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	<title>inovação - SYMBIOMICS</title>
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	<description>Microbes for a sustainable agriculture</description>
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	<title>inovação - SYMBIOMICS</title>
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		<title>Soluções Baseadas na Natureza: definições e práticas</title>
		<link>https://www.symbiomics.com.br/pt/solucoes-baseadas-na-natureza-definicoes-e-praticas/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Symbiomics Team]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 15 Aug 2022 12:07:20 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Blog]]></category>
		<category><![CDATA[inovação]]></category>
		<category><![CDATA[mudanças climáticas]]></category>
		<category><![CDATA[soluções baseadas na natureza]]></category>
		<category><![CDATA[sustentabilidade]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Você sabe o que são as Soluções Baseadas na Natureza (SBN)? O conceito guarda-chuva foi criado pela União Internacional para [&#8230;]</p>
<p>The post <a href="https://www.symbiomics.com.br/pt/solucoes-baseadas-na-natureza-definicoes-e-praticas/">Soluções Baseadas na Natureza: definições e práticas</a> first appeared on <a href="https://www.symbiomics.com.br">SYMBIOMICS</a>.</p>]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-weight: 400;">Você sabe o que são as </span><b>Soluções Baseadas na Natureza (SBN)</b><span style="font-weight: 400;">? O conceito guarda-chuva foi criado pela </span><a href="https://www.iucn.org/our-work/nature-based-solutions#:~:text=About%20Nature%2Dbased%20Solutions,simultaneously%20benefiting%20people%20and%20nature" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">União Internacional para a Conservação da Natureza (UICN)</span></a><span style="font-weight: 400;"> e se refere às ações e tecnologias para manejar de forma sustentável, proteger e restaurar ecossistemas afetados por atividades humanas. Essas soluções têm potencial para beneficiar a sociedade e a natureza ao mesmo tempo. Por isso, são apontadas como um caminho para lidar com problemas globais associados à </span><b>degradação ambiental</b><span style="font-weight: 400;"> e </span><b>emissão de gases de efeito estufa</b><span style="font-weight: 400;"> (GEEs).</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">As Soluções Baseadas na Natureza (SBN, ou NBS, do inglês </span><i><span style="font-weight: 400;">Nature-Based Solutions</span></i><span style="font-weight: 400;">) são aplicadas tanto no </span><b>campo</b><span style="font-weight: 400;"> como na </span><b>cidade</b><span style="font-weight: 400;"> e são benéficas para a </span><b>biodiversidade</b><span style="font-weight: 400;">, assim como para </span><b>atividades econômicas</b><span style="font-weight: 400;"> e </span><b>produtivas</b><span style="font-weight: 400;">. Recentemente, esse tipo de solução tem sido adotada pela indústria como resposta à demanda por mais sustentabilidade, considerando a resolução de problemas enfrentados no âmbito das </span><a href="https://americadosul.iclei.org/as-solucoes-baseadas-na-natureza-sbn-como-alternativa-para-o-planejamento-urbano/" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">cidades</span></a><span style="font-weight: 400;">, indústria, agricultura, entre outros. Nesse sentido, as SBN abrangem, por exemplo, abordagens restaurativas do meio ambiente a fim de proteger regiões de eventos climáticos extremos.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">São alguns exemplos de Soluções Baseadas na Natureza:</span></p>
<ul>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Reuso de água no contexto doméstico ou industrial;</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Conservação de mata nativa para evitar erosão de regiões habitadas;</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Restauração de ecossistemas e preservação de parques ecológicos para melhora de microclima das cidades;</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Áreas verdes para aumentar permeabilidade das cidades e evitar alagamentos;</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Conservação da biodiversidade em reservas e habitats naturais para diminuir contato de vetores de doenças com seres humanos;</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Tecnologias que mimetizam ou são baseadas em processos naturais a partir do estudo da biodiversidade e sua evolução.</span></li>
</ul>
<p><span style="font-weight: 400;">Em suma, as Soluções Baseadas na Natureza fazem a </span><b>conexão entre meio ambiente e comunidades</b><span style="font-weight: 400;">, resolvendo problemas com soluções que se inspiram em processos que já ocorrem. Muitas dessas abordagens também são eficientes em termos de custos, uma vez que já existem previamente na natureza e são redirecionadas para solução de problemas socioeconômicos.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Esse uso dos processos naturais para resolução de problemas sociais é apontado por organizações internacionais como uma das alternativas para lidar com questões globais, </span><a href="https://www.worldwildlife.org/stories/what-are-nature-based-solutions-and-how-can-they-help-us-address-the-climate-crisis#:~:text=Nature%2Dbased%20solutions%20are%20based,or%20providing%20increased%20food%20security"><span style="font-weight: 400;">como as mudanças climáticas</span></a><span style="font-weight: 400;">, aumentando a sustentabilidade de diferentes atividades produtivas.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<h1><span style="font-weight: 400;">Soluções Baseadas na Natureza contra a crise climática no contexto da ONU</span></h1>
<p><span style="font-weight: 400;">A noção de que a preservação e o equilíbrio dos ecossistemas pode trazer grandes benefícios à sociedade é um dos pilares das SBN. Pensando nisso, o termo ganhou destaque institucional na </span><b>26ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (COP26)</b><span style="font-weight: 400;">, ocorrida em 2019. As SBN foram apontadas pela Cúpula do Clima como </span><b>uma das nove estratégias prioritárias</b><span style="font-weight: 400;"> para enfrentamento das mudanças climáticas.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em </span><a href="https://wedocs.unep.org/xmlui/handle/20.500.11822/29705?show=full" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">manifesto</span></a><span style="font-weight: 400;"> produzido como parte das discussões durante a COP26, a ONU classificou as SBN como “</span><b>um componente essencial do esforço mundial para alcançar as metas do Acordo de Paris</b><span style="font-weight: 400;">” e conclamaram as nações a “ampliar as SBN para mitigação, resiliência e adaptação em áreas-chave, garantindo a subsistência das populações em face das ameaças climáticas”. Entre as áreas apontadas pelo documento estão infraestrutura, desenvolvimento sustentável, restauração ambiental e agricultura.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Apesar da crescente importância do conceito no âmbito da mitigação e adaptação aos efeitos causados pela crise climática, ainda há muito espaço para implementação das SBN por governos e empresas. O </span><a href="https://www.unep.org/pt-br/resources/relatorio-sobre-lacuna-de-adaptacao-2020" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">Relatório sobre a Lacuna de Adaptação</span></a><span style="font-weight: 400;">, lançado em 2020 pelo Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA), indicou que para que as SBN alcancem seu potencial como parte dos esforços para cumprimento do Acordo de Paris, ações mais enérgicas para além de planos e documentos precisam ser tomadas. Isso inclui maior investimento e estímulo à inovação em diferentes áreas como uma das ferramentas para atingir os Objetivos de Desenvolvimentos Sustentável (ODS).</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<h1><span style="font-weight: 400;">As lições da natureza para uma agricultura mais sustentável (e produtiva)</span></h1>
<p><span style="font-weight: 400;">Quando se fala em Soluções Baseadas na Natureza no contexto da agricultura, temos um triplo benefício:</span></p>
<ul>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Conservação da biodiversidade e dos ecossistemas;</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Sequestro de carbono e diminuição do impacto ambiental das atividades agrícolas;</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Melhora da qualidade de vida e saúde de agricultores e da resiliência das culturas.</span></li>
</ul>
<p><span style="font-weight: 400;">Nesse sentido, agricultores têm tirado lições da natureza para exercer um cultivo mais sustentável e que não crie mais problemas para a agricultura no futuro, além de melhorar a produtividade ou evitar perdas em diferentes contextos. Um </span><a href="https://www.frontiersin.org/articles/10.3389/fenvs.2021.678367/full"><span style="font-weight: 400;">trabalho publicado</span></a><span style="font-weight: 400;"> na revista científica Frontiers in Environmental Science mapeou, através de uma revisão de mais de 180 outros trabalhos científicos publicados, as principais funções exercidas pelas SBN na agricultura atualmente ou que são foco de pesquisas científicas para futura aplicação. Confira cinco delas a seguir.</span></p>
<h3><span style="font-weight: 400;">1. Práticas sustentáveis</span></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Agricultores que fazem uso de formas de manejo como agricultura regenerativa, agricultura de conservação ou agrofloresta. Na prática, os agricultores utilizam o próprio ecossistema presente, incluindo animais, plantas e microrganismos, além de seus </span><b>serviços ecossistêmicos</b><span style="font-weight: 400;">. Essas práticas incluem a rotação de culturas e o uso da biodiversidade nativa para enriquecer a terra com matéria orgânica e nutrientes.</span></p>
<h3><span style="font-weight: 400;">2. Infraestrutura verde</span></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Uso de determinadas espécies de vegetação, principalmente aquelas com tendência à formação de uma estrutura complexa de raízes, para estabilização de terrenos irregulares e evitar deslizamentos de terra, o que acarretaria em perdas de produtividade. Os autores do estudo apontaram que esse tipo de SBN indica uma perspectiva de “</span><b>design de novos ecossistemas agrícolas</b><span style="font-weight: 400;">”, utilizando recursos naturais para moldar o ambiente em favor da natureza, assim como da produção agropecuária.</span></p>
<h3><span style="font-weight: 400;">3. Fitorremediação</span></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Ao longo de sua evolução, as plantas encontraram sua própria maneira de restaurar ecossistemas. E é esse aspecto que é explorado em iniciativas de fitorremediação. Algumas dessas iniciativas e estudos utilizam determinadas espécies para dessalinizar solos, recuperar outros contaminados com excesso de pesticidas e até mesmo </span><a href="https://www.mdpi.com/1660-4601/18/5/2435" target="_blank" rel="noopener"><b>extrair metais pesados</b></a><span style="font-weight: 400;">, como o mercúrio, de ambientes contaminados. No futuro, essas características podem ser potencializadas pela ciência para aprofundar o uso da fitorremediação como recurso para restauração de ecossistemas, beneficiando a agricultura assim como a natureza.</span></p>
<h3><span style="font-weight: 400;">4. Biorremediação</span></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Além das plantas, os microrganismos também têm grande importância na descontaminação e restauração de ecossistemas. De acordo com a pesquisa, esse tipo de abordagem tem sido alvo de diversas patentes depositadas, o que indica uma </span><a href="https://www.symbiomics.com.br/pt/inovacao-em-microbioma-3-oportunidades-para-o-futuro/" target="_blank" rel="noopener"><b>tendência de inovação</b></a><span style="font-weight: 400;"> por empresas e instituições de pesquisa. Mais especificamente, microrganismos como bactérias, algas, fungos e suas enzimas estão se tornando uma aposta como insumo para desenvolvimento de tecnologias capazes de remover poluentes – como alguns agroquímicos – de solos e rios.</span></p>
<h3><span style="font-weight: 400;">5. Conservação da biodiversidade e mitigação das mudanças climáticas</span></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Como uma atividade altamente dependente do contexto natural – como clima, solo, vegetação e condições bioquímicas – a agricultura só tem a ganhar com o manejo responsável dos recursos naturais, especialmente no longo prazo. Nesse sentido, a conservação da biodiversidade local por agricultores não tem apenas impacto na produtividade das lavouras, como também tem ganhado consequências positivas mais imediatas, como o reconhecimento e monetização de </span><b>créditos de carbono</b><span style="font-weight: 400;"> e </span><b>serviços ecossistêmicos</b><span style="font-weight: 400;">. Apesar desses sistemas de precificação terem muito o que avançar ao redor do mundo, já </span><a href="https://www.symbiomics.com.br/pt/mercado-de-carbono-brasil-da-primeiros-passos/" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">estão se estabelecendo como tendência</span></a><span style="font-weight: 400;"> em diversos países, e a agricultura se mostra como parte essencial do processo.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A implementação dessas práticas, entretanto, não vem sem desafios. É preciso maior investimento e engajamento de governos, agricultores e instituições de pesquisa para que as SBN se disseminem na cadeia produtiva de alimentos e agropecuária.</span></p>
<h2></h2>
<p>&nbsp;</p>
<h2><span style="font-weight: 400;">Biotecnologia agrícola inspirada pela biodiversidade</span></h2>
<p><span style="font-weight: 400;">Conforme as SBN ganham tração como alternativa para promoção da sustentabilidade na agricultura, </span><b>novas tecnologias a partir de olhares para a natureza também são desenvolvidas</b><span style="font-weight: 400;">. No caso da biotecnologia, cientistas aprendem com a biodiversidade para melhorar tanto a produtividade de plantações quanto sua tolerância a estresses ambientais. Essas inovações de base científico-tecnológica podem se inspirar em microrganismos, processos e genes presentes na natureza para solucionar problemas enfrentados hoje pela agricultura.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Pesquisadores e instituições como a Symbiomics utilizam ferramentas como a </span><a href="https://www.symbiomics.com.br/pt/como-a-ciencia-de-dados-esta-transformando-a-microbiologia/" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">bioinformática</span></a><span style="font-weight: 400;"> e a </span><a href="https://www.symbiomics.com.br/pt/o-que-sao-as-ciencias-omicas/" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">genômica</span></a><span style="font-weight: 400;"> e processos como a bioprospecção microbiana para buscar e mapear microrganismos e seus genes com potencial para dar origem a produtos biológicos. Estes, por sua vez, serão capazes de tornar as plantas mais tolerantes à seca e outras adversidades, como aquelas causadas pelos </span><b>eventos climáticos extremos</b><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">As plantas, animais e microrganismos já existem há milhares de anos e desenvolveram diversas estratégias para enfrentar dificuldades para sobreviver. Estratégias essas que devem </span><b>inspirar a humanidade</b><span style="font-weight: 400;"> a desenvolver processos, tecnologias e ferramentas com potencial para auxiliá-la a superar desafios enfrentados hoje e no futuro. </span></p>
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<p>&nbsp;</p>
<h1><span style="font-weight: 400;">Principais referências</span></h1>
<p><span style="font-weight: 400;">Simelton, E.; Carew-Reid, J.; Coulier, M.; Damen, B.; Howell, J.; Pottinger-Glass, C.; Van Der Meiren, M. (2021). NBS framework for agricultural landscapes. </span><i><span style="font-weight: 400;">Front. Environ. Sci.</span></i><span style="font-weight: 400;">. </span><a href="https://doi.org/10.3389/fenvs.2021.678367" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">https://doi.org/10.3389/fenvs.2021.678367</span></a></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Tiodar, E. D.; Văcar, C. L.; Podar, D. (2021). Phytoremediation and microorganisms-assisted phytoremediation of mercury-contaminated soils: Challenges and perspectives. </span><i><span style="font-weight: 400;">Int. J. Environ Res. Public Health</span></i> <a href="https://doi.org/10.3390/ijerph18052435" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">https://doi.org/10.3390/ijerph18052435</span></a></p><p>The post <a href="https://www.symbiomics.com.br/pt/solucoes-baseadas-na-natureza-definicoes-e-praticas/">Soluções Baseadas na Natureza: definições e práticas</a> first appeared on <a href="https://www.symbiomics.com.br">SYMBIOMICS</a>.</p>]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Bioprospecção microbiana: o que é e qual sua importância?</title>
		<link>https://www.symbiomics.com.br/pt/bioprospeccao-microbiana-o-que-e-e-qual-sua-importancia/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Symbiomics Team]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 01 Aug 2022 11:33:14 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Blog]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Quando se fala em biodiversidade, o que vem primeiro à mente são florestas verdes e densas, com vegetação e animais [&#8230;]</p>
<p>The post <a href="https://www.symbiomics.com.br/pt/bioprospeccao-microbiana-o-que-e-e-qual-sua-importancia/">Bioprospecção microbiana: o que é e qual sua importância?</a> first appeared on <a href="https://www.symbiomics.com.br">SYMBIOMICS</a>.</p>]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-weight: 400;">Quando se fala em biodiversidade, o que vem primeiro à mente são florestas verdes e densas, com vegetação e animais diversos. Mas, na verdade, os seres mais abundantes do planeta são os microrganismos. Estima-se que haja </span><a href="https://www.pnas.org/doi/10.1073/pnas.1521291113" target="_blank" rel="noopener"><b>mais de um trilhão</b></a><span style="font-weight: 400;"> de microrganismos diferentes nos mais diversos ecossistemas no planeta Terra. E cerca de </span><b>99% deles ainda permanecem inexplorados</b><span style="font-weight: 400;"> pelos seres humanos.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A </span><b>bioprospecção microbiana</b><span style="font-weight: 400;"> tem sido colocada em prática para aumentar o conhecimento da ciência sobre a </span><a href="https://www.symbiomics.com.br/pt/afinal-o-que-e-o-microbioma/" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">biodiversidade de microrganismos na natureza</span></a><span style="font-weight: 400;"> e também como insumo para desenvolvimento de novas biotecnologias. Em resumo, a bioprospecção microbiana consiste em buscar, cultivar, armazenar e conhecer mais a fundo os microrganismos presentes nos diferentes biomas com o objetivo de descobrir seu papel e potencial biotecnológico.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Quem explica esse processo é Mariana Ramos Leandro, Lead Research Scientist da Symbiomics e bióloga molecular com experiência em isolamento de microrganismos promotores de crescimento e de tolerância a estresses ambientais em plantas.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">“Hoje sabemos que a biodiversidade microbiana é riquíssima, principalmente nos biomas brasileiros. Vamos até esses diferentes ambientes e coletamos os microrganismos associados, por exemplo, aos solos”, ela explica. A depender dos </span><b>objetivos da bioprospecção</b><span style="font-weight: 400;">, os pesquisadores podem olhar para solos, animais ou, no caso do desenvolvimento de biotecnologia agrícola, para o microbioma das plantas. As amostras são coletadas e levadas ao laboratório para que os microrganismos sejam cultivados, isolados, identificados e então armazenados em </span><b>coleções microbiológicas</b><span style="font-weight: 400;"> ou </span><b>biobancos</b><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A bioprospecção também pode ser realizada </span><b><i>in silico</i></b><span style="font-weight: 400;">, ou seja, pela </span><b>análise computacional de sequências genômicas</b><span style="font-weight: 400;">. Através dessas análises, pesquisadores buscam associar trechos do DNA microbiano a funções específicas, com o objetivo de fomentar o desenvolvimento de ferramentas e produtos biotecnológicos. “Isso só é possível devido à grande quantidade de dados que tem sido gerada a partir do sequenciamento de metagenomas e genomas completos de microrganismos e sua análise a partir da </span><a href="https://www.symbiomics.com.br/pt/como-a-ciencia-de-dados-esta-transformando-a-microbiologia/" target="_blank" rel="noopener"><b>bioinformática</b></a><span style="font-weight: 400;">”, completa Mariana</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A prospecção </span><i><span style="font-weight: 400;">in silico</span></i><span style="font-weight: 400;"> se mostra como uma estratégia complementar para investigação desses microrganismos devido aos desafios associados ao cultivo de microrganismos selvagens em laboratórios. A maioria demanda ajustes específicos em parâmetros físico-químicos e nutricionais para crescimento, o que demonstra a complexidade envolvida em estudos microbianos dependentes de cultivo.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<h1><span style="font-weight: 400;">Bioprospecção e isolamento de microrganismos cultiváveis e não cultiváveis</span></h1>
<p><span style="font-weight: 400;">Como resultado do processo evolutivo,  os microrganismos apresentam </span><b>interdependências muito específicas</b><span style="font-weight: 400;"> entre as condições de sobrevivência junto a plantas e animais. Condições essas que são desafiadoras e difíceis de serem emuladas em ambientes controlados de laboratório, como uma placa de cultivo.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O cultivo de microrganismos é importante pois permite estudos mais aprofundados em laboratório. Além disso, o sucesso na etapa de cultivo também indica que tais microrganismos podem prosperar em </span><b>condições controladas</b><span style="font-weight: 400;">, demonstrando a </span><b>possibilidade de composição de produtos biotecnológicos</b><span style="font-weight: 400;"> e de seu escalonamento para este fim.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">“Os diferentes meios de cultivo, de certa forma, buscam </span><b>mimetizar o ambiente</b><span style="font-weight: 400;"> em que os microrganismos vivem. Assim, conseguimos acessar a maior diversidade microbiana possível. É importante ressaltar, entretanto, que a maior parte dos microrganismos que se encontram em associação com as plantas, por exemplo, são dificilmente cultiváveis. É muito desafiador mimetizar exatamente o que acontece na natureza”, ressalta Mariana.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O processo de bioprospecção depende também de </span><a href="https://www.symbiomics.com.br/pt/o-que-sao-as-ciencias-omicas/" target="_blank" rel="noopener"><b>informações genéticas</b></a><span style="font-weight: 400;"> fornecidas pelo metagenoma. Quando o DNA de toda a comunidade microbiana é analisado, é possível observar uma disparidade significativa entre os microrganismos identificados através do metagenoma e aqueles que se desenvolvem em placas de cultivo no laboratório. A bioinformática permeia todo esse processo, e no caso dos microrganismos não cultiváveis, é ainda mais essencial </span><b>preencher a lacuna deixada pela impossibilidade do cultivo em laboratório</b><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O desafio enfrentado hoje está em cultivar uma diversidade cada vez maior de microrganismos. “Esse processo de definir as formulações dos meios de cultivo é extremamente importante e é o que determina a dimensão da diversidade e da riqueza de microrganismos que conseguimos acessar”, explica Mariana.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<h1><span style="font-weight: 400;">O potencial biotecnológico da biodiversidade</span></h1>
<p><b>Sobreviver na natureza é estressante</b><span style="font-weight: 400;">. Os desafios variam conforme as condições e biomas e podem incluir seca, calor, escassez de nutrientes, alagamentos, alta salinidade, entre outros fatores. Mas as plantas que compõem a biodiversidade encontraram, ao longo de sua evolução, maneiras de </span><b>tolerar esses estresses</b><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">“Como os estudos vêm demonstrando, essas plantas nunca estão sozinhas. Existe um alto potencial do microbioma no auxílio à sobrevivência vegetal nesses ambientes”, coloca Mariana. Comunidades microbianas associadas às espécies vegetais cumprem </span><b>papéis fundamentais em sua sobrevivência</b><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">“De maneira geral, os solos brasileiros sofrem com intemperismo, possuem pH baixo e tendência à precipitação de minerais. Olhar para os ecossistemas brasileiros como janelas de oportunidades é o caminho para desenvolvermos tecnologias que auxiliem a agricultura a enfrentar seus desafios”, explica Mariana.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Biomas como a </span><a href="https://www.gov.br/icmbio/pt-br/assuntos/centros-de-pesquisa/biodiversidade-amazonica" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">Amazônia</span></a><span style="font-weight: 400;"> – floresta tropical altamente densa e desenvolvida –, por exemplo, escondem em sua biodiversidade uma infinidade de </span><b>genes</b><span style="font-weight: 400;">, </span><b>moléculas</b><span style="font-weight: 400;">, </span><b>mecanismos</b><span style="font-weight: 400;"> e </span><b>processos bioquímicos</b><span style="font-weight: 400;"> de grande importância para o desenvolvimento vegetal. Características essas que inspiram o desenvolvimento de tecnologias capazes de transferir tais vantagens para plantas agricultáveis.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<h1><span style="font-weight: 400;">Aplicações na agricultura</span></h1>
<p><span style="font-weight: 400;">Mas que tipo de tecnologia a bioprospecção microbiana pode gerar na prática? No caso da agricultura, produtos biológicos que auxiliem a </span><b>disponibilização de nutrientes</b><span style="font-weight: 400;"> – os biofertilizantes – são apontados como uma promissora</span> <a href="https://www.symbiomics.com.br/pt/produtos-biologicos-podem-ajudar-o-pais-a-diminuir-a-dependencia-de-fertilizantes-quimicos/" target="_blank" rel="noopener"><b>alternativa ao uso de fertilizantes químicos</b></a><span style="font-weight: 400;">, insumo altamente difundido na agricultura mas cada vez </span><a href="https://www.cnnbrasil.com.br/business/valor-de-importacoes-de-fertilizantes-registra-alta-de-178-em-2022-aponta-cna/" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">mais custosos</span></a><span style="font-weight: 400;"> e de uso </span><a href="https://www.embrapa.br/busca-de-publicacoes/-/publicacao/875492/impactos-ambientais-causados-pelo-uso-de-fertilizantes-agricolas" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">prejudicial ao meio ambiente</span></a><span style="font-weight: 400;">, quando em excesso.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Alguns produtos baseados em microrganismos já são bastante difundidos na agricultura brasileira. Um dos maiores </span><a href="https://agencia.fapesp.br/uso-de-biofertilizantes-na-soja-brasileira-e-destaque-em-publicacao-cientifica/39156/"><span style="font-weight: 400;">casos de sucesso</span></a><span style="font-weight: 400;"> são os inoculantes à base de </span><i><span style="font-weight: 400;">Bradyrhizobium</span></i><span style="font-weight: 400;"> sp. para fixação biológica de nitrogênio (FBN), utilizados em mais de 80% da área plantada de soja no país. No entanto, apesar da alta taxa de adoção para esse tipo de biofertilizante no Brasil, a diversidade dos microbiomas e de suas funções junto a plantas ainda permanece </span><b>pouco explorada no aspecto biotecnológico</b><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Os solos agricultáveis brasileiros têm alta </span><a href="https://blogs.canalrural.com.br/embrapasoja/2021/01/26/fosforo-o-nutriente-que-nao-se-mexe/#:~:text=Os%20solos%20brasileiros%20s%C3%A3o%20carentes,dispon%C3%ADvel%20para%20absor%C3%A7%C3%A3o%20pelas%20plantas." target="_blank" rel="noopener"><b>deficiência de fósforo</b></a><span style="font-weight: 400;">, nutriente essencial para geração de ATP, principal fonte de energia da planta e necessária aos mais diversos aspectos do crescimento vegetal. “O fertilizante fosfatado é muito utilizado na agricultura. Mas quando esse mineral entra em contato com a maioria dos solos brasileiros, grande parte é rapidamente precipitado devido a aspectos físico-químicos particulares, como o pH ácido. Isso causa a indisponibilidade do fósforo para a planta e seu acúmulo no solo e na água”, explica Mariana.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Assim, é preciso que os agricultores apliquem </span><a href="https://agencia.fapesp.br/manejo-e-novos-insumos-ajudam-a-reduzir-o-uso-de-fertilizantes-minerais-na-agricultura-brasileira/38185/" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">grande quantidade de fertilizantes fosfatados</span></a><span style="font-weight: 400;">, da qual apenas uma pequena parcela é de fato utilizada pelas plantas. Essas práticas causam o acúmulo de nutrientes na natureza, o que vem se tornando um relevante problema.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">“Ainda hoje é muito restrita a utilização de microrganismos. São poucas as espécies microbianas utilizadas na agricultura. Nisso há um grande potencial, que é o descobrimento de novos microrganismos que ainda não são utilizados para fins como disponibilização de nutrientes, mitigação de estresses ambientais e até mesmo como biodefensivos”, finaliza.</span></p>
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		<title>Inovação em microbioma: 3 oportunidades para o futuro</title>
		<link>https://www.symbiomics.com.br/pt/inovacao-em-microbioma-3-oportunidades-para-o-futuro/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Symbiomics Team]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 06 Jul 2022 13:29:27 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Blog]]></category>
		<category><![CDATA[inovação]]></category>
		<category><![CDATA[microbiologia]]></category>
		<category><![CDATA[microbioma]]></category>
		<category><![CDATA[sustentabilidade]]></category>
		<category><![CDATA[tecnologias baseadas em microbioma]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Estima-se que as tecnologias baseadas em microbioma vão movimentar um mercado de mais de US$ 15 bilhões até 2030. Esse [&#8230;]</p>
<p>The post <a href="https://www.symbiomics.com.br/pt/inovacao-em-microbioma-3-oportunidades-para-o-futuro/">Inovação em microbioma: 3 oportunidades para o futuro</a> first appeared on <a href="https://www.symbiomics.com.br">SYMBIOMICS</a>.</p>]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-weight: 400;">Estima-se que as tecnologias baseadas em microbioma vão movimentar um mercado de mais de </span><b>US$ 15 bilhões até 2030</b><span style="font-weight: 400;">. Esse mercado foi de quase US$ 5 milhões em 2020. Trata-se de uma valorização de 150% no valor de mercado do setor em 10 anos. Os dados são da consultoria </span><a href="https://www.prnewswire.com/news-releases/global-microbiome-markets-report-2021-market-is-expected-to-reach-15-55-billion-in-2030--at-a-cagr-of-11-4-301326835.html" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">Research and Markets</span></a><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Essa expectativa vem na esteira de </span><b>soluções ambientais, para a saúde humana e agricultura</b><span style="font-weight: 400;"> que estão em aplicação ou sendo desenvolvidas. As inovações em microbioma vêm se tornando uma grande aposta da ciência e da indústria para o futuro, na busca por tecnologias que sejam mais sustentáveis, no caso da agricultura e meio ambiente, e precisas, no caso da medicina. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Os </span><a href="https://www.symbiomics.com.br/pt/afinal-o-que-e-o-microbioma/"><b>microbiomas</b></a><span style="font-weight: 400;"> são essenciais para a saúde global, do ambiente e humana. Mas essa importância só vem sendo melhor compreendida pela ciência através de novas ferramentas e conhecimentos, como a </span><a href="https://www.symbiomics.com.br/pt/o-que-sao-as-ciencias-omicas/" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">genômica</span></a><span style="font-weight: 400;">, a </span><a href="https://www.symbiomics.com.br/pt/como-a-ciencia-de-dados-esta-transformando-a-microbiologia/" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">ciência de dados</span></a><span style="font-weight: 400;"> e o entendimento sobre </span><b>o papel das comunidades microbianas junto aos macrorganismos</b><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">E é a partir desse conhecimento que novas tecnologias estão sendo desenvolvidas. Reunimos três potenciais inovações envolvendo tecnologias baseadas em microbioma que estão sendo desenvolvidas atualmente. Confira:</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<h1><span style="font-weight: 400;">1. Monitoramento e sanitização contra patógenos</span></h1>
<p><span style="font-weight: 400;">A </span><b>pandemia de COVID-19</b><span style="font-weight: 400;">, causada pelo vírus SARS-CoV-2, evidenciou a necessidade de tecnologias que possibilitem o </span><b>monitoramento dos microrganismos</b><span style="font-weight: 400;"> presentes na natureza que tenham potencial para se tornarem </span><b>patogênicos</b><span style="font-weight: 400;"> contra seres humanos, processo conhecido como </span><a href="https://www.comciencia.br/destruicao-de-biomas-contribui-para-surgimento-de-novas-epidemias/" target="_blank" rel="noopener"><i><span style="font-weight: 400;">spillover</span></i></a><i><span style="font-weight: 400;">. </span></i><span style="font-weight: 400;">É provável que o coronavírus que causou a pandemia da COVID-19 tenha </span><a href="https://jornal.usp.br/ciencias/covid-19-como-o-virus-saltou-de-morcegos-para-humanos/" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">“pulado” de morcegos para seres humanos</span></a><span style="font-weight: 400;">. Esse processo também já resultou em outras doenças infecciosas, como é o caso da raiva e diversos tipos de gripe (influenza).</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Pensando nisso, pesquisadores estão cada vez mais focados em melhorar o monitoramento do microbioma de animais, buscando mapear e acompanhar vírus e outros microrganismos patogênicos com algum potencial de infectar humanos. Um exemplo foi ilustrado por </span><a href="https://jornal.unesp.br/2022/06/23/pesquisadores-mapeiam-areas-com-potencial-para-futuros-surtos-de-doencas-semelhantes-a-covid-19/" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">uma pesquisa</span></a><span style="font-weight: 400;">, publicada em abril de 2022, que buscou identificar quais serão as áreas de concentração de 35 espécies de morcegos hospedeiros de vírus semelhantes ao SARS-CoV-2. Com o estudo foi possível projetar que, no futuro, será importante monitorar países como China, Laos, Vietnã e Tailândia, considerando a concentração de espécies de morcegos hospedeiras de </span><b>coronavírus semelhantes ao SARS-CoV-2</b><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Esse tipo de iniciativa deve se tornar uma importante ferramenta epidemiológica para monitorar microrganismos com potencial de </span><i><span style="font-weight: 400;">spillover</span></i><span style="font-weight: 400;">. Com o avanço de campos como a </span><span style="font-weight: 400;">metagenômica</span><span style="font-weight: 400;">, será possível identificar patógenos de forma cada vez mais eficiente, associando a </span><b>informação genética</b><span style="font-weight: 400;"> contida no microbioma de animais com sua </span><b>capacidade de causar doenças</b><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<h2>Ambientes hospitalares</h2>
<p><span style="font-weight: 400;">Ao mesmo tempo, outras iniciativas focam na avaliação do microbioma de ambientes mais específicos, como os </span><b>ambientes</b> <b>hospitalares.</b><span style="font-weight: 400;"> O </span><b>aumento da resistência de bactérias a antibióticos</b><span style="font-weight: 400;"> é um grande problema para o setor da saúde. Essa resistência é causada principalmente pelo </span><b>uso indiscriminado dos antibióticos</b><span style="font-weight: 400;">, o que acaba selecionando cepas mais resistentes de bactérias causadoras de doenças. </span><a href="https://www.cnnbrasil.com.br/saude/infeccoes-por-superbacterias-levaram-a-morte-de-12-milhao-de-pessoas-em-2019/#:~:text=A%20publica%C3%A7%C3%A3o%20apontou%20um%20cen%C3%A1rio,infec%C3%A7%C3%B5es%20causadas%20por%20bact%C3%A9rias%20resistentes." target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">Mais de 1 milhão de pessoas morrem</span></a><span style="font-weight: 400;"> por ano devido à resistência bacteriana a antibióticos.</span><span style="font-weight: 400;"><br />
</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Para contribuir com alternativas para esse problema, </span><b>sistemas baseados em microbiomas para monitoramento e sanitização de ambientes hospitalares</b> <a href="https://www.mdpi.com/1422-0067/20/7/1535" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">vêm sendo testados</span></a><span style="font-weight: 400;">. O princípio é o seguinte: um microbioma desequilibrado, em que a presença dos diferentes microrganismos está desregulada, é propício para o surgimento de microrganismos resistentes que causem infecções. Quando se conhece esse desequilíbrio </span><b>a nível mais específico</b><span style="font-weight: 400;">, é possível saber em quais locais há maiores chances de proliferação desses patógenos. Além disso, </span><a href="https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/30001345/" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">produtos de sanitização contendo probióticos</span></a><span style="font-weight: 400;"> já estão sendo desenvolvidos para modular tais microbiomas, dificultando o surgimento de patógenos nesses </span><b>ambientes</b><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<h1><span style="font-weight: 400;">2. Alternativas para lidar com o lixo</span></h1>
<p><span style="font-weight: 400;">A vida moderna e o desenvolvimento da civilização humana trouxeram consigo um grande problema enfrentado hoje: o acúmulo de lixo e resíduos sólidos. Alguns desses resíduos, como é o caso do </span><b>plástico</b><span style="font-weight: 400;">, podem demorar mais de </span><b>400 anos</b><span style="font-weight: 400;"> para se decompor. Outros materiais, como o alumínio, podem demorar até </span><b>500 anos</b><span style="font-weight: 400;">. Soma-se a essa dificuldade o fato de a humanidade produzir, em média, </span><a href="https://brasil.un.org/pt-br/81186-humanidade-produz-mais-de-2-bilhoes-de-toneladas-de-lixo-por-ano-diz-onu-em-dia-mundial" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">2 bilhões de toneladas de lixo por ano</span></a><span style="font-weight: 400;">. Só no Brasil, são </span><a href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/radioagencia-nacional/meio-ambiente/audio/2021-08/80-milhoes-de-toneladas-de-residuos-sao-produzidos-no-pais-cada-ano#:~:text=Publicado%20em%2013%2F08%2F2021,res%C3%ADduos%20produzidos%20a%20cada%20ano." target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">80 milhões de toneladas de resíduos descartados anualmente</span></a><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">No caso dos eletrônicos, o descarte vem crescendo nas últimas décadas, tendo atingido globalmente mais de </span><a href="https://www.tonerbuzz.com/blog/e-waste-facts-statistics/"><span style="font-weight: 400;">53 milhões de toneladas</span></a><span style="font-weight: 400;"> em 2019. Há diversos metais e </span><b>elementos de difícil decomposição nesse tipo de resíduo</b><span style="font-weight: 400;">. A reciclagem de eletrônicos costuma ser feita através de métodos que permitam a extração de metais para composição de outros produtos. Para isso, o lixo eletrônico é aquecido a mais de 1.000ºC ou ácidos são utilizados para sua degradação. Em ambos os casos, há a geração de </span><b>subprodutos prejudiciais ao meio ambiente</b><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">E é por isso que cientistas estão interessados em bactérias que têm a capacidade de produzir </span><a href="https://www.pnas.org/doi/10.1073/pnas.1820329116#sec-1" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">químicos eficientes para quebra de metais como cobre e ouro</span></a><span style="font-weight: 400;">. Esse tipo de processo é denominado “</span><a href="https://www.cietec.org.br/riquezas-a-serem-catalisadas/" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">biolixiviação</span></a><span style="font-weight: 400;">” e já está presente nas atividades de mineração, em que microrganismos são utilizados para </span><b>extrair metais de minérios brutos</b><span style="font-weight: 400;">. Essas tecnologias </span><a href="https://tecnologiammm.com.br/doi/10.4322/2176-1523.1205" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">vêm sendo desenvolvidas nos últimos anos</span></a><span style="font-weight: 400;"> e no futuro podem se traduzir em novas opções para reciclagem do lixo eletrônico de forma mais sustentável, já que não geram subprodutos como os métodos tradicionais de extração.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Com relação aos plásticos, pesquisadores também buscam alternativas a partir de </span><a href="https://www.labiotech.eu/in-depth/bioplastics-2019-feature/" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">enzimas presentes em microrganismos</span></a><span style="font-weight: 400;"> que </span><b>degradam os polímeros</b><span style="font-weight: 400;"> que compõem o material, facilitando sua reciclagem e aumentando a sustentabilidade do processo. O problema, entretanto, é que existem diferentes tipos de plásticos e, para isso, são necessárias </span><a href="https://www.sciencedirect.com/science/article/pii/S2666790821000434#:~:text=Cutinase%2C%20Lipase%20and%20PETase%20(an,et%20al.%2C%201977)." target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">diferentes enzimas com a capacidade de quebrar as cadeias de polímeros</span></a><span style="font-weight: 400;">. Caso essas inovações se concretizem, também será possível </span><a href="https://www.technologyreview.com/2021/10/06/1036571/carbios-enzymes-recycle-plastics-pet/#:~:text=Carbios%20has%20been%20developing%20enzymatic,together%20to%20make%20new%20plastics." target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">reciclar materiais que não podem ser reciclados pelos processos mecânicos</span></a><span style="font-weight: 400;">, como é o caso das roupas de material sintético.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<h1><span style="font-weight: 400;">3. Nova geração de produtos biológicos para a agricultura</span></h1>
<p><span style="font-weight: 400;">Os produtos biológicos – ou bioinsumos – contendo microrganismos não são uma invenção nova. O Brasil, por exemplo, já utiliza bactérias do gênero </span><i><span style="font-weight: 400;">Bradyrhizobium</span></i><span style="font-weight: 400;"> na cultura da soja desde a década de 1970, com o objetivo de favorecer a </span><a href="https://www.embrapa.br/tema-fixacao-biologica-de-nitrogenio" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">fixação biológica de nitrogênio (FBN)</span></a><span style="font-weight: 400;">. Hoje, 79% das plantações brasileiras de soja são tratadas com tais bactérias noduladoras, de acordo com a Associação Nacional dos Produtores e Importadores de Inoculantes (ANPII). Mas o avanço do conhecimento científico sobre os microbiomas, sua diversidade e funções junto às plantas demonstra que ainda existe potencial para </span><b>uma nova geração de produtos biológicos</b><span style="font-weight: 400;">, mais eficiente e que confira vantagens mais complexas a cultivares.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Estudos recentes utilizando técnicas avançadas de </span><a href="https://www.symbiomics.com.br/pt/como-a-ciencia-de-dados-esta-transformando-a-microbiologia/" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">sequenciamento genético e computação</span></a><span style="font-weight: 400;"> têm demonstrado que o microbioma tem </span><b>impacto direto na produtividade vegetal</b><span style="font-weight: 400;">. Bactérias e fungos, por exemplo, são responsáveis por fornecer nutrientes para as plantas (como nitrogênio, fósforo e metais) e auxiliar na obtenção de água. Alguns microrganismos são capazes de produzir substâncias que </span><b>aumentam a tolerância das plantas</b><span style="font-weight: 400;"> frente a condições estressantes como seca, garantindo a manutenção da produtividade mesmo em condições desfavoráveis. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Quando consideramos questões como as </span><b>mudanças climáticas</b><span style="font-weight: 400;">, os microbiomas escondem um enorme potencial ao oferecer soluções que já existem na natureza para tornar as culturas mais tolerantes a estresses ambientais como seca, calor, entre outros. Para desvendar esse </span><b>tesouro genético</b><span style="font-weight: 400;">, </span><a href="https://www.embrapa.br/busca-de-noticias/-/noticia/54173860/novos-microrganismos-de-interesse-economico-sao-encontrados-em-rios-amazonicos" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">a ciência está buscando nos biomas naturais</span></a><span style="font-weight: 400;"> microrganismos desconhecidos, seus genes e moléculas que possam ser a base de </span><b>novos produtos biológicos</b><span style="font-weight: 400;"> no futuro.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Há ainda os microrganismos que produzem moléculas que auxiliam na </span><b>defesa contra patógenos e pragas</b><span style="font-weight: 400;">, podendo ser utilizados em substituição aos químicos comumente aplicados na lavoura. Nesse sentido, tecnologias baseadas em microbioma podem ser usadas para </span><a href="https://www.symbiomics.com.br/pt/produtos-biologicos-podem-ajudar-o-pais-a-diminuir-a-dependencia-de-fertilizantes-quimicos/" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">diminuir o uso de fertilizantes e defensivos</span></a><span style="font-weight: 400;">. Considerando a toxicidade no excesso de uso de agroquímicos para a </span><a href="https://summitagro.estadao.com.br/saude-no-campo/agrotoxicos-da-agricultura-moderna-e-seus-impactos-no-meio-ambiente/" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">saúde ambiental</span></a><span style="font-weight: 400;"> e humana, esse talvez seja um dos grandes potenciais de produtos biológicos para promover a sustentabilidade na agricultura.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<h1><span style="font-weight: 400;">Principais referências</span></h1>
<p><span style="font-weight: 400;">Caselli, E.; Brusaferro, S.; Coccagna, M.; Arnoldo, L.; Berloco, F.; Antonioli, P.; Tarricone, R.; Pelissero, G.; Nola, S.; La Fauci, V.; Conte, A.; Tognon, L.; Villone, G.; Trua, N.; Mazzacane, S. Reducing healthcare-associated infections incidence by a probiotic-based sanitation system: A multicentre, prospective, intervention study. <em>PLoS One</em>. (2018). <a href="https://doi.org/10.1371/journal.pone.0199616" target="_blank" rel="noopener">https://doi.org/10.1371/journal.pone.0199616</a></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">D’Accolti, M.; Soffritti, I.; Mazzacane, S.; Caselli, E. Fighting AMR in the healthcare environment: Microbiome-based sanitation approaches and monitoring tools. </span><i><span style="font-weight: 400;">Int. J. Mol. Sci.</span></i><span style="font-weight: 400;"> (2019). <a href="https://doi.org/10.3390/ijms20071535" target="_blank" rel="noopener">https://doi.org/10.3390/ijms20071535</a></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Muylaert, R. L.; Kingston T.; Luo, J.; Vancine, M. H.; Galli, N.; Carlson, C. J., John, S.; Rulli, M. C.; Hayman D. T. S. Present and future distribution of bat hosts of sarbecoviruses: Implications for conservation and public health. </span><i><span style="font-weight: 400;">Proc. R. Soc. B.</span></i><span style="font-weight: 400;"> (2022). <a href="http://doi.org/10.1098/rspb.2022.0397" target="_blank" rel="noopener">http://doi.org/10.1098/rspb.2022.0397</a></span></p><p>The post <a href="https://www.symbiomics.com.br/pt/inovacao-em-microbioma-3-oportunidades-para-o-futuro/">Inovação em microbioma: 3 oportunidades para o futuro</a> first appeared on <a href="https://www.symbiomics.com.br">SYMBIOMICS</a>.</p>]]></content:encoded>
					
		
		
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