight: 400;">, coquetéis de microrganismos capazes de conferir alguma vantagem ao desenvolvimento vegetal. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Entre eles, estão os </span><b>defensivos biológicos</b><span style="font-weight: 400;">, capazes de proteger a planta de pragas, e os </span><b>bioestimulantes</b><span style="font-weight: 400;"> ou </span><b>biofertilizantes</b><span style="font-weight: 400;">, que cumprem o papel de melhorar a produtividade vegetal, </span><a href="https://www.symbiomics.com.br/pt/produtos-biologicos-podem-ajudar-o-pais-a-diminuir-a-dependencia-de-fertilizantes-quimicos/" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">ajudar na absorção de nutrientes pelas plantas ou na biodisponibilização de minerais presentes no solo</span></a><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<h2><b>Microbioma X Microbiota</b></h2>
<p><span style="font-weight: 400;">O conceito de microbioma vem sendo consolidado apenas recentemente. Até então, o termo “</span><b>microbiota</b><span style="font-weight: 400;">” era o mais comum, e utilizado para descrever determinadas comunidades microbianas presentes em um ambiente ou hospedeiro (como a microbiota intestinal em seres humanos, por exemplo). Hoje, pesquisadores defendem o uso do termo “</span><b>microbioma</b><span style="font-weight: 400;">” como parte deste vocabulário descritivo para refletir de forma mais acurada os recentes avanços científicos na área englobando, nesta definição, </span><b>características</b><span style="font-weight: 400;">, </span><b>funções</b><span style="font-weight: 400;"> e </span><b>genomas</b><span style="font-weight: 400;"> dos microrganismos.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Nesse sentido, o microbioma inclui não apenas a totalidade de microrganismos presentes em um ambiente ou hospedeiro, mas também seu “teatro de atividade”, que nada mais é que todo repertório de funções e de moléculas produzidas pelos microrganismos, como metabólitos e ácidos nucleicos. Já a microbiota compreende apenas os microrganismos que fazem parte do microbioma.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Quando falamos em microbioma humano, hoje sabemos que todo o corpo é colonizado por microrganismos que formam uma importante linha de defesa contra patógenos e garantem o bom funcionamento do organismo. Recentemente, diversas pesquisas têm descoberto que a disbiose (ou desequilíbrio) da </span><b>microbiota humana intestinal</b><span style="font-weight: 400;">, por exemplo, está relacionada uma maior suscetibilidade de doenças, como:</span></p>
<ul>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Doenças cardiovasculares;</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><a href="https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/31391921/" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">Diabetes tipo 2</span></a><span style="font-weight: 400;">;</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Síndromes metabólicas;</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><a href="https://doi.org/10.1016/S1474-4422(19)30356-4" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">Alzheimer</span></a><span style="font-weight: 400;">;</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Parkinson;</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Esclerose múltipla;</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Doenças autoimunes.</span></li>
</ul>
<p><span style="font-weight: 400;">Esses exemplos demonstram que a ciência compreende, cada vez mais, que os microrganismos que habitam nosso corpo estão associados a uma infinidade de funções e são importantes promotores da </span><b>homeostase</b><span style="font-weight: 400;">. Isso é verdadeiro também para as plantas, conhecimento que está gerando uma onda de inovação biotecnológica principalmente na agricultura, como veremos a seguir.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<h2><b>Microbioma na agricultura: terreno fértil para inovação frente às mudanças climáticas</b></h2>
<p><span style="font-weight: 400;">A agricultura lida hoje com um conjunto de desafios que ameaçam sua produtividade, como </span><a href="https://g1.globo.com/meio-ambiente/noticia/2022/02/28/novo-relatorio-do-ipcc.ghtml" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">as mudanças climáticas e a maior recorrência de eventos extremos</span></a><span style="font-weight: 400;">, como chuva e calor. No Brasil, fenômenos como secas mais intensas, alterações no regime de chuvas e aumento das temperaturas </span><a href="https://summitagro.estadao.com.br/sustentabilidade/mudancas-climaticas-centro-oeste-ja-perdeu-28-das-areas-agricolas/#:~:text=A%20partir%20de%202012%2C%20os,chegar%20a%2074%25%20em%202060." target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">já assolam as lavouras</span></a><span style="font-weight: 400;"> e são atribuídos pela ciência à crise climática. </span><b>Este é um problema real e que demanda adaptação global</b><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Além disso, a derrubada de florestas e o uso extensivo da terra e fertilizantes são os principais fatores que contribuem para </span><a href="https://www.udop.com.br/noticia/2021/10/28/brasil-e-4-no-mundo-em-ranking-de-emissao-de-gases-poluentes-desde-1850.html" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">a emissão de gases de efeito estufa no Brasil</span></a><span style="font-weight: 400;">. Assim, há muito a ser transformado na maneira como encaramos e conduzimos a agricultura, tanto em uma perspectiva de mitigação dos efeitos causados pelas mudanças no clima, como de adaptação das lavouras aos mesmos.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A inovação biotecnológica é um dos caminhos mais promissores para tornar a agricultura mais sustentável e também ajudar a adaptação das lavouras aos estresses ambientais que acarretam perda de produtividade vegetal. E é aí que chegamos às tecnologias baseadas em microbioma.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Os produtos biológicos contendo microrganismos não são novos. No Brasil, os inoculantes contendo bactérias do gênero</span><i><span style="font-weight: 400;"> Bradyrhizobium</span></i><span style="font-weight: 400;">, que contribuem com a fixação biológica de nitrogênio (FBN) em leguminosas como a soja, são produtos altamente disseminados desde a década de 1970. Para se ter uma ideia, na safra de 2019/2020, 79% da área de soja plantada nacionalmente foi tratada (inoculada)  com produtos à base de </span><i><span style="font-weight: 400;">Bradyrhizobium</span></i><span style="font-weight: 400;">, de acordo com dados da Associação Nacional de Produtores e Importadores de Inoculantes (ANPII).</span></p>
<figure id="attachment_10087" aria-describedby="caption-attachment-10087" style="width: 1024px" class="wp-caption aligncenter"><img fetchpriority="high" decoding="async" class="wp-image-10087 size-large" src="https://www.symbiomics.com.br/wp-content/uploads/2022/04/O-que-e-o-microbioma-1-1024x576.png" alt="" width="1024" height="576" srcset="https://www.symbiomics.com.br/wp-content/uploads/2022/04/O-que-e-o-microbioma-1-1024x576.png 1024w, https://www.symbiomics.com.br/wp-content/uploads/2022/04/O-que-e-o-microbioma-1-300x169.png 300w, https://www.symbiomics.com.br/wp-content/uploads/2022/04/O-que-e-o-microbioma-1-768x432.png 768w, https://www.symbiomics.com.br/wp-content/uploads/2022/04/O-que-e-o-microbioma-1-1536x864.png 1536w, https://www.symbiomics.com.br/wp-content/uploads/2022/04/O-que-e-o-microbioma-1.png 1920w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /><figcaption id="caption-attachment-10087" class="wp-caption-text">Os inoculantes para fixação biológica de nitrogênio (FBN) são amplamente utilizados na agricultura brasileira, em especial na cultura da soja, com uma taxa de adoção de quase 80%.</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">O que tem mudado na última década é o entendimento da ciência sobre o microbioma e o surgimento de novas e mais eficientes ferramentas para investigá-lo. A </span><a href="https://www.symbiomics.com.br/pt/o-que-sao-as-ciencias-omicas/" target="_blank" rel="noopener"><b>genômica</b><span style="font-weight: 400;">,</span><b> metagenômica </b></a><span style="font-weight: 400;">(análise do conjunto de genomas de uma comunidade microbiana) e a </span><b>ciência de dados</b><span style="font-weight: 400;"> (</span><i><span style="font-weight: 400;">data science</span></i><span style="font-weight: 400;">) possibilitam hoje uma compreensão mais aprofundada do funcionamento holístico dos microrganismos colonizadores de um hospedeiro, como é o caso das plantas. Essa interação resulta em uma grande diversidade de resultados positivos: da indução de tolerância à seca, passando pelo aumento de biomassa e mitigação dos eventos de inundações.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">E isso tudo acontece à nossa volta, até mesmo nos </span><b>ambientes mais inóspitos</b><span style="font-weight: 400;">. Graças à seleção natural e à coevolução dos microrganismos junto aos seres mais complexos, o microbioma é parte essencial da sobrevivência de espécies de plantas nativas em ambientes estressantes, por exemplo.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Uma </span><a href="https://doi.org/10.1073/pnas.2101177118" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">pesquisa</span></a><span style="font-weight: 400;"> conduzida ao longo de 10 anos no deserto do Atacama, no Chile – notório pela seca e intensa escassez de nutrientes no solo – mapeou o genoma de diversas bactérias que colonizam as espécies vegetais endêmicas. O estudo revelou que as bactérias encontradas estão associadas a diversas características necessárias à sobrevivência das plantas em condições estressantes, como </span><b>tolerância à seca</b><span style="font-weight: 400;">, </span><b>fixação de nitrogênio</b><span style="font-weight: 400;"> e </span><b>estímulo da produção de hormônios vegetais</b><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Diversas instituições de pesquisa e empresas – </span><a href="https://www.symbiomics.com.br/pt/tecnologia/" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">como é o caso da Symbiomics</span></a><span style="font-weight: 400;"> – investigam as </span><b>relações planta–microbioma que ocorrem na natureza</b><span style="font-weight: 400;"> para desenvolver uma nova geração de produtos biológicos que conferem vantagens às culturas agrícolas. Essas tecnologias têm grande potencial não apenas para garantir a produtividade agrícola frente os estresses causados pelas mudanças climáticas, mas também para contribuir com soluções inovadoras – como a aplicação de microrganismos robustos e eficientes no </span><b>sequestro de carbono</b><span style="font-weight: 400;"> presente na atmosfera.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<h1><span style="font-weight: 400;">Principais referências</span></h1>
<p><span style="font-weight: 400;">Berg, G.; Rybakova, D.; Fischer, D. Microbiome definition re-visited: old concepts and new challenges. <em>Microbiome</em> (2020). <a href="https://doi.org/10.1186/s40168-020-00875-0" target="_blank" rel="noopener">https://doi.org/10.1186/s40168-020-00875-0</a></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Eshel, G.; Araus, V.; Undurraga, S.; Soto, D. C.; Moraga, C.; Montecinos, A.; <em>et al</em>. . Plant ecological genomics at the limits of life in the Atacama Desert. <em>Proc. Natl. Acad. Sci. U. S. A.</em> (2021). </span><a href="https://doi.org/10.1073/pnas.2101177118" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">https://doi.org/10.1073/pnas.2101177118</span></a></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Cryan, J. F.; O&#8217;Riordan K. J.; Sandhu, K.; Peterson, V.; Dinan, T. G. The gut microbiome in neurological disorders. </span><span style="font-weight: 400;"><em>The Lancet Neurology</em> (2019). </span><a href="https://doi.org/10.1016/S1474-4422(19)30356-4"><span style="font-weight: 400;">https://doi.org/10.1016/S1474-4422(19)30356-4</span></a></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Armanhi, J. S. L.;  Souza, R. S. C.; Biazotti B. B.;  Yassitepe, J. </span>E. C. T.; Arruda, P. Modulating drought stress response of maize by a synthetic bacterial community. <em>Frontiers in Microbiology</em>. (2021)  <a href="https://doi.org/10.3389/fmicb.2021.747541" target="_blank" rel="noopener">https://doi.org/10.3389/fmicb.2021.747541</a></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Muscogiuri, G.; Cantone, E.; Cassarano, S. Gut microbiota: a new path to treat obesity. <em>Int J Obes Supp</em> (2019). <a href="https://doi.org/10.1038/s41367-019-0011-7" target="_blank" rel="noopener">https://doi.org/10.1038/s41367-019-0011-7</a></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Zheng, D.; Liwinski, T.; Elinav, E. Interaction between microbiota and immunity in health and disease. <em>Cell Res.</em> (2020). </span><a href="https://doi.org/10.1038/s41422-020-0332-7" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">https://doi.org/10.1038/s41422-020-0332-7</span></a></p><p>The post <a href="https://www.symbiomics.com.br/pt/afinal-o-que-e-o-microbioma/">Afinal, o que é o microbioma?</a> first appeared on <a href="https://www.symbiomics.com.br">SYMBIOMICS</a>.</p>]]></content:encoded>
					
		
		
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