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	<title>sustentabilidade - SYMBIOMICS</title>
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	<description>Microbes for a sustainable agriculture</description>
	<lastBuildDate>Wed, 17 Aug 2022 19:07:24 +0000</lastBuildDate>
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	<title>sustentabilidade - SYMBIOMICS</title>
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		<title>Soluções Baseadas na Natureza: definições e práticas</title>
		<link>https://www.symbiomics.com.br/pt/solucoes-baseadas-na-natureza-definicoes-e-praticas/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Symbiomics Team]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 15 Aug 2022 12:07:20 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Blog]]></category>
		<category><![CDATA[inovação]]></category>
		<category><![CDATA[mudanças climáticas]]></category>
		<category><![CDATA[soluções baseadas na natureza]]></category>
		<category><![CDATA[sustentabilidade]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Você sabe o que são as Soluções Baseadas na Natureza (SBN)? O conceito guarda-chuva foi criado pela União Internacional para [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-weight: 400;">Você sabe o que são as </span><b>Soluções Baseadas na Natureza (SBN)</b><span style="font-weight: 400;">? O conceito guarda-chuva foi criado pela </span><a href="https://www.iucn.org/our-work/nature-based-solutions#:~:text=About%20Nature%2Dbased%20Solutions,simultaneously%20benefiting%20people%20and%20nature" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">União Internacional para a Conservação da Natureza (UICN)</span></a><span style="font-weight: 400;"> e se refere às ações e tecnologias para manejar de forma sustentável, proteger e restaurar ecossistemas afetados por atividades humanas. Essas soluções têm potencial para beneficiar a sociedade e a natureza ao mesmo tempo. Por isso, são apontadas como um caminho para lidar com problemas globais associados à </span><b>degradação ambiental</b><span style="font-weight: 400;"> e </span><b>emissão de gases de efeito estufa</b><span style="font-weight: 400;"> (GEEs).</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">As Soluções Baseadas na Natureza (SBN, ou NBS, do inglês </span><i><span style="font-weight: 400;">Nature-Based Solutions</span></i><span style="font-weight: 400;">) são aplicadas tanto no </span><b>campo</b><span style="font-weight: 400;"> como na </span><b>cidade</b><span style="font-weight: 400;"> e são benéficas para a </span><b>biodiversidade</b><span style="font-weight: 400;">, assim como para </span><b>atividades econômicas</b><span style="font-weight: 400;"> e </span><b>produtivas</b><span style="font-weight: 400;">. Recentemente, esse tipo de solução tem sido adotada pela indústria como resposta à demanda por mais sustentabilidade, considerando a resolução de problemas enfrentados no âmbito das </span><a href="https://americadosul.iclei.org/as-solucoes-baseadas-na-natureza-sbn-como-alternativa-para-o-planejamento-urbano/" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">cidades</span></a><span style="font-weight: 400;">, indústria, agricultura, entre outros. Nesse sentido, as SBN abrangem, por exemplo, abordagens restaurativas do meio ambiente a fim de proteger regiões de eventos climáticos extremos.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">São alguns exemplos de Soluções Baseadas na Natureza:</span></p>
<ul>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Reuso de água no contexto doméstico ou industrial;</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Conservação de mata nativa para evitar erosão de regiões habitadas;</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Restauração de ecossistemas e preservação de parques ecológicos para melhora de microclima das cidades;</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Áreas verdes para aumentar permeabilidade das cidades e evitar alagamentos;</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Conservação da biodiversidade em reservas e habitats naturais para diminuir contato de vetores de doenças com seres humanos;</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Tecnologias que mimetizam ou são baseadas em processos naturais a partir do estudo da biodiversidade e sua evolução.</span></li>
</ul>
<p><span style="font-weight: 400;">Em suma, as Soluções Baseadas na Natureza fazem a </span><b>conexão entre meio ambiente e comunidades</b><span style="font-weight: 400;">, resolvendo problemas com soluções que se inspiram em processos que já ocorrem. Muitas dessas abordagens também são eficientes em termos de custos, uma vez que já existem previamente na natureza e são redirecionadas para solução de problemas socioeconômicos.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Esse uso dos processos naturais para resolução de problemas sociais é apontado por organizações internacionais como uma das alternativas para lidar com questões globais, </span><a href="https://www.worldwildlife.org/stories/what-are-nature-based-solutions-and-how-can-they-help-us-address-the-climate-crisis#:~:text=Nature%2Dbased%20solutions%20are%20based,or%20providing%20increased%20food%20security"><span style="font-weight: 400;">como as mudanças climáticas</span></a><span style="font-weight: 400;">, aumentando a sustentabilidade de diferentes atividades produtivas.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<h1><span style="font-weight: 400;">Soluções Baseadas na Natureza contra a crise climática no contexto da ONU</span></h1>
<p><span style="font-weight: 400;">A noção de que a preservação e o equilíbrio dos ecossistemas pode trazer grandes benefícios à sociedade é um dos pilares das SBN. Pensando nisso, o termo ganhou destaque institucional na </span><b>26ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (COP26)</b><span style="font-weight: 400;">, ocorrida em 2019. As SBN foram apontadas pela Cúpula do Clima como </span><b>uma das nove estratégias prioritárias</b><span style="font-weight: 400;"> para enfrentamento das mudanças climáticas.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em </span><a href="https://wedocs.unep.org/xmlui/handle/20.500.11822/29705?show=full" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">manifesto</span></a><span style="font-weight: 400;"> produzido como parte das discussões durante a COP26, a ONU classificou as SBN como “</span><b>um componente essencial do esforço mundial para alcançar as metas do Acordo de Paris</b><span style="font-weight: 400;">” e conclamaram as nações a “ampliar as SBN para mitigação, resiliência e adaptação em áreas-chave, garantindo a subsistência das populações em face das ameaças climáticas”. Entre as áreas apontadas pelo documento estão infraestrutura, desenvolvimento sustentável, restauração ambiental e agricultura.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Apesar da crescente importância do conceito no âmbito da mitigação e adaptação aos efeitos causados pela crise climática, ainda há muito espaço para implementação das SBN por governos e empresas. O </span><a href="https://www.unep.org/pt-br/resources/relatorio-sobre-lacuna-de-adaptacao-2020" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">Relatório sobre a Lacuna de Adaptação</span></a><span style="font-weight: 400;">, lançado em 2020 pelo Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA), indicou que para que as SBN alcancem seu potencial como parte dos esforços para cumprimento do Acordo de Paris, ações mais enérgicas para além de planos e documentos precisam ser tomadas. Isso inclui maior investimento e estímulo à inovação em diferentes áreas como uma das ferramentas para atingir os Objetivos de Desenvolvimentos Sustentável (ODS).</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<h1><span style="font-weight: 400;">As lições da natureza para uma agricultura mais sustentável (e produtiva)</span></h1>
<p><span style="font-weight: 400;">Quando se fala em Soluções Baseadas na Natureza no contexto da agricultura, temos um triplo benefício:</span></p>
<ul>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Conservação da biodiversidade e dos ecossistemas;</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Sequestro de carbono e diminuição do impacto ambiental das atividades agrícolas;</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Melhora da qualidade de vida e saúde de agricultores e da resiliência das culturas.</span></li>
</ul>
<p><span style="font-weight: 400;">Nesse sentido, agricultores têm tirado lições da natureza para exercer um cultivo mais sustentável e que não crie mais problemas para a agricultura no futuro, além de melhorar a produtividade ou evitar perdas em diferentes contextos. Um </span><a href="https://www.frontiersin.org/articles/10.3389/fenvs.2021.678367/full"><span style="font-weight: 400;">trabalho publicado</span></a><span style="font-weight: 400;"> na revista científica Frontiers in Environmental Science mapeou, através de uma revisão de mais de 180 outros trabalhos científicos publicados, as principais funções exercidas pelas SBN na agricultura atualmente ou que são foco de pesquisas científicas para futura aplicação. Confira cinco delas a seguir.</span></p>
<h3><span style="font-weight: 400;">1. Práticas sustentáveis</span></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Agricultores que fazem uso de formas de manejo como agricultura regenerativa, agricultura de conservação ou agrofloresta. Na prática, os agricultores utilizam o próprio ecossistema presente, incluindo animais, plantas e microrganismos, além de seus </span><b>serviços ecossistêmicos</b><span style="font-weight: 400;">. Essas práticas incluem a rotação de culturas e o uso da biodiversidade nativa para enriquecer a terra com matéria orgânica e nutrientes.</span></p>
<h3><span style="font-weight: 400;">2. Infraestrutura verde</span></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Uso de determinadas espécies de vegetação, principalmente aquelas com tendência à formação de uma estrutura complexa de raízes, para estabilização de terrenos irregulares e evitar deslizamentos de terra, o que acarretaria em perdas de produtividade. Os autores do estudo apontaram que esse tipo de SBN indica uma perspectiva de “</span><b>design de novos ecossistemas agrícolas</b><span style="font-weight: 400;">”, utilizando recursos naturais para moldar o ambiente em favor da natureza, assim como da produção agropecuária.</span></p>
<h3><span style="font-weight: 400;">3. Fitorremediação</span></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Ao longo de sua evolução, as plantas encontraram sua própria maneira de restaurar ecossistemas. E é esse aspecto que é explorado em iniciativas de fitorremediação. Algumas dessas iniciativas e estudos utilizam determinadas espécies para dessalinizar solos, recuperar outros contaminados com excesso de pesticidas e até mesmo </span><a href="https://www.mdpi.com/1660-4601/18/5/2435" target="_blank" rel="noopener"><b>extrair metais pesados</b></a><span style="font-weight: 400;">, como o mercúrio, de ambientes contaminados. No futuro, essas características podem ser potencializadas pela ciência para aprofundar o uso da fitorremediação como recurso para restauração de ecossistemas, beneficiando a agricultura assim como a natureza.</span></p>
<h3><span style="font-weight: 400;">4. Biorremediação</span></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Além das plantas, os microrganismos também têm grande importância na descontaminação e restauração de ecossistemas. De acordo com a pesquisa, esse tipo de abordagem tem sido alvo de diversas patentes depositadas, o que indica uma </span><a href="https://www.symbiomics.com.br/pt/inovacao-em-microbioma-3-oportunidades-para-o-futuro/" target="_blank" rel="noopener"><b>tendência de inovação</b></a><span style="font-weight: 400;"> por empresas e instituições de pesquisa. Mais especificamente, microrganismos como bactérias, algas, fungos e suas enzimas estão se tornando uma aposta como insumo para desenvolvimento de tecnologias capazes de remover poluentes – como alguns agroquímicos – de solos e rios.</span></p>
<h3><span style="font-weight: 400;">5. Conservação da biodiversidade e mitigação das mudanças climáticas</span></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Como uma atividade altamente dependente do contexto natural – como clima, solo, vegetação e condições bioquímicas – a agricultura só tem a ganhar com o manejo responsável dos recursos naturais, especialmente no longo prazo. Nesse sentido, a conservação da biodiversidade local por agricultores não tem apenas impacto na produtividade das lavouras, como também tem ganhado consequências positivas mais imediatas, como o reconhecimento e monetização de </span><b>créditos de carbono</b><span style="font-weight: 400;"> e </span><b>serviços ecossistêmicos</b><span style="font-weight: 400;">. Apesar desses sistemas de precificação terem muito o que avançar ao redor do mundo, já </span><a href="https://www.symbiomics.com.br/pt/mercado-de-carbono-brasil-da-primeiros-passos/" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">estão se estabelecendo como tendência</span></a><span style="font-weight: 400;"> em diversos países, e a agricultura se mostra como parte essencial do processo.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A implementação dessas práticas, entretanto, não vem sem desafios. É preciso maior investimento e engajamento de governos, agricultores e instituições de pesquisa para que as SBN se disseminem na cadeia produtiva de alimentos e agropecuária.</span></p>
<h2></h2>
<p>&nbsp;</p>
<h2><span style="font-weight: 400;">Biotecnologia agrícola inspirada pela biodiversidade</span></h2>
<p><span style="font-weight: 400;">Conforme as SBN ganham tração como alternativa para promoção da sustentabilidade na agricultura, </span><b>novas tecnologias a partir de olhares para a natureza também são desenvolvidas</b><span style="font-weight: 400;">. No caso da biotecnologia, cientistas aprendem com a biodiversidade para melhorar tanto a produtividade de plantações quanto sua tolerância a estresses ambientais. Essas inovações de base científico-tecnológica podem se inspirar em microrganismos, processos e genes presentes na natureza para solucionar problemas enfrentados hoje pela agricultura.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Pesquisadores e instituições como a Symbiomics utilizam ferramentas como a </span><a href="https://www.symbiomics.com.br/pt/como-a-ciencia-de-dados-esta-transformando-a-microbiologia/" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">bioinformática</span></a><span style="font-weight: 400;"> e a </span><a href="https://www.symbiomics.com.br/pt/o-que-sao-as-ciencias-omicas/" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">genômica</span></a><span style="font-weight: 400;"> e processos como a bioprospecção microbiana para buscar e mapear microrganismos e seus genes com potencial para dar origem a produtos biológicos. Estes, por sua vez, serão capazes de tornar as plantas mais tolerantes à seca e outras adversidades, como aquelas causadas pelos </span><b>eventos climáticos extremos</b><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">As plantas, animais e microrganismos já existem há milhares de anos e desenvolveram diversas estratégias para enfrentar dificuldades para sobreviver. Estratégias essas que devem </span><b>inspirar a humanidade</b><span style="font-weight: 400;"> a desenvolver processos, tecnologias e ferramentas com potencial para auxiliá-la a superar desafios enfrentados hoje e no futuro. </span></p>
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<p>&nbsp;</p>
<h1><span style="font-weight: 400;">Principais referências</span></h1>
<p><span style="font-weight: 400;">Simelton, E.; Carew-Reid, J.; Coulier, M.; Damen, B.; Howell, J.; Pottinger-Glass, C.; Van Der Meiren, M. (2021). NBS framework for agricultural landscapes. </span><i><span style="font-weight: 400;">Front. Environ. Sci.</span></i><span style="font-weight: 400;">. </span><a href="https://doi.org/10.3389/fenvs.2021.678367" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">https://doi.org/10.3389/fenvs.2021.678367</span></a></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Tiodar, E. D.; Văcar, C. L.; Podar, D. (2021). Phytoremediation and microorganisms-assisted phytoremediation of mercury-contaminated soils: Challenges and perspectives. </span><i><span style="font-weight: 400;">Int. J. Environ Res. Public Health</span></i> <a href="https://doi.org/10.3390/ijerph18052435" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">https://doi.org/10.3390/ijerph18052435</span></a></p><p>The post <a href="https://www.symbiomics.com.br/pt/solucoes-baseadas-na-natureza-definicoes-e-praticas/">Soluções Baseadas na Natureza: definições e práticas</a> first appeared on <a href="https://www.symbiomics.com.br">SYMBIOMICS</a>.</p>]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Inovação em microbioma: 3 oportunidades para o futuro</title>
		<link>https://www.symbiomics.com.br/pt/inovacao-em-microbioma-3-oportunidades-para-o-futuro/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Symbiomics Team]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 06 Jul 2022 13:29:27 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[microbiologia]]></category>
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		<category><![CDATA[tecnologias baseadas em microbioma]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Estima-se que as tecnologias baseadas em microbioma vão movimentar um mercado de mais de US$ 15 bilhões até 2030. Esse [&#8230;]</p>
<p>The post <a href="https://www.symbiomics.com.br/pt/inovacao-em-microbioma-3-oportunidades-para-o-futuro/">Inovação em microbioma: 3 oportunidades para o futuro</a> first appeared on <a href="https://www.symbiomics.com.br">SYMBIOMICS</a>.</p>]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-weight: 400;">Estima-se que as tecnologias baseadas em microbioma vão movimentar um mercado de mais de </span><b>US$ 15 bilhões até 2030</b><span style="font-weight: 400;">. Esse mercado foi de quase US$ 5 milhões em 2020. Trata-se de uma valorização de 150% no valor de mercado do setor em 10 anos. Os dados são da consultoria </span><a href="https://www.prnewswire.com/news-releases/global-microbiome-markets-report-2021-market-is-expected-to-reach-15-55-billion-in-2030--at-a-cagr-of-11-4-301326835.html" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">Research and Markets</span></a><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Essa expectativa vem na esteira de </span><b>soluções ambientais, para a saúde humana e agricultura</b><span style="font-weight: 400;"> que estão em aplicação ou sendo desenvolvidas. As inovações em microbioma vêm se tornando uma grande aposta da ciência e da indústria para o futuro, na busca por tecnologias que sejam mais sustentáveis, no caso da agricultura e meio ambiente, e precisas, no caso da medicina. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Os </span><a href="https://www.symbiomics.com.br/pt/afinal-o-que-e-o-microbioma/"><b>microbiomas</b></a><span style="font-weight: 400;"> são essenciais para a saúde global, do ambiente e humana. Mas essa importância só vem sendo melhor compreendida pela ciência através de novas ferramentas e conhecimentos, como a </span><a href="https://www.symbiomics.com.br/pt/o-que-sao-as-ciencias-omicas/" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">genômica</span></a><span style="font-weight: 400;">, a </span><a href="https://www.symbiomics.com.br/pt/como-a-ciencia-de-dados-esta-transformando-a-microbiologia/" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">ciência de dados</span></a><span style="font-weight: 400;"> e o entendimento sobre </span><b>o papel das comunidades microbianas junto aos macrorganismos</b><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">E é a partir desse conhecimento que novas tecnologias estão sendo desenvolvidas. Reunimos três potenciais inovações envolvendo tecnologias baseadas em microbioma que estão sendo desenvolvidas atualmente. Confira:</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<h1><span style="font-weight: 400;">1. Monitoramento e sanitização contra patógenos</span></h1>
<p><span style="font-weight: 400;">A </span><b>pandemia de COVID-19</b><span style="font-weight: 400;">, causada pelo vírus SARS-CoV-2, evidenciou a necessidade de tecnologias que possibilitem o </span><b>monitoramento dos microrganismos</b><span style="font-weight: 400;"> presentes na natureza que tenham potencial para se tornarem </span><b>patogênicos</b><span style="font-weight: 400;"> contra seres humanos, processo conhecido como </span><a href="https://www.comciencia.br/destruicao-de-biomas-contribui-para-surgimento-de-novas-epidemias/" target="_blank" rel="noopener"><i><span style="font-weight: 400;">spillover</span></i></a><i><span style="font-weight: 400;">. </span></i><span style="font-weight: 400;">É provável que o coronavírus que causou a pandemia da COVID-19 tenha </span><a href="https://jornal.usp.br/ciencias/covid-19-como-o-virus-saltou-de-morcegos-para-humanos/" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">“pulado” de morcegos para seres humanos</span></a><span style="font-weight: 400;">. Esse processo também já resultou em outras doenças infecciosas, como é o caso da raiva e diversos tipos de gripe (influenza).</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Pensando nisso, pesquisadores estão cada vez mais focados em melhorar o monitoramento do microbioma de animais, buscando mapear e acompanhar vírus e outros microrganismos patogênicos com algum potencial de infectar humanos. Um exemplo foi ilustrado por </span><a href="https://jornal.unesp.br/2022/06/23/pesquisadores-mapeiam-areas-com-potencial-para-futuros-surtos-de-doencas-semelhantes-a-covid-19/" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">uma pesquisa</span></a><span style="font-weight: 400;">, publicada em abril de 2022, que buscou identificar quais serão as áreas de concentração de 35 espécies de morcegos hospedeiros de vírus semelhantes ao SARS-CoV-2. Com o estudo foi possível projetar que, no futuro, será importante monitorar países como China, Laos, Vietnã e Tailândia, considerando a concentração de espécies de morcegos hospedeiras de </span><b>coronavírus semelhantes ao SARS-CoV-2</b><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Esse tipo de iniciativa deve se tornar uma importante ferramenta epidemiológica para monitorar microrganismos com potencial de </span><i><span style="font-weight: 400;">spillover</span></i><span style="font-weight: 400;">. Com o avanço de campos como a </span><span style="font-weight: 400;">metagenômica</span><span style="font-weight: 400;">, será possível identificar patógenos de forma cada vez mais eficiente, associando a </span><b>informação genética</b><span style="font-weight: 400;"> contida no microbioma de animais com sua </span><b>capacidade de causar doenças</b><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<h2>Ambientes hospitalares</h2>
<p><span style="font-weight: 400;">Ao mesmo tempo, outras iniciativas focam na avaliação do microbioma de ambientes mais específicos, como os </span><b>ambientes</b> <b>hospitalares.</b><span style="font-weight: 400;"> O </span><b>aumento da resistência de bactérias a antibióticos</b><span style="font-weight: 400;"> é um grande problema para o setor da saúde. Essa resistência é causada principalmente pelo </span><b>uso indiscriminado dos antibióticos</b><span style="font-weight: 400;">, o que acaba selecionando cepas mais resistentes de bactérias causadoras de doenças. </span><a href="https://www.cnnbrasil.com.br/saude/infeccoes-por-superbacterias-levaram-a-morte-de-12-milhao-de-pessoas-em-2019/#:~:text=A%20publica%C3%A7%C3%A3o%20apontou%20um%20cen%C3%A1rio,infec%C3%A7%C3%B5es%20causadas%20por%20bact%C3%A9rias%20resistentes." target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">Mais de 1 milhão de pessoas morrem</span></a><span style="font-weight: 400;"> por ano devido à resistência bacteriana a antibióticos.</span><span style="font-weight: 400;"><br />
</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Para contribuir com alternativas para esse problema, </span><b>sistemas baseados em microbiomas para monitoramento e sanitização de ambientes hospitalares</b> <a href="https://www.mdpi.com/1422-0067/20/7/1535" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">vêm sendo testados</span></a><span style="font-weight: 400;">. O princípio é o seguinte: um microbioma desequilibrado, em que a presença dos diferentes microrganismos está desregulada, é propício para o surgimento de microrganismos resistentes que causem infecções. Quando se conhece esse desequilíbrio </span><b>a nível mais específico</b><span style="font-weight: 400;">, é possível saber em quais locais há maiores chances de proliferação desses patógenos. Além disso, </span><a href="https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/30001345/" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">produtos de sanitização contendo probióticos</span></a><span style="font-weight: 400;"> já estão sendo desenvolvidos para modular tais microbiomas, dificultando o surgimento de patógenos nesses </span><b>ambientes</b><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<h1><span style="font-weight: 400;">2. Alternativas para lidar com o lixo</span></h1>
<p><span style="font-weight: 400;">A vida moderna e o desenvolvimento da civilização humana trouxeram consigo um grande problema enfrentado hoje: o acúmulo de lixo e resíduos sólidos. Alguns desses resíduos, como é o caso do </span><b>plástico</b><span style="font-weight: 400;">, podem demorar mais de </span><b>400 anos</b><span style="font-weight: 400;"> para se decompor. Outros materiais, como o alumínio, podem demorar até </span><b>500 anos</b><span style="font-weight: 400;">. Soma-se a essa dificuldade o fato de a humanidade produzir, em média, </span><a href="https://brasil.un.org/pt-br/81186-humanidade-produz-mais-de-2-bilhoes-de-toneladas-de-lixo-por-ano-diz-onu-em-dia-mundial" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">2 bilhões de toneladas de lixo por ano</span></a><span style="font-weight: 400;">. Só no Brasil, são </span><a href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/radioagencia-nacional/meio-ambiente/audio/2021-08/80-milhoes-de-toneladas-de-residuos-sao-produzidos-no-pais-cada-ano#:~:text=Publicado%20em%2013%2F08%2F2021,res%C3%ADduos%20produzidos%20a%20cada%20ano." target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">80 milhões de toneladas de resíduos descartados anualmente</span></a><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">No caso dos eletrônicos, o descarte vem crescendo nas últimas décadas, tendo atingido globalmente mais de </span><a href="https://www.tonerbuzz.com/blog/e-waste-facts-statistics/"><span style="font-weight: 400;">53 milhões de toneladas</span></a><span style="font-weight: 400;"> em 2019. Há diversos metais e </span><b>elementos de difícil decomposição nesse tipo de resíduo</b><span style="font-weight: 400;">. A reciclagem de eletrônicos costuma ser feita através de métodos que permitam a extração de metais para composição de outros produtos. Para isso, o lixo eletrônico é aquecido a mais de 1.000ºC ou ácidos são utilizados para sua degradação. Em ambos os casos, há a geração de </span><b>subprodutos prejudiciais ao meio ambiente</b><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">E é por isso que cientistas estão interessados em bactérias que têm a capacidade de produzir </span><a href="https://www.pnas.org/doi/10.1073/pnas.1820329116#sec-1" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">químicos eficientes para quebra de metais como cobre e ouro</span></a><span style="font-weight: 400;">. Esse tipo de processo é denominado “</span><a href="https://www.cietec.org.br/riquezas-a-serem-catalisadas/" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">biolixiviação</span></a><span style="font-weight: 400;">” e já está presente nas atividades de mineração, em que microrganismos são utilizados para </span><b>extrair metais de minérios brutos</b><span style="font-weight: 400;">. Essas tecnologias </span><a href="https://tecnologiammm.com.br/doi/10.4322/2176-1523.1205" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">vêm sendo desenvolvidas nos últimos anos</span></a><span style="font-weight: 400;"> e no futuro podem se traduzir em novas opções para reciclagem do lixo eletrônico de forma mais sustentável, já que não geram subprodutos como os métodos tradicionais de extração.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Com relação aos plásticos, pesquisadores também buscam alternativas a partir de </span><a href="https://www.labiotech.eu/in-depth/bioplastics-2019-feature/" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">enzimas presentes em microrganismos</span></a><span style="font-weight: 400;"> que </span><b>degradam os polímeros</b><span style="font-weight: 400;"> que compõem o material, facilitando sua reciclagem e aumentando a sustentabilidade do processo. O problema, entretanto, é que existem diferentes tipos de plásticos e, para isso, são necessárias </span><a href="https://www.sciencedirect.com/science/article/pii/S2666790821000434#:~:text=Cutinase%2C%20Lipase%20and%20PETase%20(an,et%20al.%2C%201977)." target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">diferentes enzimas com a capacidade de quebrar as cadeias de polímeros</span></a><span style="font-weight: 400;">. Caso essas inovações se concretizem, também será possível </span><a href="https://www.technologyreview.com/2021/10/06/1036571/carbios-enzymes-recycle-plastics-pet/#:~:text=Carbios%20has%20been%20developing%20enzymatic,together%20to%20make%20new%20plastics." target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">reciclar materiais que não podem ser reciclados pelos processos mecânicos</span></a><span style="font-weight: 400;">, como é o caso das roupas de material sintético.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<h1><span style="font-weight: 400;">3. Nova geração de produtos biológicos para a agricultura</span></h1>
<p><span style="font-weight: 400;">Os produtos biológicos – ou bioinsumos – contendo microrganismos não são uma invenção nova. O Brasil, por exemplo, já utiliza bactérias do gênero </span><i><span style="font-weight: 400;">Bradyrhizobium</span></i><span style="font-weight: 400;"> na cultura da soja desde a década de 1970, com o objetivo de favorecer a </span><a href="https://www.embrapa.br/tema-fixacao-biologica-de-nitrogenio" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">fixação biológica de nitrogênio (FBN)</span></a><span style="font-weight: 400;">. Hoje, 79% das plantações brasileiras de soja são tratadas com tais bactérias noduladoras, de acordo com a Associação Nacional dos Produtores e Importadores de Inoculantes (ANPII). Mas o avanço do conhecimento científico sobre os microbiomas, sua diversidade e funções junto às plantas demonstra que ainda existe potencial para </span><b>uma nova geração de produtos biológicos</b><span style="font-weight: 400;">, mais eficiente e que confira vantagens mais complexas a cultivares.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Estudos recentes utilizando técnicas avançadas de </span><a href="https://www.symbiomics.com.br/pt/como-a-ciencia-de-dados-esta-transformando-a-microbiologia/" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">sequenciamento genético e computação</span></a><span style="font-weight: 400;"> têm demonstrado que o microbioma tem </span><b>impacto direto na produtividade vegetal</b><span style="font-weight: 400;">. Bactérias e fungos, por exemplo, são responsáveis por fornecer nutrientes para as plantas (como nitrogênio, fósforo e metais) e auxiliar na obtenção de água. Alguns microrganismos são capazes de produzir substâncias que </span><b>aumentam a tolerância das plantas</b><span style="font-weight: 400;"> frente a condições estressantes como seca, garantindo a manutenção da produtividade mesmo em condições desfavoráveis. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Quando consideramos questões como as </span><b>mudanças climáticas</b><span style="font-weight: 400;">, os microbiomas escondem um enorme potencial ao oferecer soluções que já existem na natureza para tornar as culturas mais tolerantes a estresses ambientais como seca, calor, entre outros. Para desvendar esse </span><b>tesouro genético</b><span style="font-weight: 400;">, </span><a href="https://www.embrapa.br/busca-de-noticias/-/noticia/54173860/novos-microrganismos-de-interesse-economico-sao-encontrados-em-rios-amazonicos" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">a ciência está buscando nos biomas naturais</span></a><span style="font-weight: 400;"> microrganismos desconhecidos, seus genes e moléculas que possam ser a base de </span><b>novos produtos biológicos</b><span style="font-weight: 400;"> no futuro.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Há ainda os microrganismos que produzem moléculas que auxiliam na </span><b>defesa contra patógenos e pragas</b><span style="font-weight: 400;">, podendo ser utilizados em substituição aos químicos comumente aplicados na lavoura. Nesse sentido, tecnologias baseadas em microbioma podem ser usadas para </span><a href="https://www.symbiomics.com.br/pt/produtos-biologicos-podem-ajudar-o-pais-a-diminuir-a-dependencia-de-fertilizantes-quimicos/" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">diminuir o uso de fertilizantes e defensivos</span></a><span style="font-weight: 400;">. Considerando a toxicidade no excesso de uso de agroquímicos para a </span><a href="https://summitagro.estadao.com.br/saude-no-campo/agrotoxicos-da-agricultura-moderna-e-seus-impactos-no-meio-ambiente/" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">saúde ambiental</span></a><span style="font-weight: 400;"> e humana, esse talvez seja um dos grandes potenciais de produtos biológicos para promover a sustentabilidade na agricultura.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<h1><span style="font-weight: 400;">Principais referências</span></h1>
<p><span style="font-weight: 400;">Caselli, E.; Brusaferro, S.; Coccagna, M.; Arnoldo, L.; Berloco, F.; Antonioli, P.; Tarricone, R.; Pelissero, G.; Nola, S.; La Fauci, V.; Conte, A.; Tognon, L.; Villone, G.; Trua, N.; Mazzacane, S. Reducing healthcare-associated infections incidence by a probiotic-based sanitation system: A multicentre, prospective, intervention study. <em>PLoS One</em>. (2018). <a href="https://doi.org/10.1371/journal.pone.0199616" target="_blank" rel="noopener">https://doi.org/10.1371/journal.pone.0199616</a></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">D’Accolti, M.; Soffritti, I.; Mazzacane, S.; Caselli, E. Fighting AMR in the healthcare environment: Microbiome-based sanitation approaches and monitoring tools. </span><i><span style="font-weight: 400;">Int. J. Mol. Sci.</span></i><span style="font-weight: 400;"> (2019). <a href="https://doi.org/10.3390/ijms20071535" target="_blank" rel="noopener">https://doi.org/10.3390/ijms20071535</a></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Muylaert, R. L.; Kingston T.; Luo, J.; Vancine, M. H.; Galli, N.; Carlson, C. J., John, S.; Rulli, M. C.; Hayman D. T. S. Present and future distribution of bat hosts of sarbecoviruses: Implications for conservation and public health. </span><i><span style="font-weight: 400;">Proc. R. Soc. B.</span></i><span style="font-weight: 400;"> (2022). <a href="http://doi.org/10.1098/rspb.2022.0397" target="_blank" rel="noopener">http://doi.org/10.1098/rspb.2022.0397</a></span></p><p>The post <a href="https://www.symbiomics.com.br/pt/inovacao-em-microbioma-3-oportunidades-para-o-futuro/">Inovação em microbioma: 3 oportunidades para o futuro</a> first appeared on <a href="https://www.symbiomics.com.br">SYMBIOMICS</a>.</p>]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Afinal, o que é o microbioma?</title>
		<link>https://www.symbiomics.com.br/pt/afinal-o-que-e-o-microbioma/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Symbiomics Team]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 08 Apr 2022 20:58:31 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Blog]]></category>
		<category><![CDATA[agricultura sustentável]]></category>
		<category><![CDATA[genômica]]></category>
		<category><![CDATA[microbioma]]></category>
		<category><![CDATA[mudanças climáticas]]></category>
		<category><![CDATA[sustentabilidade]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O microbioma é o conjunto de microrganismos, como bactérias, fungos, vírus, protozoários, entre outros, e as atividades que desempenham em [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-weight: 400;"><strong>O microbioma é o conjunto de microrganismos</strong>, como bactérias, fungos, vírus, protozoários, entre outros, e as atividades que desempenham em um ecossistema ou organismo.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">As plantas, por exemplo, são colonizadas por milhares desses seres invisíveis a olho nu, que participam de diversas funções importantes para sobrevivência vegetal, como:</span></p>
<ul>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Fornecimento de nutrientes, como nitrogênio, fósforo e potássio (NPK);</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Auxílio na obtenção de água;</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Aumento de tolerância a estresses ambientais como seca, calor, excesso de água, entre outros;</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Defesa contra pragas e doenças.</span></li>
</ul>
<p><span style="font-weight: 400;">Hoje, tecnologias baseadas em atividades microbianas como essas já existem no mercado de insumos agrícolas como </span><b>produtos biológicos</b><span style="font-weight: 400;">, coquetéis de microrganismos capazes de conferir alguma vantagem ao desenvolvimento vegetal. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Entre eles, estão os </span><b>defensivos biológicos</b><span style="font-weight: 400;">, capazes de proteger a planta de pragas, e os </span><b>bioestimulantes</b><span style="font-weight: 400;"> ou </span><b>biofertilizantes</b><span style="font-weight: 400;">, que cumprem o papel de melhorar a produtividade vegetal, </span><a href="https://www.symbiomics.com.br/pt/produtos-biologicos-podem-ajudar-o-pais-a-diminuir-a-dependencia-de-fertilizantes-quimicos/" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">ajudar na absorção de nutrientes pelas plantas ou na biodisponibilização de minerais presentes no solo</span></a><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<h2><b>Microbioma X Microbiota</b></h2>
<p><span style="font-weight: 400;">O conceito de microbioma vem sendo consolidado apenas recentemente. Até então, o termo “</span><b>microbiota</b><span style="font-weight: 400;">” era o mais comum, e utilizado para descrever determinadas comunidades microbianas presentes em um ambiente ou hospedeiro (como a microbiota intestinal em seres humanos, por exemplo). Hoje, pesquisadores defendem o uso do termo “</span><b>microbioma</b><span style="font-weight: 400;">” como parte deste vocabulário descritivo para refletir de forma mais acurada os recentes avanços científicos na área englobando, nesta definição, </span><b>características</b><span style="font-weight: 400;">, </span><b>funções</b><span style="font-weight: 400;"> e </span><b>genomas</b><span style="font-weight: 400;"> dos microrganismos.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Nesse sentido, o microbioma inclui não apenas a totalidade de microrganismos presentes em um ambiente ou hospedeiro, mas também seu “teatro de atividade”, que nada mais é que todo repertório de funções e de moléculas produzidas pelos microrganismos, como metabólitos e ácidos nucleicos. Já a microbiota compreende apenas os microrganismos que fazem parte do microbioma.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Quando falamos em microbioma humano, hoje sabemos que todo o corpo é colonizado por microrganismos que formam uma importante linha de defesa contra patógenos e garantem o bom funcionamento do organismo. Recentemente, diversas pesquisas têm descoberto que a disbiose (ou desequilíbrio) da </span><b>microbiota humana intestinal</b><span style="font-weight: 400;">, por exemplo, está relacionada uma maior suscetibilidade de doenças, como:</span></p>
<ul>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Doenças cardiovasculares;</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><a href="https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/31391921/" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">Diabetes tipo 2</span></a><span style="font-weight: 400;">;</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Síndromes metabólicas;</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><a href="https://doi.org/10.1016/S1474-4422(19)30356-4" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">Alzheimer</span></a><span style="font-weight: 400;">;</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Parkinson;</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Esclerose múltipla;</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Doenças autoimunes.</span></li>
</ul>
<p><span style="font-weight: 400;">Esses exemplos demonstram que a ciência compreende, cada vez mais, que os microrganismos que habitam nosso corpo estão associados a uma infinidade de funções e são importantes promotores da </span><b>homeostase</b><span style="font-weight: 400;">. Isso é verdadeiro também para as plantas, conhecimento que está gerando uma onda de inovação biotecnológica principalmente na agricultura, como veremos a seguir.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<h2><b>Microbioma na agricultura: terreno fértil para inovação frente às mudanças climáticas</b></h2>
<p><span style="font-weight: 400;">A agricultura lida hoje com um conjunto de desafios que ameaçam sua produtividade, como </span><a href="https://g1.globo.com/meio-ambiente/noticia/2022/02/28/novo-relatorio-do-ipcc.ghtml" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">as mudanças climáticas e a maior recorrência de eventos extremos</span></a><span style="font-weight: 400;">, como chuva e calor. No Brasil, fenômenos como secas mais intensas, alterações no regime de chuvas e aumento das temperaturas </span><a href="https://summitagro.estadao.com.br/sustentabilidade/mudancas-climaticas-centro-oeste-ja-perdeu-28-das-areas-agricolas/#:~:text=A%20partir%20de%202012%2C%20os,chegar%20a%2074%25%20em%202060." target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">já assolam as lavouras</span></a><span style="font-weight: 400;"> e são atribuídos pela ciência à crise climática. </span><b>Este é um problema real e que demanda adaptação global</b><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Além disso, a derrubada de florestas e o uso extensivo da terra e fertilizantes são os principais fatores que contribuem para </span><a href="https://www.udop.com.br/noticia/2021/10/28/brasil-e-4-no-mundo-em-ranking-de-emissao-de-gases-poluentes-desde-1850.html" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">a emissão de gases de efeito estufa no Brasil</span></a><span style="font-weight: 400;">. Assim, há muito a ser transformado na maneira como encaramos e conduzimos a agricultura, tanto em uma perspectiva de mitigação dos efeitos causados pelas mudanças no clima, como de adaptação das lavouras aos mesmos.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A inovação biotecnológica é um dos caminhos mais promissores para tornar a agricultura mais sustentável e também ajudar a adaptação das lavouras aos estresses ambientais que acarretam perda de produtividade vegetal. E é aí que chegamos às tecnologias baseadas em microbioma.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Os produtos biológicos contendo microrganismos não são novos. No Brasil, os inoculantes contendo bactérias do gênero</span><i><span style="font-weight: 400;"> Bradyrhizobium</span></i><span style="font-weight: 400;">, que contribuem com a fixação biológica de nitrogênio (FBN) em leguminosas como a soja, são produtos altamente disseminados desde a década de 1970. Para se ter uma ideia, na safra de 2019/2020, 79% da área de soja plantada nacionalmente foi tratada (inoculada)  com produtos à base de </span><i><span style="font-weight: 400;">Bradyrhizobium</span></i><span style="font-weight: 400;">, de acordo com dados da Associação Nacional de Produtores e Importadores de Inoculantes (ANPII).</span></p>
<figure id="attachment_10087" aria-describedby="caption-attachment-10087" style="width: 1024px" class="wp-caption aligncenter"><img fetchpriority="high" decoding="async" class="wp-image-10087 size-large" src="https://www.symbiomics.com.br/wp-content/uploads/2022/04/O-que-e-o-microbioma-1-1024x576.png" alt="" width="1024" height="576" srcset="https://www.symbiomics.com.br/wp-content/uploads/2022/04/O-que-e-o-microbioma-1-1024x576.png 1024w, https://www.symbiomics.com.br/wp-content/uploads/2022/04/O-que-e-o-microbioma-1-300x169.png 300w, https://www.symbiomics.com.br/wp-content/uploads/2022/04/O-que-e-o-microbioma-1-768x432.png 768w, https://www.symbiomics.com.br/wp-content/uploads/2022/04/O-que-e-o-microbioma-1-1536x864.png 1536w, https://www.symbiomics.com.br/wp-content/uploads/2022/04/O-que-e-o-microbioma-1.png 1920w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /><figcaption id="caption-attachment-10087" class="wp-caption-text">Os inoculantes para fixação biológica de nitrogênio (FBN) são amplamente utilizados na agricultura brasileira, em especial na cultura da soja, com uma taxa de adoção de quase 80%.</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">O que tem mudado na última década é o entendimento da ciência sobre o microbioma e o surgimento de novas e mais eficientes ferramentas para investigá-lo. A </span><a href="https://www.symbiomics.com.br/pt/o-que-sao-as-ciencias-omicas/" target="_blank" rel="noopener"><b>genômica</b><span style="font-weight: 400;">,</span><b> metagenômica </b></a><span style="font-weight: 400;">(análise do conjunto de genomas de uma comunidade microbiana) e a </span><b>ciência de dados</b><span style="font-weight: 400;"> (</span><i><span style="font-weight: 400;">data science</span></i><span style="font-weight: 400;">) possibilitam hoje uma compreensão mais aprofundada do funcionamento holístico dos microrganismos colonizadores de um hospedeiro, como é o caso das plantas. Essa interação resulta em uma grande diversidade de resultados positivos: da indução de tolerância à seca, passando pelo aumento de biomassa e mitigação dos eventos de inundações.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">E isso tudo acontece à nossa volta, até mesmo nos </span><b>ambientes mais inóspitos</b><span style="font-weight: 400;">. Graças à seleção natural e à coevolução dos microrganismos junto aos seres mais complexos, o microbioma é parte essencial da sobrevivência de espécies de plantas nativas em ambientes estressantes, por exemplo.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Uma </span><a href="https://doi.org/10.1073/pnas.2101177118" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">pesquisa</span></a><span style="font-weight: 400;"> conduzida ao longo de 10 anos no deserto do Atacama, no Chile – notório pela seca e intensa escassez de nutrientes no solo – mapeou o genoma de diversas bactérias que colonizam as espécies vegetais endêmicas. O estudo revelou que as bactérias encontradas estão associadas a diversas características necessárias à sobrevivência das plantas em condições estressantes, como </span><b>tolerância à seca</b><span style="font-weight: 400;">, </span><b>fixação de nitrogênio</b><span style="font-weight: 400;"> e </span><b>estímulo da produção de hormônios vegetais</b><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Diversas instituições de pesquisa e empresas – </span><a href="https://www.symbiomics.com.br/pt/tecnologia/" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">como é o caso da Symbiomics</span></a><span style="font-weight: 400;"> – investigam as </span><b>relações planta–microbioma que ocorrem na natureza</b><span style="font-weight: 400;"> para desenvolver uma nova geração de produtos biológicos que conferem vantagens às culturas agrícolas. Essas tecnologias têm grande potencial não apenas para garantir a produtividade agrícola frente os estresses causados pelas mudanças climáticas, mas também para contribuir com soluções inovadoras – como a aplicação de microrganismos robustos e eficientes no </span><b>sequestro de carbono</b><span style="font-weight: 400;"> presente na atmosfera.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<h1><span style="font-weight: 400;">Principais referências</span></h1>
<p><span style="font-weight: 400;">Berg, G.; Rybakova, D.; Fischer, D. Microbiome definition re-visited: old concepts and new challenges. <em>Microbiome</em> (2020). <a href="https://doi.org/10.1186/s40168-020-00875-0" target="_blank" rel="noopener">https://doi.org/10.1186/s40168-020-00875-0</a></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Eshel, G.; Araus, V.; Undurraga, S.; Soto, D. C.; Moraga, C.; Montecinos, A.; <em>et al</em>. . Plant ecological genomics at the limits of life in the Atacama Desert. <em>Proc. Natl. Acad. Sci. U. S. A.</em> (2021). </span><a href="https://doi.org/10.1073/pnas.2101177118" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">https://doi.org/10.1073/pnas.2101177118</span></a></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Cryan, J. F.; O&#8217;Riordan K. J.; Sandhu, K.; Peterson, V.; Dinan, T. G. The gut microbiome in neurological disorders. </span><span style="font-weight: 400;"><em>The Lancet Neurology</em> (2019). </span><a href="https://doi.org/10.1016/S1474-4422(19)30356-4"><span style="font-weight: 400;">https://doi.org/10.1016/S1474-4422(19)30356-4</span></a></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Armanhi, J. S. L.;  Souza, R. S. C.; Biazotti B. B.;  Yassitepe, J. </span>E. C. T.; Arruda, P. Modulating drought stress response of maize by a synthetic bacterial community. <em>Frontiers in Microbiology</em>. (2021)  <a href="https://doi.org/10.3389/fmicb.2021.747541" target="_blank" rel="noopener">https://doi.org/10.3389/fmicb.2021.747541</a></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Muscogiuri, G.; Cantone, E.; Cassarano, S. Gut microbiota: a new path to treat obesity. <em>Int J Obes Supp</em> (2019). <a href="https://doi.org/10.1038/s41367-019-0011-7" target="_blank" rel="noopener">https://doi.org/10.1038/s41367-019-0011-7</a></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Zheng, D.; Liwinski, T.; Elinav, E. Interaction between microbiota and immunity in health and disease. <em>Cell Res.</em> (2020). </span><a href="https://doi.org/10.1038/s41422-020-0332-7" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">https://doi.org/10.1038/s41422-020-0332-7</span></a></p><p>The post <a href="https://www.symbiomics.com.br/pt/afinal-o-que-e-o-microbioma/">Afinal, o que é o microbioma?</a> first appeared on <a href="https://www.symbiomics.com.br">SYMBIOMICS</a>.</p>]]></content:encoded>
					
		
		
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		<title>Biológicos podem ajudar a diminuir a dependência de fertilizantes químicos?</title>
		<link>https://www.symbiomics.com.br/pt/produtos-biologicos-podem-ajudar-o-pais-a-diminuir-a-dependencia-de-fertilizantes-quimicos/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Symbiomics Team]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 21 Mar 2022 15:03:20 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Blog]]></category>
		<category><![CDATA[biológicos]]></category>
		<category><![CDATA[fertilizantes]]></category>
		<category><![CDATA[mudanças climáticas]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O conflito entre Rússia e Ucrânia trouxe à tona uma antiga discussão no meio agrícola brasileiro: como diminuir a dependência [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-weight: 400;">O conflito entre Rússia e Ucrânia trouxe à tona uma antiga discussão no meio agrícola brasileiro: como diminuir a dependência do setor da importação de fertilizantes? </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A guerra entre os países evidenciou ainda mais o problema, já que o Brasil depende do mercado exterior para</span><b> importar cerca de 85% do insumo</b><span style="font-weight: 400;">, <a href="http://anda.org.br/pesquisa_setorial/">de acordo com a Anda</a> (Associação Nacional para Difusão de Adubos), e as importações foram dificultadas pelo conflito na região – que é a principal produtora dos fertilizantes NPK (nitrogênio, fósforo e potássio) comprados pelo Brasil. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Devido ao problema, o Governo Federal acelerou o lançamento do </span><a href="https://www.gov.br/agricultura/pt-br/assuntos/noticias/governo-federal-lanca-plano-nacional-de-fertilizantes-para-reduzir-importacao-dos-insumos#:~:text=O%20Plano%20Nacional%20de%20Fertilizantes%20(PNF)%20%C3%A9%20uma%20refer%C3%AAncia%20para,%3A%20ind%C3%BAstria%20tradicional%2C%20produtores%20rurais%2C"><span style="font-weight: 400;">Plano Nacional de Fertilizantes (PNF)</span></a><span style="font-weight: 400;">, que reúne medidas para melhorar a disponibilidade do insumo no país e desenvolver novas tecnologias em fertilizantes até 2050.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A crise já vem gerando um efeito cascata na economia e contribuindo para provocar a alta de combustíveis e alimentos – problema que deve persistir mesmo após o fim do conflito. As jazidas de potássio ativas exploradas para produção de fertilizantes estão se esgotando ao redor do planeta, encarecendo o insumo, e </span><b>cresce a necessidade de se explorar fontes alternativas de fertilização do solo</b><span style="font-weight: 400;">. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O desenvolvimento de produtos biológicos baseados em microrganismos que atuem na disponibilização desses nutrientes é apontado por especialistas como um caminho promissor para diminuir seu uso no futuro e tornar a agricultura mais sustentável.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Essas tecnologias são desenvolvidas com o objetivo de conferir alguma vantagem produtiva a determinados cultivares. </span><b>Elas se diferenciam dos chamados agroquímicos</b><span style="font-weight: 400;"> pois se baseiam em microrganismos e nas funções que agregam junto a plantas, no caso de bioestimulantes e biofertilizantes, ou para controle de pragas, no caso dos defensivos biológicos.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<h2><b>Soluções baseadas em microrganismos</b></h2>
<p><span style="font-weight: 400;">Já existem no mercado brasileiro </span><b>produtos biológicos com microrganismos que atuam na disponibilização de minerais</b><span style="font-weight: 400;">. Os produtos não substituem os fertilizantes químicos, mas aumentam sua eficácia, possibilitando um manejo mais econômico do insumo. O problema é que ainda há poucas soluções baseadas em microrganismos utilizadas no Brasil e no mundo.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">De acordo com Solismar Venzke Filho, consultor com experiência em uso de biológicos, uma solução interessante que tem crescido no Brasil é o </span><b>uso de pó de rocha ou remineralizadores associado a microrganismos</b><span style="font-weight: 400;">. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">“São as chamadas rochas silicatadas. Elas têm um teor mais baixo de nutrientes do que os sais que vêm nos fertilizantes e sua solubilidade é menor também. Mas se juntarmos os </span><b>microrganismos</b><span style="font-weight: 400;">,</span><b> uma fonte orgânica de carbono </b><span style="font-weight: 400;">e o</span><b> pó de rocha</b><span style="font-weight: 400;">, ocorre uma solubilização desses nutrientes”, explica Venzke Filho.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Apesar desse método liberar menor quantidade de nutrientes em um primeiro momento, tem potencial para uma disponibilização contínua de minerais, contribuindo para a fertilização do solo a longo prazo. Além disso, trata-se de um método </span><b>mais barato</b><span style="font-weight: 400;"> e </span><b>sustentável</b><span style="font-weight: 400;">, já que os remineralizadores são subprodutos dos processos de mineração que seriam descartados. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">De acordo com Venzke Filho, entretanto, alguns fatores ainda representam empecilhos para maior disseminação desse tipo de produto associado a biológicos disponíveis hoje, como o</span><span style="font-weight: 400;"> </span><b>manejo específico</b><span style="font-weight: 400;"> e </span><b>falta de conhecimento técnico</b><span style="font-weight: 400;"> para aplicação e acompanhamento. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">E ainda há muito espaço para inovar nas tecnologias baseadas em microbioma. Ferramentas como a </span><b>edição genômica</b><span style="font-weight: 400;"> e </span><b><i>machine learning</i></b><span style="font-weight: 400;"> estão permitindo a prospecção e reprogramação de microrganismos encontrados na natureza para que sejam mais eficientes na disponibilização de minerais para as plantas. No futuro, esses produtos baseados em microbioma terão grande potencial para </span><b>diminuir a dependência agrícola de fertilizantes</b><span style="font-weight: 400;">, aumentando a eficiência da fertilização ou contribuindo para o melhor aproveitamento dos que já existem no solo.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Apesar do potencial, para <a href="https://www.symbiomics.com.br/pt/solon-cordeiro-de-araujo-e-o-novo-membro-do-conselho-consultivo-da-symbiomics/">Solon Cordeiro de Araujo</a>, microbiologista com mais de 50 anos de experiência na área de inoculação para fixação biológica de nitrogênio (FBN), </span><b>é improvável que os biológicos cheguem a substituir os fertilizantes químicos</b><span style="font-weight: 400;">. “Eu não vejo isso como uma possibilidade. É uma luta mais ou menos constante. Se nós conseguirmos desenvolver tecnologias que reduzam de 50% a 70% o uso de produtos químicos, já seria um ganho fantástico para sociedade como um todo, principalmente em termos de sustentabilidade na agricultura”, explica. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Segundo ele, os produtos contendo microrganismos devem se inserir na lavoura como um complemento que permite maior eficácia dos insumos e melhor aproveitamento de nutrientes já existentes no solo, diminuindo a dependência dos fertilizantes químicos. </span></p>
<p style="font-size: 16px; font-weight: 400;"><img decoding="async" class="aligncenter wp-image-10024 size-large" src="https://www.symbiomics.com.br/wp-content/uploads/2022/03/Design-sem-nome-1024x576.png" alt="microrganismos" width="1024" height="576" srcset="https://www.symbiomics.com.br/wp-content/uploads/2022/03/Design-sem-nome-1024x576.png 1024w, https://www.symbiomics.com.br/wp-content/uploads/2022/03/Design-sem-nome-300x169.png 300w, https://www.symbiomics.com.br/wp-content/uploads/2022/03/Design-sem-nome-768x432.png 768w, https://www.symbiomics.com.br/wp-content/uploads/2022/03/Design-sem-nome-1536x864.png 1536w, https://www.symbiomics.com.br/wp-content/uploads/2022/03/Design-sem-nome.png 1920w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></p>
<p>&nbsp;</p>
<h2><b>Um mercado em expansão</b></h2>
<p><span style="font-weight: 400;">Hoje, os produtos biológicos mais disseminados na agricultura brasileira são aqueles que contêm bactérias fixadoras de nitrogênio e auxiliam culturas como a soja na absorção mais efetiva desse nutriente do solo. Na safra de 2019/2020, </span><b>79% da soja plantada no país</b><span style="font-weight: 400;"> recebeu inoculação com </span><i><span style="font-weight: 400;">Bradyrhizobium</span></i><span style="font-weight: 400;">, uma das bactérias utilizadas para fixação de nitrogênio, de acordo com a ANPII (Associação Nacional de Produtores e Importadores de Inoculantes).</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O uso desse tipo de inoculante, por aumentar a produtividade da cultura, é uma opção para auxiliar agricultores a reduzir o uso de fertilizantes nitrogenados químicos, que se acumulam no solo e na água e prejudicam o meio ambiente. Além disso, devido ao seu </span><b>baixo impacto ambiental</b><span style="font-weight: 400;"> e</span><b> na saúde humana</b><span style="font-weight: 400;">, muitos desses produtos são enquadrados em especificações de referência (ERs) de órgãos reguladores para produção de orgânicos e podem ser utilizados para produção desses alimentos. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Nos últimos anos, o mercado de biológicos tem passado por um intenso crescimento, na esteira do interesse de agricultores e consumidores por soluções inovadoras no campo com baixo impacto ambiental. O mercado mundial de controle biológico foi avaliado em </span><b>US$ 2,8 bilhões em 2020</b><span style="font-weight: 400;">, com projeções para ultrapassar </span><b>US$ 11 bilhões em 2025</b><span style="font-weight: 400;">. Somente no Brasil, uma estimativa da consultoria Blink apresentada pela CropLife Brasil em 2021 é que esse mercado dobre de tamanho até 2030, atingindo </span><b>R$ 3,69 bilhões</b><span style="font-weight: 400;">. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;"><a href="http://croplifebrasil.org/publicacoes/produtos-biologicos-registrados/">Esse crescimento</a>, impulsionado pelas demandas por soluções agrícolas sustentáveis, também vem sendo acompanhado pelo grande aumento de aprovações no âmbito regulatório. </span><b>Até 2021, 503 dos chamados produtos biológicos de baixo impacto haviam sido aprovados</b><span style="font-weight: 400;"> para uso em lavouras brasileiras pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA). Mais da metade dos registros (284) são dos últimos 4 anos, </span><a href="https://www.gov.br/agricultura/pt-br/assuntos/noticias/novos-produtos-de-baixo-impacto-para-o-controle-de-pragas-tem-registro-publicado"><b>com 92 deles apenas em 2021</b></a><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><b>Quase todos esses produtos são para controle biológico de pragas</b><span style="font-weight: 400;">, incluindo bioinseticidas, bionematicidas, biofungicidas e bioacaricidas. Há escassez, entretanto, de produtos de base microbiológica que ofereçam outras possibilidades e soluções inovadoras. Especialmente considerando os novos desafios que o setor agrícola vem enfrentando, em meio à </span><b>crise de abastecimento de fertilizantes</b><span style="font-weight: 400;"> e </span><b>mudanças climáticas</b><span style="font-weight: 400;">. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">“Durante um certo período se pensava que o solo seria apenas um repositório para fixar a planta e que os nutrientes seriam concedidos através de adubação e fertilização. </span><b>Isso falhou totalmente</b><span style="font-weight: 400;">. O solo começou a se degradar, junto com a produtividade. Hoje já se sabe que além do conhecimento físico e químico sobre a lavoura, também é preciso entender sua microbiologia”, explica Araujo. “Todos os fenômenos que ocorrem na planta estão, de alguma forma, </span><b>intrinsecamente ligados aos microrganismos</b><span style="font-weight: 400;">”, finaliza.</span></p>
<p><img decoding="async" class="aligncenter wp-image-10034 size-large" src="https://www.symbiomics.com.br/wp-content/uploads/2022/03/Grafico-registro-biologicos-4-1024x1024.png" alt="produtos biológicos registrados brasil" width="1024" height="1024" srcset="https://www.symbiomics.com.br/wp-content/uploads/2022/03/Grafico-registro-biologicos-4-1024x1024.png 1024w, https://www.symbiomics.com.br/wp-content/uploads/2022/03/Grafico-registro-biologicos-4-300x300.png 300w, https://www.symbiomics.com.br/wp-content/uploads/2022/03/Grafico-registro-biologicos-4-150x150.png 150w, https://www.symbiomics.com.br/wp-content/uploads/2022/03/Grafico-registro-biologicos-4-768x768.png 768w, https://www.symbiomics.com.br/wp-content/uploads/2022/03/Grafico-registro-biologicos-4-320x320.png 320w, https://www.symbiomics.com.br/wp-content/uploads/2022/03/Grafico-registro-biologicos-4.png 1080w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></p><p>The post <a href="https://www.symbiomics.com.br/pt/produtos-biologicos-podem-ajudar-o-pais-a-diminuir-a-dependencia-de-fertilizantes-quimicos/">Biológicos podem ajudar a diminuir a dependência de fertilizantes químicos?</a> first appeared on <a href="https://www.symbiomics.com.br">SYMBIOMICS</a>.</p>]]></content:encoded>
					
		
		
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